<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788</id><updated>2012-01-11T11:50:14.537-02:00</updated><title type='text'>mangangavamarela</title><subtitle type='html'>dasatualizado diariamente</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Patrício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12901534372700660230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_MQ5rtZ0N4TI/SRcajatmoBI/AAAAAAAAARM/E3gnjLgy3X0/S220/Quilmes5.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>71</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-615352240157389661</id><published>2010-07-14T23:33:00.003-03:00</published><updated>2010-07-14T23:37:09.941-03:00</updated><title type='text'>CAMPANHA "VOLTA PATRÍCIO"</title><content type='html'>Olá caros seguidores (todos os... Seis?),&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou iniciando a campanha "Volta Patrício", visando comover o amigo, D-O-N-O do blog, a nos brindar com mais de seus textos. Por isso,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;VOLTA PATRÍCIO!!!!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DEIXEM SEUS POSTS ADERINDO AO MOVIMENTO.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-615352240157389661?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/615352240157389661/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2010/07/campanha-volta-patricio.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/615352240157389661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/615352240157389661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2010/07/campanha-volta-patricio.html' title='CAMPANHA &quot;VOLTA PATRÍCIO&quot;'/><author><name>Luciana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15250402904920372551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-3895503485616294352</id><published>2010-05-16T18:21:00.001-03:00</published><updated>2010-05-16T18:21:48.895-03:00</updated><title type='text'>Hábito Macabro</title><content type='html'>O dia estava agradável. Resolvi então passear no parque, pois adoro áreas arborizadas e o cheiro da terra úmida para mim é revigorante. Como chovera no dia anterior era certeza senti-lo. Sentei entre as enormes mangueiras, bem de acordo com meu hábito, e passei a olhar o chafariz criar formas aleatórias ao sabor do vento fresco do outono.&lt;br /&gt; Alguns minutos depois, quando as bombas foram desligadas e só restou um grande lago artificial aquietado, pude divisar numa das margens algo boiando. Minha curiosidade conduziu-me até o local aonde o estranho objeto flutuava placidamente e, para meu horror, pude constatar que não se tratava de nenhuma porcaria jogada nas águas por algum desleixado, mas era o corpo de uma pessoa. Uma mulher para ser mais exato. Não consegui conter o grito que atravessou minha garganta. Rapidamente o local encheu de pessoas, e pouco depois de policiais.&lt;br /&gt; Fui interrogado por um inspetor que parecia estar no comando das investigações do local. Não chegou a pegar pesado comigo, talvez porque tenha percebido o quão verdadeiramente abalado eu estava, mas também não foi um doce de pessoa. Insistiu várias e várias vezes para que eu contasse a que horas eu havia chegado ao parque, o porque de sentar-me embaixo daquelas mangueiras, num ponto onde eu avistaria facilmente o corpo e que razões eu tinha para estar ali naquela hora de um dia de semana. Levei um bom tempo contando tudo o que o Sherlock queria saber.&lt;br /&gt; Fui dispensado e avisado que seria chamado a depor na delegacia. Porém, antes de ir embora, ainda pude escutar os peritos dizendo que os mamilos da pobre mulher tinham sido estipardos a dentadas. Confesso que quase desmaiei com a revelação de tal brutalidade. Quem alma torturada faria uma atrocidade desta com outro ser humano.&lt;br /&gt; Chegando em casa tirei imediatamente as roupas e as coloquei na máquina de lavar como se estivessem contaminadas. E de fato estavam, contaminadas pelo medo e o asco que aquela mal fadada experiência de encontrar o corpo de uma mulher assassinada me provocaram. Entrei no chuveiro e tomei um longo e quente banho, conforme meu hábito. Aliás, sou exageradamente metódico, nos dizeres de minha madrasta, ela mesma uma paranóica com rotina e organização, a ponto de me fazer repetir a exaustão à forma correta de dobrar camisas de malha até que eu acertasse.&lt;br /&gt; Saí do banho um pouco mais relaxado e recostei-me na poltrona olhando displicentemente a televisão desligada. Lá pude ver o reflexo da minha cara. As maças do rosto estavam carcomidas, as órbitas saltadas e injetadas de sangue, os cabelos ralos e com cor de rato, as orelhas pontiagudas. Pisquei os olhos para ver se aquela imagem apavorante desapareceria da minha frente, mas não, ela continuou ali, gargalhando da minha fragilidade, da minha inocência. Eu era apenas uma casca que servia de esconderijo para um maldito demônio, um predador. Ele saltou do televisor como uma imagem em 3D e agarrou meu pescoço. Eu sabia o que ele queria, sabia que não podia contrariá-lo, deixei então que se apossasse do meu corpo, da minha vontade, e tornei-me um mero expectador de mim mesmo, uma marionete nas mãos daquela criatura repulsiva que vivia nos recônditos mais ermos do meu inconsciente. Antes de sair para saciar sua sede de sangue e sexo, o maldito foi até o quarto, abriu uma gaveta do armário e admirou uma coleção de mais de cinqüenta mamilos, todos alfinetados num tecido aveludado, dentro de um quadro de cedro envernizado com uma imensa tampa de vidro, tal como uma coleção rara de borboletas de um entomólogo.&lt;br /&gt; E lá se foi a espreitar mais uma vítima, todas mulheres, todas minhas madrastas. Arrancaria seus mamilos com elas ainda vivas e as mataria após violentá-las. Depois me levaria até o local onde a abandonara, para que eu visse sua obra e sentisse todo o horror do mundo.&lt;br /&gt;Tudo conforme seu hábito, um hábito profundamente enraizado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-3895503485616294352?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/3895503485616294352/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2010/05/habito-macabro.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/3895503485616294352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/3895503485616294352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2010/05/habito-macabro.html' title='Hábito Macabro'/><author><name>Luciana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15250402904920372551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-7921517752983060585</id><published>2009-12-31T13:03:00.000-02:00</published><updated>2009-12-31T13:04:23.394-02:00</updated><title type='text'>Carnaval de bebum não tem dono</title><content type='html'>Manhã da quarta-feira de cinzas, praia de Ipanema, lá pelas oito. Josué acorda preguiçoso, boceja profundamente algumas vezes e estala todos os membros do corpo. Senta-se e olha ao seu redor, o mar está translúcido, as ondas arrebentam calmamente numa espuma branca e refrescante. As primeiras pessoas estão correndo no calçadão, algumas estão caminhando pela areia, enfim, tudo indica um dia de praia ensolarado para o carioca. Josué, porém, não parece muito animado, na verdade a única coisa que ele pensa é: PQP, o que diabos estou fazendo na praia? Bom, de fato no segundo seguinte a primeira interrogação surge uma interjeição: PQP, eu estou nu!&lt;br /&gt;Rapidamente Josué se enterra na areia até a cintura, precisa entender o que esta acontecendo. Ai meu Deus, vai coçar meu bingulim uma semana! Ipanema? Parece Ipanema. Ai caramba, eu estou na praia de Ipanema! Puxa pelas suas lembranças. Nada. Ou melhor, quase nada. Sua memória só alcança o Bloco do Pinto Louco, lá no Méier. Todo ano, a mais de três décadas, a festiva agremiação desfila pelas ruas do bairro, e Josué puxa a ala das piranhas, que como todos sabem são aqueles homens que desfilam com fantasia de mulher, ou realizando uma fantasia de ser mulher, depende do ponto de vista.&lt;br /&gt;Esforça-se um pouco mais, sua cabeça parece que vai explodir. Mais um flash. Agora sim, sua última e derradeira memória anterior a sua situação de desterro, ou enterro, foi estar no boteco do Miramar, entornando um rabo de galo. Depois... Ipanema, nu, e agora soterrado, preocupado com os hábitos alimentares daquelas baratinhas que circulam serelepes por dentro da terra.&lt;br /&gt;A praia começou a encher. A princípio ninguém se preocupou com Josué, afinal as areias fervilhantes de Ipanema são conhecidas não só pela beleza, que integra natureza e urbanidade, mas pela democracia que impera entre seus freqüentadores, de tudo um pouco, de louco a prostituta, de madame a filhinho-da-mamãe, de surfista ao Josué. Barracas foram armadas ao seu lado, crianças fizeram castelos de areia ao seu redor, bolinhas de frescobol batiam em sua testa. O calor era tremendo, Josué sentia o rosto e o tronco arder como se estivessem assando na cozinha do inferno, no baixo ventre a imagem que vinha a sua cabeça era de um galeto, daqueles bem passadinhos.&lt;br /&gt;Lá pelas tantas, quando a desidratação já ameaçava sua consciência, senta-se ao lado do nosso torrado personagem um senhor, boa aparência, físico enxuto para os fartos cabelos grisalhos que ostentava, trajando uma sunga lilás estampada com corações pretos. Josué, sem graça, tenta disfarçar, mas convenhamos, não a muito como disfarçar uma situação como a dele. Adota então uma postura mais agressiva, na esperança de espantar a companhia indesejável. Que foi? Nunca viu um homem enterrado não? Muito comum, muito comum! O senhor nem piscou, impávido, mirou um olhar perdido no mar, suspirou longamente, como que aspirando os bons eflúvios do oceano, virou-se para o Josué e disse, num tom cândido, acalentador: Josué, pensei muito em nós desde o Bloco. Você lá, de pareô vermelho, batom escarlate, peito cabeludo, tomando aquele rabo de galo como eu nunca antes vira um homem tomar, e depois, chegando por trás de mim, me cinturando e cantanto “olha a cabeleira do Zezé”, nossa, aquilo foi um mimo. Depois no carro, as juras de amor eterno. Sabe, eu só queria diversão, mas você, ah você, parecia estar tão certo de que nós... Nós poderíamos engrenar, sei lá, um caso para além do reinado de momo. Mas aí, depois de nossa noite louca, bem aqui nas areias de Ipanema, quando você adormeceu, me bateu um medo enorme, e fui embora. Mas depois, ao acordar, lembrando do seu cheiro, não tive dúvidas, voltei correndo para cá, na esperança de te encontrar, e veja só, quis o destino que você estivesse aqui, guardando o nosso futuro. Josué, Josué, que me dizes de tudo isso? Josué? Josué?&lt;br /&gt;Manhã de quinta-feira, cemitério São João Batista, Botafogo. Olhares incrédulos para o caixão que guardava o corpo de um dos mais importantes foliões do Méier, membro fundador do Bloco do Pinto Louco, Josué. Amigos antigos do diretor da ala das piranhas confabulavam num canto do velório, assustados, nervosos. Porra Pedrinho, tu me disse que era uma brincadeira com o Josué, levar ele pra praia, deixar ele nu, que ele tinha tomado um porre homérico e tal. Depois mandar lá o meu irmão, que ele não conhecia, falar umas sacanagens, só assustar. Mas aí ô! Olha no que deu, cacete!&lt;br /&gt;Pedrinho, o mentor da brincadeira que acabou mal, e que estava tomando a carraspana do Alcebíades retrucou: Cacete Alcebíades, teu irmão tinha que ir com aquela sunga lilás, e pra piorar, em frente a Farme de Amoedo?!? Foi demais pro Josué!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-7921517752983060585?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/7921517752983060585/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/12/carnaval-de-bebum-nao-tem-dono.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/7921517752983060585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/7921517752983060585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/12/carnaval-de-bebum-nao-tem-dono.html' title='Carnaval de bebum não tem dono'/><author><name>Luciana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15250402904920372551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-7699126632728080942</id><published>2009-10-15T22:12:00.000-03:00</published><updated>2009-10-15T22:14:20.598-03:00</updated><title type='text'>Fé escatológica</title><content type='html'>_ Querida? Querida? Acorda.&lt;br /&gt;            _ Heim, como, que foi, quem morreu?&lt;br /&gt;            _ Ninguém morreu, sabe o que é? Acordei assim, no meio da noite, com um peso no coração, um sei-lá-o-que me atormentando o peito...&lt;br /&gt;            _ Sandoval, você acendeu as velas de anjo de guarda? Acendeu as velas na casinha de exu? Olha lá homem, não pode vacilar com o além, vai que você tá com encosto? Quer que eu ligue para aquele programa do pastor? É agora de madrugada. O pastor Cleverson, lá do templo que eu estou indo, disse que o homem é poderoso, exorciza pela televisão, coisa de doido.&lt;br /&gt;            _ Ai mulher, já vem você com estas superstições, encosto o que! E da três batidinhas na mesinha de cabeceira.&lt;br /&gt;            _ Sandoval, só porque você é católico apostólico italiano...&lt;br /&gt;            _ Romano.&lt;br /&gt;            _ Não fica na Itália? Então. Só porque você é católico apostólico romano, acha que minha fé é coisa de ignorante. Bem que a cartomante que eu fui com a Matilde tinha me alertado sobre esse seu jeito besta de tratar o Deus dos outros.&lt;br /&gt;            _ Deus dos outros?  Para de bobagem. Deus é um só, o seu e o meu. Jesus, que Alá nos proteja dessas suas idéias.&lt;br /&gt;            _ Já sei Sandoval, tenta aquela técnica de relaxamento que nos aprendemos no workshop do mestre sufi Satiranabanda. Tá lembrado, fomos mês passado.&lt;br /&gt;            _ É, não custa nada né.&lt;br /&gt;            Sandoval, após um esforço brutal para acomodar sua barriga entre o tórax e as coxas, sentou-se na posição de flor de lótus - na verdade, de tão esparramado, lembrava mais um ramalhete de batata, sendo o Sandoval a própria. Após alguns minutos de meditação profunda, irrompeu o silêncio da madrugada um som estrondoso vindo do íntimo de Sandoval. Estupefata e com cara de nojo a mulher indagou:&lt;br /&gt;            _ Que isso Sandoval?&lt;br /&gt;            _ Exorcizei a feijoada.&lt;br /&gt;            Nem precisou do descarrego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CEVDM&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-7699126632728080942?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/7699126632728080942/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/10/fe-escatologica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/7699126632728080942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/7699126632728080942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/10/fe-escatologica.html' title='Fé escatológica'/><author><name>Luciana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15250402904920372551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-5008406975804559730</id><published>2009-10-12T03:12:00.000-03:00</published><updated>2009-10-12T03:16:25.093-03:00</updated><title type='text'>O mascate mulherengo</title><content type='html'>Ubirajara era um cara dos mais queridos por todos. Vizinhos, ex-colegas de escola, parceiros do futebol, familiares, todos eram unânimes em afirmar: Ubirajara era um cara e tanto, correto, fiel, grande pai de família, excelente marido, um sujeito ímpar. Iria fazer falta. Não era à toa, portanto, que seu enterro estava sendo um dos mais concorridos no cemitério da pequena Poncho Velho, uma linda cidadezinha no interior do Rio Grande do Sul de pouco mais de 2000 habitantes.&lt;br /&gt;            Bira, como era conhecido, trabalhara a vida inteira como mascate, percorrendo as porteiras mais distantes em busca de novas vendas para levar o sagrado leitinho das crianças para casa. Vendia lençóis, colchas, roupas femininas, artigos de cama, mesa e banho em geral, mercadoria fina e de qualidade, conforme apresentava aos clientes.&lt;br /&gt;            Um belo dia, na noite de um de seus retornos para casa, após uma temporada de quase um mês viajando, Bira sentiu-se mal e caiu. Nunca mais se levantou, foi uma temeridade. Da viúva ao padre, não havia alma na cidade que não estivesse inconsolável com a abrupta partida do mascate mais amado de Poncho Velho.&lt;br /&gt;            No velório, a viúva chorava baixinho num canto. As crianças, ainda pequenas, ficaram na casa de uma tia, pois a mãe não desejava que a última imagem que os pequenos guardassem do pai fosse dele deitado no caixão. Devia ter umas duzentas pessoas ao todo se despedindo do Bira.&lt;br /&gt;            Lá pelas tantas, aproximou-se do caixão uma moça muito vistosa, adequadamente trajada num vestido preto bastante elegante, debruça-se no caixão e beija a face do mascate. O fato passou despercebido a viúva, mas não ao padre Peixoto. O clérigo foi ter com a moça e entre-dentes lhe perguntou quem era. Para surpresa do velho pároco ela lhe respondeu:_ Eu e Bira morávamos juntos, padre. Lendo o jornal lá de Serra dos Vinhais, no dia de ontem, passei os olhos no obituário e vi o nome de meu Bira estampado em letras garrafais. Quase morri. Vim me despedir padre. Sei que aos olhos de Deus e da Santa Igreja, nós não éramos casados, logo não posso me considerar viúva, mas posso lhe garantir que nos amávamos muito.&lt;br /&gt;            Padre Peixoto engoliu em seco. Não sabia o que fazer. Se abrisse a boca a reputação ilibada de Bira chafurdaria na lama. Após muito refletir, decidiu tomar aquela resposta como uma confissão e, como estabelece os ditames da Igreja, guardar para si o que ouviu. Porém, meia-hora depois de ter tomado a decisão, vê entrar no velório uma senhora robusta, enfiada num vestido de chita remendado até não poder mais, com três crianças arrastadas pelos braços, pequenas, mirradas mesmo, com olhinhos assustados de quem vê a morte pela primeira vez._ Olha aí crianças, o pai de vocês. Homem bão, fez de um tudo pra nos tirar da miséria. Que Deus o tenha e de nós guarde misericóridia. Disse isso e chorou em profusão.&lt;br /&gt;            Essa não teve como passar batido pelo crivo da viúva, digo, a oficial. Levantou-se, sobremaneira irritada, e foi ter com a matrona choradora na beira do leito de morte do mascote pegador.&lt;br /&gt;            _ Quem, por Deus e Nossa Senhora dos Desajuizados, é a senhora?&lt;br /&gt;            _ Bah, sou a viúva do Ubirajara, e estes são nossos rebentos.&lt;br /&gt;            A confusão que se seguiu foi digna dos filmes pastelões dos Três Patetas. Não sobrou um único cravo inteiro no caixão do Bira, a matrona e a oficial se engalfiaram tal qual duas leoas disputando a carniça de uma zebra. O quebra-pau extrapolou o velório e foi continuar na rua, um cortejo de curiosos esqueceu o defunto e foi seguindo a arruaça que as duas mulheres iam fazendo. Quando ao redor do caixão só sobrou a reputação partida do mascate, a elegante mulher de preto, até então refugiada no banheiro, voltou a aproximar-se do caixão. Fitando os olhos vitrificados do Bira, sussurrou baixinho para que só a alma do mulherengo pudesse ouvi-la do outro mundo.&lt;br /&gt;            _ Sempre soube que tu não prestava. Mas adorava os vestidos que me trazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CEVDM&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-5008406975804559730?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/5008406975804559730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/10/o-mascate-mulherengo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/5008406975804559730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/5008406975804559730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/10/o-mascate-mulherengo.html' title='O mascate mulherengo'/><author><name>Luciana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15250402904920372551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-7882251371671464740</id><published>2009-10-12T03:03:00.000-03:00</published><updated>2009-10-12T03:05:23.817-03:00</updated><title type='text'>Homo Aeticos Amoralis</title><content type='html'>Confesso que não sou a pessoa mais certa do mundo, para dizer a verdade, não sou a pessoa mais certa nem do meu bairro, alias, nem da minha casa. Ainda assim, fazendo o mea culpa, devo dizer que estou cansado desse povinho do meu Brasil varonil. Aqui, em plagas tropicais, perdemos todos os limites da ética, da moral, do respeito ao direito alheio, não sabemos mais usar o por favor nem o muito obrigado, pedir desculpas parece ser um comportamento alienígena, atravessar na faixa de pedestre virou coisa de maníaco com TOC, estacionar com as quatro rodas na calçada uma regra invisível do código nacional de trânsito, estudar para prova algo incompreensível para os jovens alunos, enfim, vivemos num mundo de pernas para o ar, pelo menos da minha perspectiva. Mas talvez o problema seja isso mesmo, ponto de vista. Quem sabe eu viva numa ilusão e quem esteja de ponta cabeça seja eu e não o mundo. Já pensei seriamente nessa hipótese. Numa situação em que todos agem como se não existissem três milênios de filosofia diferenciando o certo do errado, existe uma boa possibilidade de eu estar interpretando de forma torta o mundo a minha volta, e pior de tudo, me achando o último dos moicanos, o bastião superficial de uma moralidade enterrada no pântano do farinha pouca meu pirão primeiro.&lt;br /&gt;Digo isso porque hoje bateram no meu carro, dentro do estacionamento de um supermercado. No desenrolar do bafafa, as seguintes propostas me foram feitas pelo motorista e dois sujeitos que aparecerem depois: acionar o meu seguro – e que se exploda minha classe de bônus; dar uma parte do dinheiro de um prejuízo que não foi calculado e sair antes da chegada da polícia – sendo que eu seria acusado de realizar uma notificação falsa de acidente; não chamar a polícia porque o condutor do veículo que colidiu estava com os documentos vencidos. Quando eu, que estava até disposto a negociar, bati o pé firme em relação a feitura do BRAT, virei instantaneamente alvo de ameaças veladas do tipo: se for a justiça você vai demorar a receber; vamos ligar para um amigo que é major da PM; e por aí foi. Essa situação foi para mim uma espécie de epifania, passei a ver para além das sombras da caverna, aquela do Platão. O errado sou eu, é lógico. A verdade, de tão óbvia, me escapou durante muito tempo. Eu estou em descompasso com a história, sou um anacronismo bípede, caminhando em pé numa sociedade que rasteja. Sou uma criatura antinatural, condenado pela teoria da evolução das espécies desde o século XIX. Não me adaptei ao meio e por isso estou condenado à extinção. Um fim até certo ponto digno. Em alguns anos estarei em exposição n’algum museu de história natural, atrás de uma parede de vidro, sendo observado por crianças de escola que escutarão entediadas os comentários do guia: _ Este crianças, é o homo sapiens sapiens, nosso ancestral direto, evoluíram dentro do que eles chamavam civilização, organizados em torno de princípios éticos e morais. Foram extintos quando nossa espécie, o homo aeticos amoralis, se tornou dominante. Coitados, não suportaram nossa superioridade.&lt;br /&gt;Enfim, tudo se resume a Galápagos e ao bom e velho Darwin, a ética e a moral não passam de acidentes provocados pela erudição de alguns escravocratas ociosos, servindo apenas para atrasar a escalada na hierarquia da natureza de uma nova espécie, mais forte e mais esperta, que não se prende a regras tolas e abstratas de convivência. Viva a conveniência.&lt;br /&gt;O museu, de fato, é o meu destino, assim espero, iria detestar acabar com a minha cabeça exposta na sala de troféus de algum caçador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CEVDM&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-7882251371671464740?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/7882251371671464740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/10/homo-aeticos-amoralis.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/7882251371671464740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/7882251371671464740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/10/homo-aeticos-amoralis.html' title='Homo Aeticos Amoralis'/><author><name>Luciana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15250402904920372551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-6944255985143605710</id><published>2009-10-12T02:58:00.001-03:00</published><updated>2009-10-12T11:55:42.740-03:00</updated><title type='text'>Brasil, Matemática e a Venezuela</title><content type='html'>Brasil, matemática e a Venezuela&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos 183.987.291 milhões de pessoas espalhados por 8.547.403 milhões de quilômetros quadrados. Com o auxílio de um lápis e de um papel faça a conta. Ficou difícil para você como ficou para mim? Então usa a calculadora. O resultado é aproximadamente 21. Pois é, se fossemos dividir o Brasil igualmente por todos, daria uma fatia de cerca de 21 quilômetros quadrados para cada cidadão. A matemática não mente, ela pode confundir, mas mentir jamais. Depois dessa simples conta, quer dizer, dessa conta, eu consigo entender ainda menos o problema da terra no Brasil, o porquê dos apartamentos de três quartos de hoje serem idênticos às quitinetes de outrora e os engarrafamentos megalômanos as grandes metrópoles, tudo fica mais opaco. Espaço parece não faltar. O povo culpa o governo, o mercado imobiliário, o desrespeito ao rodízio no trânsito. Para mim, levando em conta um pouco das boas e úteis teorias conspiratórias, a concentração de terras, os micro-apartamentos e os engarrafamentos, tudo isso não passa de um grande lobby da Venezuela para que um dia venhamos a ter que alugar um pedaço das suas terras, transferindo assim uma parte da nossa riqueza para lá. Seria tudo, portanto, parte de uma estratégia comunista do Hugo Chávez para distribuição de renda no continente. Em todo caso, apesar dos contras, eu prefiro a Argentina, dizem que Buenos Aires é uma cidade linda.&lt;br /&gt;CEVDM&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-6944255985143605710?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/6944255985143605710/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/10/brasil-matematica-e-venezuela.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/6944255985143605710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/6944255985143605710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/10/brasil-matematica-e-venezuela.html' title='Brasil, Matemática e a Venezuela'/><author><name>Luciana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15250402904920372551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-3785192440950349804</id><published>2009-09-16T15:21:00.000-03:00</published><updated>2009-09-16T15:24:34.028-03:00</updated><title type='text'>Máximas pelo mínimo</title><content type='html'>Há máximas que são dogmas, ou se não são, deveriam sê-los. Uma delas diz que futebol, política e religião não se discutem, porque se discutir vai sair briga. Posso asseverar que é a mais pura verdade.&lt;br /&gt;            Recordo-me de dois conhecidos meus que eram amigos de infância - haviam comido terra da mesma caixa de areia da pracinha do Leblon, enquanto as mães falavam mal dos respectivos pais – que, após terem tomado uns vinhos a mais na recepção de lançamento de um livro intitulado Intolerância: descaminhos da violência, praticamente engalfinharam-se por terem desafiado a tal máxima.&lt;br /&gt;            Tudo começou com um inocente “sabia que eu agora sou budista?”. Nossa, nunca imaginei que Buda, no alto de sua milenar e obesa sapiência, fosse o epicentro de uma discussão tão acalorada! _”Budista? Como assim? Tipo &lt;a href="http://www.google.com/search?hl=pt-BR&amp;amp;rls=com.microsoft:pt-br:IE-SearchBox&amp;amp;rlz=1I7SPDA_en&amp;amp;ei=HvymSvPOA8uolAfRuYSFBw&amp;amp;sa=X&amp;amp;oi=spell&amp;amp;resnum=0&amp;amp;ct=result&amp;amp;cd=1&amp;amp;q=hare+krishna&amp;amp;spell=1"&gt;hare krishna&lt;/a&gt;?”. Bastou, como dizem por aí a chapa esquentou.&lt;br /&gt;_ Não seu ignorante, budistas não são hare krisnas! Budistas são os que seguem os ensinamentos de Buda. Sabe, aquele da imagem na casa da sua mãe que fica com a bunda virada para a porta!&lt;br /&gt;_ Ignorante? Ignorante é você que acredita num japonês gordo morto há 2000 anos!&lt;br /&gt;_Japônes? Indiano! E quem morreu há 2000 anos foi C-R-I-S-T-O!&lt;br /&gt;            A coisa estava ficando feia, as pessoas começavam a se afastar com medo de serem atingidas pelos perdigotos que eram arremessados a toda velocidade. Ambos vociferavam de maneira cada vez menos elegante. Pareciam dois estranhos.&lt;br /&gt;_ Cara, depois que você virou comunista e adotou este estilo torto de vida, quer me repreender pela minha opção religiosa? Pior é você, que agora vive em reuniões revolucionárias, com meia dúzia de fanáticos que se masturbam olhando o pôster da Rosa Luxemburgo!&lt;br /&gt;_ Epa, olha lá como fala! Não somos fanáticos, apenas temos a convicção de que a revolução do proletário é inexorável, tal como a derrocada do capitalismo, dos EUA e do Vasco da Gama! E mais, não temos pôster da Rosa Luxemburgo, o pôster é do Proudhon, quer dizer, o pôster é dele, mas nós não nos masturbamos na frente dele, quer dizer, nós não nos masturbamos. Bem, às vezes sim, mas não na frente do Proudhon!&lt;br /&gt;            O circo estava pegando fogo e nem sinal dos bombeiros, na verdade o povo gosta mesmo e de ver uma picuinha virar bang-bang italiano.&lt;br /&gt;_ Eu ouvi você falar do meu Vasco da Gama? Com que direito? Você é torcedor do América! Cara, desde quando vocês não ganham nem campeonato de futebol de botão de várzea?&lt;br /&gt;_ Pois saiba que agora nós temos o Romário, o homem dos mil gols, esse ano a gente volta pra quarta divisão! É bom começar a tremer seu idólatra, adorador do coreano gordo, logo, logo a gente vai se enfrentar na segundona!&lt;br /&gt;            Quando os dois ex-amigos estavam na eminência de se bicarem até a morte naquela rinha de galo de doido, me passa o garçom oferecendo vinho. Os ânimos arrefeceram, um presságio de paz surgiu no ar.&lt;br /&gt;_ É suave?&lt;br /&gt;_ Sim senhor.&lt;br /&gt;_ Bichona, vinho suave é pra mulherzinha, tem que tomar vinho seco.&lt;br /&gt;            Durou pouco o armistício.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-3785192440950349804?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/3785192440950349804/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/09/maximas-pelo-minimo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/3785192440950349804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/3785192440950349804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/09/maximas-pelo-minimo.html' title='Máximas pelo mínimo'/><author><name>Luciana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15250402904920372551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-8646348514199506446</id><published>2009-09-03T22:44:00.000-03:00</published><updated>2009-09-03T22:46:04.618-03:00</updated><title type='text'>Ditos e desditos da rua</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Da série, Crônicas Quase Verdadeiras, Meio Mentirosas:&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem coisas que escutamos na rua que são assustadoras... De tão engraçadas. Às vezes nem tanto a coisa dita, mas o contexto que a cerca, por si só, é cômico. Uma dessas coisas dita nas ruas, e que escutamos por obra do acaso, me despertou na lembrança outras tantas frases e situações escutadas e vivenciadas.&lt;br /&gt;Porém, antes de prosseguir na minha narrativa, devo alertar aos leitores que este texto terá um linguajar inapropriado para menores e pessoas cardíacas. Não é que eu deseje a vulgaridade, mas se trata aqui de fidelidade a fonte, e não de libertinagem poética.&lt;br /&gt;            Foi assim que a idéia desta crônica nasceu: caminhava tranqüilamente de volta para minha casa após lecionar na parte da manhã, quando ao passar por uma mulher de mãos dadas com seu filho (uma criança de dois, talvez três anos), esta me verbaliza a seguinte epifania (um achado literário): caracoles! Para não dizer CARALHO! A caixa alta não é à toa, expressa o quão enfática foi a mulher ao nomear o membro viril masculino, após deixar claro que não faria referência explícita ao mesmo. Continuei minha caminhada, rindo evidentemente.&lt;br /&gt;            Imediatamente me lembrei de outras situações igualmente cômicas. Uma vez no ônibus, sentado atrás do motorista, ouvi a seguinte conversa entre este e o trocador (uma observação: eram uma e tal da madrugada, e eu era o único passageiro):&lt;br /&gt;_ Pô parceiro, falei lá na garagem que o freio do carro tava baixo, vagabundo ficou de onda, achando que eu não entendo porra nenhuma do meu serviço, me chamando de cagão. Virei e mandei na moral: “é mermo? Então vocês vão vê, vou pilotá esse carro na madruga com freio baixo a mil, segurando só na passagem de marcha! Aí vocês vão ver quem é o cagão, vão ver quem é o piloto”.&lt;br /&gt;_ Isso aí parceiro, arrepia o carro que eu seguro.&lt;br /&gt;            Nisso o motorista lembra da minha existência.&lt;br /&gt;_ Né não parceiro?&lt;br /&gt;            Saltei no ponto seguinte, a vinte minutos da minha parada. Foi uma caminhada revigorante.&lt;br /&gt;            De outra feita, andando no centro da minha cidade, por volta dumas 22:30 ou 23:00 (a precisão falha em virtude da minha condição alcoólica), escuto um velhinho (veja bem, octogenário para cima) falando para um traveco enorme:&lt;br /&gt;_ Né pra comer não “filha”, só quero dar uma chupadinha no seu pintinho. Quanto é?&lt;br /&gt;            Achei tão meigo da parte do ancião falar “pintinho”, que pensei até em não rir, mas não tive êxito.&lt;br /&gt;            Prosseguindo.&lt;br /&gt;            Fila do banco, sistema caído (só para variar), uma senhora magricela na minha frente externa seu descontentamento: _ “Espero uma eternidade o tal do sistema “levantar” para receber uma micharia que nem me faz rir. Parece meu marido na cama”. Juro que não fui o primeiro a gargalhar.&lt;br /&gt;            As memórias vêem numa enxurrada.&lt;br /&gt;            Maracanã, Flamengo e Vasco, semi-final da Taça Guanabara. Pai e filho ao meu lado. O menino brada a plenos pulmões:&lt;br /&gt;_ Seu viado! Dirigido ao zagueiro do Flamengo que furou um corte e quase deu um gol para o Vasco.&lt;br /&gt;_ Que isso menino, não pode falar palavrão seu...&lt;br /&gt;Nisso o zagueiro do Vasco faz uma falta óbvia no atacante do Flamengo e o juiz não apita. O pai, amante dos bons costumes, emenda a frase quase sem perder o fôlego.&lt;br /&gt;_ Filho-da-puta!&lt;br /&gt;_ Pai!?!&lt;br /&gt;_ Você não menino, o juiz!&lt;br /&gt;            Ri demais.&lt;br /&gt;            Para todos que pensam que estou falando demais de um tema tão besta, uma última, a derradeira.&lt;br /&gt;            Na padaria, um menino (sete ou oito anos) entra para comprar cigarro para algum adulto preguiçoso.&lt;br /&gt;_ Moço, me dá cigarro.&lt;br /&gt;_ Qual?&lt;br /&gt;_ Destes que fazem fumaça e matam de câncer.&lt;br /&gt;            Mais esclarecido que o adulto bolha que o mandou à padaria.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-8646348514199506446?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/8646348514199506446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/09/ditos-e-desditos-da-rua.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/8646348514199506446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/8646348514199506446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/09/ditos-e-desditos-da-rua.html' title='Ditos e desditos da rua'/><author><name>Luciana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15250402904920372551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-6698555132760863553</id><published>2009-08-28T15:57:00.000-03:00</published><updated>2009-08-28T15:59:35.295-03:00</updated><title type='text'>Sexo para lá da terceira idade</title><content type='html'>O casal de idosos resolve comemorar os cinqüenta anos de casados no motel. O velhinho foi quem deu a idéia, mas a velhinha assinou embaixo e se mostrou a mais empolgada.&lt;br /&gt;_ Ô meu velho, você acha que eu devo comprar uma dessas lingeries sensuais?&lt;br /&gt;_ Compra sim minha nêga, dessas com a calcinha bem pequenina.&lt;br /&gt;Passaram praticamente uma semana nos preparativos. O vovozinho conseguiu com o seu médico uma prescrição para uma caixa de viagra e duas de hipertensivo, já a vovozinha conseguiu amostras grátis de lubrificante íntimo para não travar na hora H com sua ginecologista. Enfim, estavam animadíssimos com a saidinha que iriam dar.&lt;br /&gt;No dia em questão surgiu um problema, o vovozinho estava com a carteira vencida e não poderia ir dirigindo.&lt;br /&gt;_ Poxa paizinho, ir de táxi para o motel é tão pouco romântico. E veja só, um estranho nos levando ao motel, dois idosos, o que a de pensar? Disse a velhinha com ares de moralista, apesar da imensa vontade de ir curtir com o maridão septuagenário a banheira de hidromassagem.&lt;br /&gt;_ Ô minha gatosa, eu sei, mas é que fui reprovado no exame de vista. Pudera, me botam umas letrinhas do tamanho de formigas, como se as placas de trânsito fossem feitas em Lilliput. Argumentou o velhinho, já no clima dos embalos de sábado à noite. Já sei, vou pedir pro Quincas levar a gente!&lt;br /&gt;_ Pedir o nosso filho para nos levar ao motel?&lt;br /&gt;_ É ele ou o táxi. E de mais a mais, você finge que ele é nosso motorista particular. Disse isso e encerrou a conversa já ligando para seu filho.&lt;br /&gt;_ Alô, Quincas?&lt;br /&gt;_ Sim.&lt;br /&gt;_ Teu pai. Faz um favor para mim e para tua mãe? Nos leve até o motel, sua mãe cismou que não quer ir de táxi.&lt;br /&gt;_ (...)&lt;br /&gt;_ Quincas? Alô, Quincas? ALÔ!&lt;br /&gt;_ Alô, quem é? Responde meio atordoada uma voz feminina.&lt;br /&gt;_ Marluce? Teu sogro, cadê o Quincas?&lt;br /&gt;_ Oi seu Atanael, o Quincas deu um acesso repentino de choro e foi correndo pro banheiro! Esta tudo bem com a dona Emengarda? Disse sinceramente preocupada a nora do seu Atanael.&lt;br /&gt;_ Esta minha filha. Esse meu filho! Foi só eu pedir um favor que ele foge da raia.&lt;br /&gt;_ O que o senhor pediu seu Atanael?&lt;br /&gt;_ Pedi para ele levar a mim e a mãe ao motel, pois a Emengarda não quer ir de táxi! Responde já impaciente o vovozinho, sentindo o começo do efeito do viagra.&lt;br /&gt;A nora achou aquilo tão bonito, um casal há tantos anos juntos, já com o peso da idade aparente, não deixar o fogo do desejo se apagar, que resolveu levá-los ao motel. Dona Emengarda sentiu-se até menos constrangida, pois se dava muito bem com a nora, e sendo uma outra mulher, compreendia certas reservas femininas.&lt;br /&gt;O dia foi especial para ambos os velhinhos, único, curtiram-se como sempre fizeram por anos a fio. Já no fim, ambos deitados na cama redonda, cigarrinho aceso, dona Emengarda comenta com o marido.&lt;br /&gt;_ Quer dizer que o Quincas desandou a chorar quando você disse que a gente vinha para o motel paizinho?&lt;br /&gt;_ Que coisa não é Emengarda, burro velho e chorão esse nosso filho!&lt;br /&gt;_ Que isso Atanael, saiba que a culpa é sua. Na época que você tinha que conversar a história das abelhinhas com o menino, você tirou o corpo fora, disse que a vida ensinava, que seu pai nunca conversou intimidades com você, e que o menino ia aprender com a vida. Estou mentindo?&lt;br /&gt;_ É...&lt;br /&gt;_ Viu paizinho? Deu no que deu. Traumatizou o pobrezinho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-6698555132760863553?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/6698555132760863553/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/08/sexo-para-la-da-terceira-idade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/6698555132760863553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/6698555132760863553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/08/sexo-para-la-da-terceira-idade.html' title='Sexo para lá da terceira idade'/><author><name>Luciana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15250402904920372551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-2553345360006555479</id><published>2009-08-27T23:38:00.001-03:00</published><updated>2009-08-28T15:50:11.235-03:00</updated><title type='text'>Carta de um macho velha guarda</title><content type='html'>Ilmo ao Senhor Presidente da Associação dos Machos da Velha Guarda, Doutor Hermenegildo Soares Leitão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu nome é Roberval Silva, trabalho numa mesma repartição pública há 25 anos, uso calça de tergal, camisa social, suspensório, sapato vulcabrás e tenho uma capanga onde guardo meus papéis. Gosto de tomar uma cerveja com os amigos na sexta depois do serviço, falar mal da esposa (apesar de estar junto com ela há 30 anos) e olhar os brotinhos que passam na calçada. Digo isso para ficar claro que tipo de homem eu sou. Decidi rabiscar estas mal traçadas linhas porque não podia mais continuar sem esclarecer esta que para mim é uma questão vital. Explico-me.&lt;br /&gt;Não consigo entender o conceito de homem metrossexual. Juro, já tentei. Não é preconceito meu, bom, pelo menos eu vejo mais com ignorância cultural, dada a minha formação antiquada, do que propriamente preconceito.&lt;br /&gt;            A primeira vez que ouvi esta expressão eu achei que se tratava de um adjetivo para atores de filmes pornográficos, algo como Long Dong Silver, o “metrossexual” mais avantajado do cinema! Compreendeu? Um tipo de cara que nos constrange, homens comuns, quando entra no banheiro e se posiciona no mictório ao nosso lado. Não é que você queira olhar para aquela mangueira que ele desenrola de dentro da cueca durante vários minutos, mas ela entra dentro do campo da sua visão periférica e a única coisa a fazer, decente e masculina, é fechar os olhos, continuar a urinar e rezar para aquela anaconda sair da sua mente.&lt;br /&gt;            Também cheguei a pensar que metrossexual pudesse ser um tipo de gay com mais de um metro e noventa, o popular viadão, uma mistura de Isabelita dos patins com Michael Jordan.&lt;br /&gt;            Mas foi no Fantástico, num domingo qualquer, que assisti uma reportagem falando sobre homens que se cuidam, os tais metrossexuais. Eles fazem as unhas em manicure e passam base ao invés de roê-las, cortam o cabelo num personal hair stylist e não no barbeiro (aquele mesmo coroa que cortava o cabelo dos nossos pais quando eles eram pivetes), depilam a barba ao invés de usar a boa e velha navalha, usam perfumes mais caros que um puro cubano ao invés de pomada minancora no sovaco, entre outras idiossincrasias. Confesso, fiquei surpreso! Homens de uma geração em que barreiras e preconceitos contra as mulheres estão sendo abolidos - infelizmente, decidiram que a recíproca é verdadeira e resolveram invadir o salão de beleza e folhear revistinhas da Avon em busca da última novidade em produtos de estética masculina (ao invés de folheá-las para ver as modelos de roupa íntima, algo perfeitamente natural e até aceitável em nosso círculo).&lt;br /&gt;            Vejam só, não sou contra ser vaidoso, mas eu acho que o que eu entendo por vaidade é diferente, ou no mínimo ultrapassado. Não vejo nada demais num homem tomar banho, fazer a barba e passar a boa e velha loção Bozzano, cortar o cabelo, escovar os dentes, aparar as unhas do pé semanalmente, usar desodorante, estar com a roupa limpa e passada, mas passou disso para mim é extravagância. Algo que faz parte do universo feminino.&lt;br /&gt;            Sou o que costumam chamar de macho velha guarda – meu filho disse que eu era old scholl, falei que eu não era essa porra de pederastia coisa nenhuma. Sou daqueles que seguem a máxima “quanto menos frescura melhor”. Mas como diz a propaganda “o tempo passa, o tempo voa”, o que não rola de jeito nenhum é fazer sobrancelha, porém, quem sabe, eu disse quem sabe, eu aceite o convite da minha estimada esposa para realizar uma limpeza de pele. Aí que entra minha dúvida.&lt;br /&gt;            Por isso venho solicitar-lhe, através dessa missiva, que dirima minhas dúvidas quanto a esta questão: caso eu realize a tal limpeza de pele (que minha senhora garantiu ser coisa de macho, dado que a dor é incomensurável) poderei continuar associado desta excelsa instituição a qual pertenço desde a fundação ou serei sumariamente expulso?&lt;br /&gt;            Desde já agradeço e aguardo resposta. Amplexos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roberval Silva (matrícula 000003)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: membro desde 1964 quando da gloriosa revolução que expurgou os comunistas do poder.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-2553345360006555479?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/2553345360006555479/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/08/carta-de-um-macho-velha-guarda.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/2553345360006555479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/2553345360006555479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/08/carta-de-um-macho-velha-guarda.html' title='Carta de um macho velha guarda'/><author><name>Luciana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15250402904920372551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-579933852436785155</id><published>2009-08-14T18:12:00.000-03:00</published><updated>2009-08-14T18:15:22.368-03:00</updated><title type='text'>A noitada</title><content type='html'>A boca amarga, a cabeça parecendo um sino balançado pelo corcunda de Notredame, sinais evidentes de uma noite etílica. Até aí nada de mais pensava, porém ao abrir um pouco mais seus olhos amendoados e azuis, viu deitado ao seu lado um jovem com pouco mais de vinte anos, o dorso nu coberto da cintura para baixo com um lençol finíssimo.&lt;br /&gt;Minha nossa! Pensou a mulher. O que fizera? Ela, uma mulher casada, e muito bem casada, quase uma cinqüentona (apesar do corpinho bem tratado, por horas em academia e diferentes tipos de cremes hidratantes, aparentar no máximo 35 ou 40 anos), estava ali, deitada ao lado de um imberbe, apenas de calcinha e soutieu.&lt;br /&gt;Não conseguia discernir em que lugar estava, o quarto na penumbra e os olhos alcoolizados não permitiam que ela determinasse o lugar do seu pouso. Procurava lembrar a noite anterior. Divisava um bar, suas amigas, rapazes musculosos e muitas, muitas  margaritas... Lembrou! Foram a um Clube de Mulheres, segunda despedida de solteira de uma amiga sua que ia se casar de novo. Aproveitou uma viagem de negócios de seu marido e aceitou o convite. Pensou: que mal haveria em acompanhar velhas amigas numa brincadeira? E afinal de contas, olhar não arranca pedaço. Mas acordar ao lado de um menino, sem saber o que havia acontecido, isso era demais para ela.&lt;br /&gt;Levantou-se vagarosamente, o corpo pesava como uma âncora, tateou as paredes em busca de um banheiro, um lugar que pudesse lavar o rosto e sentir-se gente novamente. Caminhava como uma felina, não desejava acordar seu parceiro, ou seja lá o que ele fosse. Encontrou o banheiro, e lá também suas roupas. Tomou um banho rápido, vestiu-se e decidiu partir. Olhou para ver se o rapaz tinha acordado. Rezava para que não, pois não suportaria a vergonha de ter que trocar algumas poucas palavras constrangedoras. Ele ressoava de forma profunda. Achou por bem deixar uma quatro notas de R$100,00 na cabeceira. Não sabia que valor deixar, mas lhe pareceu o suficiente por uma noite de prazer e culpa, mais culpa de que prazer (ao menos ela não conseguia lembrar de nada agradável).&lt;br /&gt;Desceu sem olhar ao redor e nem mesmo cumprimentar o porteiro, não queria lembrar da onde estivera, nem que lhe notassem por demais a sua presença. Tomou um táxi e partiu.&lt;br /&gt;Algum tempo depois o rapaz levantou-se, olhou ao redor e não viu sua acompanhante. Vislumbrou na cabeceira os R$ 400,00. Guardou-os na carteira. Em seguida pegou o telefone e discou. Poucos toques depois uma voz feminina atende:&lt;br /&gt;_ Alô.&lt;br /&gt;_ Mãe? Onde você esta?&lt;br /&gt;_ Filho? Bem... Mamãe ta com hora no esteticista meu amor, o que você quer?&lt;br /&gt;_ Bom mãe, é que ontem a noite eu fui buscar você lá no bar, depois da festa da tia Luíza, cê sabe né? A tia Luíza me ligou dizendo que a senhora estava um pouco alta e tal, e pediu que eu fosse buscá-la. Como você não quis ir pra casa eu lhe trouxe aqui pro meu flat. Agora de manhã acordei e como não vi você fiquei preocupado.&lt;br /&gt;_ (...)&lt;br /&gt;_ E mãe, esses R$ 400,00 que achei aqui em casa são para pagar alguma conta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CEVDM&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-579933852436785155?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/579933852436785155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/08/noitada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/579933852436785155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/579933852436785155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/08/noitada.html' title='A noitada'/><author><name>Luciana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15250402904920372551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-5683143292226264825</id><published>2009-08-10T20:04:00.001-03:00</published><updated>2009-08-10T20:07:32.442-03:00</updated><title type='text'>Picadura não é mole não</title><content type='html'>Resolveu que todos iriam acampar naquele final de semana. Para piorar não quis nem discutir o assunto com a esposa e os trigêmeos, simplesmente chegou na sexta à noite e comunicou que pela manhã todos deveriam arrumar as bolsas de viagem para zarpar numa aventura familiar.&lt;br /&gt;Na verdade, Ariclenes já havia premeditado o golpe todo semanas antes. Entrou na Internet para comprar todos os equipamentos necessários, já que nunca acampara em toda a sua vida. Deu especial atenção às barracas de camping: uma para os três filhos, modelinho básico, e uma mega barraca para ele e sua diletíssima esposa, dona Abigail; a barraca era tão moderna que vinha com frigobar, saco de dormir em forma de coração e espelho nas laterais para dar um clima. A intenção do seu Ariclenes era clara desde o início, queria ir pra mata com a caça já no porta-malas, ou melhor, no banco do carona.&lt;br /&gt;Sábado de manhã todos a postos para partir, um dos gêmeos mandou a seco:&lt;br /&gt;_ Pai, pra que a gente tem que ir pro meio do mato? A gente nunca acampou! Eu não gosto de mato.&lt;br /&gt;_ Que isso menino, vai ser ótimo. Vamos alimentar o espírito de comunhão na nossa família, iremos apreciar a natureza, pescar juntos o nosso almoço...&lt;br /&gt;_ Pai, eu não como peixe! Disse de forma incisiva o outro filho.&lt;br /&gt;Seu Ariclenes não estava nem aí, o que ele queria mesmo era aproveitar a noite, os gêmeos dormindo numa outra barraca a uma distância segura, e desbravar a mata nem tão virgem assim da sua senhora. Encasquetou com a fantasia e nada iria demovê-lo de seu intento, nem os trigêmeos.&lt;br /&gt;A viagem em si já se desenrolou de forma problemática. Na altura do quilometro quinhentos e lá vai fumaça da Dutra, dona Abigail precisou fazer xixi. A questão é que não havia posto, bar, ou qualquer coisa que o valha para a pobre mulher se aliviar. Resolveu então que parariam no acostamento, ele e os filhos fariam paredinha para que ela pudesse enfim saciar seus anseios fisiológicos. Tudo indo as mil maravilhas quando passa um caminhoneiro e grita:&lt;br /&gt;_ Eita bundão branco!&lt;br /&gt;Dona Abigail quase morreu. Para completar o gêmeo que até então não se pronunciara alertou o pai.&lt;br /&gt;_ Pai, não posso entrar no carro.&lt;br /&gt;_ Por que menino?&lt;br /&gt;_ Mamãe fez xixi no meu pé.&lt;br /&gt;Não é necessário dizer que a pobre mulher sentiu sua intimidade ultrajada e passou quase todo o resto da viagem como um bovino indo para o matadouro. Os meninos até que se soltaram um pouco mais e passaram até a cogitar gostar do passeio inventado pelo pai.&lt;br /&gt;Quase três horas depois, chegaram ao camping de Tremembé do Sul, próximo a cidade de Deus nos Livre, a trezentos quilômetros de qualquer localidade que atenda pelo nome de civilização.&lt;br /&gt;Ariclenes era, é claro, o mais animado da trupe. Ao chegar logo escolheu os lugares das barracas e começaram a armá-las.&lt;br /&gt;_ Ariclenes, como é que isso aqui fica?&lt;br /&gt;_ Peraí Abigail, que me enrosquei aqui na barraca dos meninos, quer dizer, enrosquei os meninos. Mas fica calma que tem uns buraquinhos para eles respirarem enquanto eu desvencilho os nós. Vai lendo aí no manual.&lt;br /&gt;_ Acho que o manual ta escrito em coreano Ari.&lt;br /&gt;Depois de quase uma hora, e tendo sobrado uma meia dúzia de varetas, as barracas estavam armadas, algo tortas, mas para orgulho de todos estavam de pé. Foram então preparar o almoço. Dona Abigail armou o fogareiro em cima do pequeno botijão e... E nada, o botijão estava sem gás.&lt;br /&gt;_ Ô Abigail, você não verificou se tinha gás? Reclamava o faminto marido, sobre os olhares igualmente esfomeados dos jovens lobos da matilha.&lt;br /&gt;_ Ué, eu nunca uso esse botijão, a última vez quem pegou foi sua mãe.&lt;br /&gt;De forma sábia, Ariclenes se calou e evitou maiores discórdias. Comeriam os biscoitos àquela noite e na manhã seguinte ele sairia para comprar um botijão cheio. Entupiram-se de bolachas de água e sal e foram se deitar. Não sem antes a última do dia, é claro. Ariclenes dando por falta de um dos gêmeos perguntou aos outros dois:&lt;br /&gt;_ Cadê o irmão de vocês?&lt;br /&gt;_ Deu dor de barriga nele, disse o mais falastrão.&lt;br /&gt;_ E ele achou o caminho do banheiro meninos? Completou a pergunta e logo o terceiro garoto veio caminhando por entre as árvores.&lt;br /&gt;_ Encontrou o banheiro filho?&lt;br /&gt;_ Ué, no mato tem banheiro? Fiz cocô ali num matinho e depois tapei com umas folhinhas. Minha sorte é que eu achei um balde com água morninha e lavei as mãos.&lt;br /&gt;Segundos depois aparece um casal. Ariclenes demorou uma boa meia hora explicando aos seus vizinho de acampamento que seu filho, que nunca pernoitara no mato, não teve a intenção de defecar junto a área que eles haviam delimitado para ser o local das refeições, e que nem tampouco teve a intenção maliciosa de inutilizar a sopa de vegetais que haviam preparado para o jantar. Após muitas desculpas, e dois miojos entregues na forma de cortesia, o casal se convenceu e foi embora.&lt;br /&gt;Crianças recolhidas à barraca, Ariclenes e dona Abigail retiram-se para seu leito. Ariclenes parecia um pavão, peito estufado sussurrou no ouvido da esposa suas verdadeiras intenções. Dona Abigail, com os quartos quebrados da viagem, sem almoço e ainda lembrando da descrição hostil de suas nádegas, não parecia muito disposta a embarcar na fantasia do marido. Porém este, dotado de uma boa lábia que lhe acompanha na profissão de corretor, convenceu a amasiada a entrar na sua onda. Tudo corria bem na noitada do casal quando lá pelas tantas Ariclenes sente uma agulhada nos seus baixos e solta um grito de dor.&lt;br /&gt;_ Aiaiaiaiaiaia, caramba! Um bicho me picou!&lt;br /&gt;_ Picou onde homem?&lt;br /&gt;_ Ora mulher, pelo grito imagines onde!&lt;br /&gt;_ Deixa eu ver Ari.&lt;br /&gt;_ Que isso mulher?&lt;br /&gt;_ Ora Ari, depois de ainda agora você ficou pudico comigo?&lt;br /&gt;_ Ta certo, olha aqui.&lt;br /&gt;_ Vixe Ari ficou enorme heim? Que bicho que te mordeu para ficar grande assim? Nossa, estou impressionada com o tamanho. Essa picadura não é mole não heim!&lt;br /&gt;_ Ô Abigail, você ta de gozação comigo?&lt;br /&gt;Tendo ouvido o trecho final do diálogo, o gêmeo caladão, que fora incumbido pelos irmãos de ver o porquê do grito do pai, retornou a sua barraca completamente ruborizado. Questionado pelos irmãos sobre o que aconteceu ele pesou bem as palavras e soltou:&lt;br /&gt;_ Papai e mamãe estão providenciando um irmãozinho pra gente. Mamãe esta empolgada, mas o papai não quer nem saber da idéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CEVDM&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-5683143292226264825?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/5683143292226264825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/08/picadura-nao-e-mole-nao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/5683143292226264825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/5683143292226264825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/08/picadura-nao-e-mole-nao.html' title='Picadura não é mole não'/><author><name>Luciana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15250402904920372551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-7165396133320018754</id><published>2009-08-02T00:50:00.000-03:00</published><updated>2009-08-02T00:52:12.767-03:00</updated><title type='text'>O pai cupido</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Felisberto era um rapaz bem apessoado, como dizem os mais velhos. Vindo de boa família, com estudo, recursos próprios (incluindo um belo Chevette 82 em excelente estado) e, é claro, bonitão. Bastante comunicativo, mas com senso de conveniência, não era um falastrão qualquer; respeitador das tradições, sem ser um chato, enfim, um gentleman.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Seu Ariovaldo conhecera-o na firma de dedetização &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;Dona Baratinha &lt;/i&gt;onde trabalhava &lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;como técnico em misturas químicas de alta periculosidade a mais de vinte e cinco anos (já era considerado móveis e utensílios da empresa, quase da família como dizia o patrão), profissão que lhe garantiu o sustento da família (esposa e filha) e umas manchinhas na pele sem importância (segundo o assistente de enfermagem que cuidava dos funcionários). Felisberto fora contratado com boy e nunca faltara um único dia no serviço, era considerado um empregado com futuro na firma. O gerente o tinha como homem de confiança, a ponto de lhe entregar a missão de pegar o dinheiro do pagamento, de todos da empresa, no banco. Tarefa cumprida com esmero mês a mês, todo dia dez, desde que tinha sido incumbido dela.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Tal postura, atrelada as outras qualidades percebidas por seu Ariovaldo, deram-lhe a idéia de apresentar o rapaz a sua filha, Jucilene Cristina. Moça recatada, religiosa, estudiosa (passara no vestibular para serviço social de uma destacada universidade privada, onde conseguira bolsa de dez por cento na mensalidade – a primeira da família a cursar uma faculdade, um verdadeiro orgulho) e popular entre seus amigos. A sim, e isso tudo aliado ao fato de ser uma linda mocinha.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Pensava seu Ariovaldo:_ Ora veja, não é má idéia não, pelo contrário, é uma boa idéia apresentar o Felisberto a Juzinha. Os dois formam um par e tanto. Divagava o bom homem, perdido entre seus sonhos paternos. A primeira pessoa a quem contou seus planos fora sua companheira de jornada, sua amada esposa dona Paraguaçu. Mulher de fibra, dedicada ao lar, aos filhos e ao marido. Conhecera seu esposo quando ainda era normalista. Encantara-se por aquele rapazote que á época já trabalhava na firma de dedetização e demonstrava vontade de constituir família e crescer profissionalmente. Um homem “pra casar”, como diziam suas amigas de escola.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;A princípio dona Paraguaçu ouviu as idéias do marido com certa reserva, algo próprio ao seu papel de mãe preocupada com o futuro da filha única.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;_ Ari, você não acha que a Juzinha, agora que entrou na faculdade, deve primeiro se dedicar aos estudos e depois pensar em namoro sério?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;_ Que isso mãezinha, ela bem pode juntar as duas coisas. Estudar e namorar um rapaz decente. Você bem sabe que nesses ambientes que ela vai começar a freqüentar existe uma pá de malandro querendo abusar de mocinhas assim como ela.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;_ Eu sei Ari, mas é que...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;_ Ô mãezinha, dá uma chance aqui pro velho Ari fazer o que é certo?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Dona Paraguaçu cedera aos apelos de seu Ariovaldo. Mas fincou pé que a filha deveria ser comunicada antes das intenções do pai. Combinaram que falariam com ela na hora do jantar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Todos reunidos à mesa, 19:30 em ponto como sempre faziam, seu Ariovaldo inicia sua catequese.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;_ Sabe mãezinha, lá na firma contrataram um rapaz de grandes qualidades. O patrão acha que em menos de dez anos ele chega a supervisor.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;_ Verdade Ari? Dona Paraguaçu dava as deixas, encenando o teatrinho do esposo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;_ Verdade. E sabe do que mais, vou dizer outra, e bens sabes que não falo isso sempre, além de outras qualidades que percebi nele o rapaz também é muito bem acabado, digo, bonito.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Jucilene Cristina ouvia a conversa de soslaio, entre uma garfada e outra no delicioso macarrão com molho a bolonhesa que a mãe fizera. Nunca ouvira o pai falar de ninguém assim lá da empresa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;_ Sabe Jucilene, disse em tom solene seu Ariovaldo, eu pensei que talvez você quisesse conhecer esse rapaz?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Jucilene deixou o garfo cair e engasgou com o pimentão da carne moída. Depois de alguns minutos, recuperado o fôlego olhou para o pai de forma interrogativa, como que querendo entender a sua atitude, e largou a bomba sem piedade:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;_ Pai, eu estou namorando!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Dona Paraguaçu achou melhor fingir surpresa, apesar de estar desconfiando do comportamento lânguido da filha já há alguns meses. De sua parte, seu Ariovaldo não estava apenas surpreso, estava chocado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;_ Como assim filha? Namorando? Sem nossa permissão? Quem é o rapaz? Onde você o conheceu? As perguntas atropelavam as tentativas de resposta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;_ Pai, eu tô namorando há uns meses. Esse negócio do namorado vir pedir permissão aos pais e coisa de mil oitocentos e guaraná com rolha! Não se usa mais!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Seu Ariovaldo não podia acreditar no que estava ouvindo, seus olhos ficaram marejados. Dona Paraguaçu tentava contemporizar, mas nada parecia tirar seu marido de um estado de semi-letargia que caíra após o baque que recebera. E a filha continuava o massacre.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;_ O nome dele é Rosivaldo. Conheci ele lá no pré-vestibular comunitário. Ele é um gato, toca numa banda de rock e tem os cabelos compridos mais lindos do mundo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Cabeludo, músico, seu Ariovaldo não sabia que podia piorar tanto assim. Pediu licença, levantou-se da mesa e foi para o quarto, sem dizer um único ai, digerir o sapo que engolira. Dona Paraguaçu o seguiu, com medo que o esposo tivesse um AVC. Jucilene ficou na mesa, aliviada por ter contado a verdade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;No dia seguinte, cabisbaixo e meditabundo, seu Ariovaldo foi trabalhar, como fizera nos últimos vinte e cinco anos. Se mundo caíra. Sua filha namorava um vagabundo qualquer. Chegando na firma encontrou um verdadeiro circo armado, os funcionários estavam na rua, policiais circulavam agitados de um lado para o outro, perguntas sendo feitas a torto e a direita.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;_ Vixe, Nossa Senhora Desatadora de Nós, o que é que esta acontecendo aqui? Perguntou seu Ariovaldo a um colega de trabalho.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;_ Ari, nem te conto. Sabe o Felisberto? O boy? Pois é, foi ao banco a mando do gerente pegar o nosso pagamento e não voltou. Meteu a mão no nosso dinheiro Ari! Moleque safado! Fazia cara de santo, mas era do pau oco!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Pronto, o mundo deixara de fazer sentido de vez para seu Ariovaldo. Como ele pode ter se enganado tanto, perguntava-se incessantemente. Ele estivera a um passo de apresentar um marginal para a filha, sua única filha, seu docinho de coco. Seu coração pesava.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;À noite, seu Ariovaldo jantando com a família, virou-se para a filha, olhos firmes e determinados, segurou forte nas mãos de dona Paraguaçu, como que buscando apoio e cumplicidade, e perguntou:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;_ Então filha, esse seu namorado toca rock pauleira ou progressivo?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; LINE-HEIGHT: 150%; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;CEVDM&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-7165396133320018754?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/7165396133320018754/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/08/o-pai-cupido.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/7165396133320018754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/7165396133320018754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/08/o-pai-cupido.html' title='O pai cupido'/><author><name>Luciana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15250402904920372551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-789667079262054029</id><published>2009-07-27T15:11:00.000-03:00</published><updated>2009-07-27T15:13:22.508-03:00</updated><title type='text'>O broche</title><content type='html'>Guardava com um cuidado e com um carinho aquele broche, que parecia ser feito do mais puro metal precioso incrustado de pedrarias da antiga coroa espanhola. Na verdade era bijuteria, antiga, mas bijuteria. Sua avó havia lhe dado como parte de uma herança de bugigangas que ela mesmo colecionara durante uma vida.&lt;br /&gt;Certa feita sua mãe resolveu fazer uma limpa no seu armário, catar roupas velhas para doar e ´coisas inúteis´ para jogar fora. Engraçado que o critério que define o que é imprestável para um não é para o outro. Foi nisso que o bicho pegou. E não largou.&lt;br /&gt;_ Mããããeeeeeee!!!!!!!!!! Você mexeu no meu armário?&lt;br /&gt;_ Não grita menina! Que coisa! Parece que eu e seu pai não te demos educação! Mexi menina, tirei umas roupas para dar e joguei umas bijus velhas fora.&lt;br /&gt;Bastou. Na verdade, a coisa estava esquentando que nem panela de pressão entre mãe e filha há alguns dias já. Desde que a mãe lhe proibira de encontrar com um menino do terceiro andar do bloco b, afamado por ser a pedra no sapato do síndico geral, a jovem estava nos cascos.&lt;br /&gt;_ Mãe, não me diz que você jogou aquele broche que a vovó me deu fora?&lt;br /&gt;_ (...)&lt;br /&gt;_ Mãe?!?!&lt;br /&gt;_ Ué, você falou pra eu não dizer! Eu não disse! Então?&lt;br /&gt;Os olhos da guria pareciam duas bolas de fogo, prestes a envolver a mãe e torrá-la. Ficou ali, estupefata um bom par de minutos, quando do fundo da sua alma brotou-lhe dos olhos lágrimas, que não só apagaram as labaredas que teimavam em lhe arder, como acenderam em sua mãe um remorso tremendo.&lt;br /&gt;_ Que isso filha, vai chorar por causa de um broche velho de plástico?&lt;br /&gt;E as lágrimas desciam em profusão, os soluços entrecortavam qualquer tentativa de falar.&lt;br /&gt;_ O... bro...che...da...vo...vó.... Buááááááááá!&lt;br /&gt;A mãe já estava a ponto de chamar um médico, a SAMU, os bombeiros, a NASA, enfim, qualquer um para fazer sua filha melhorar, quando o interfone tocou.&lt;br /&gt;_ Mãe, gritou o mais novo, que assistia, de rabo-de-olho, o drama da irmã! A vovó tá subindo.&lt;br /&gt;O desespero da filha triplicou, além de chorar começou a andar de um lado para o outro, falando coisas sem nexo.&lt;br /&gt;_ Ai meu Deus, me ajuda! A vovó, a vovó, ai meu Deus do céu!&lt;br /&gt;Correu para os fundos, revirando os sacos de lixo, parecia um vira-lata faminto. A mãe a seguiu sem saber o que fazer. Achou melhor seguir a velha máxima, aquela que diz que louco não se contraria.&lt;br /&gt;De repente um grito eufórico:_ Achei, achei, achei! Entre uma lata de ervilhas e restos de macarrão do almoço do dia anterior, emergiu meio sujo, mas intacto, o broche. A alegria era incontida, a menina pulava de alegria.&lt;br /&gt;_ Ora veja, que empregada danada, não despachou o lixo de ontem. Disse a mãe, meio que sem saber se ficava feliz pelo entusiasmo da filha ou se continuava a procurar no livreto do plano de saúde um psiquiatra para marcar uma hora para a filha.&lt;br /&gt;Rapidamente a filha limpou o broche e sapecou-lhe no peito.&lt;br /&gt;_ Filha, eu...&lt;br /&gt;A campanhia tocou. Era a vovó. A menina atravessou a cozinha e atirou-se a porta numa velocidade que quase levou a mãe ao chão. Abriu a porta com um sorriso de canto a canto da boca. Nem parecia aquele poço de lágrimas e soluços de minutos antes.&lt;br /&gt;_ Oi vó!&lt;br /&gt;_ Oi minha netinha. Nossa, você esta cada vez maior, uma verdadeira mocinha! Ora veja, o broche que lhe dei. Você o está usando, mais que mimo! Já lhe contei que foi com esse broche que conheci seu avó? Que homem! Vestido naquela farda da marinha, meu Deus, até hoje fico sem fôlego!&lt;br /&gt;_ Verdade vovó? Disfarçava a adorável netinha, que na verdade havia escutada a mesma história da boa senhora uma semana antes.&lt;br /&gt;_ Você é um doce meu bem. Fico admirada do cuidado que você tem com as coisas que lhe dou. Mostra que você se importa. Olhe, tome aqui, sei que o que faz é de coração e que nunca pediu recompensa por isso, mas eu quero lhe fazer um agrado. Tome este adiantamento da sua mesada.&lt;br /&gt;E estendeu-lhe uma nota de R$ 50,00, que a inocente mocinha a princípio recusou, e depois, por insistência da vovozinha, aceitou.&lt;br /&gt;_ Brigada vó. Disse num tom brando e delicado. E retirou-se para o quarto, toda serelepe.&lt;br /&gt;A mãe, refeita do susto e entendo o enredo do drama, fechou o livrinho do plano de saúde e foi ter uma conversa com a vovozinha ludibriada. E o irmão, na sala, fingindo-se distraído pelo videogame, aprendia com o talento da irmã, a artista da família.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-789667079262054029?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/789667079262054029/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/07/o-broche.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/789667079262054029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/789667079262054029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/07/o-broche.html' title='O broche'/><author><name>Luciana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15250402904920372551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-832999573140849022</id><published>2009-07-19T22:33:00.000-03:00</published><updated>2009-07-19T22:35:44.473-03:00</updated><title type='text'>A morte do senhor Gentil</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Para compensar o poeminha ligeiramente deprê e gay.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Senti uma espécie de torpor, e de repente, bum, lá estava eu, em pé, na fila do paraíso. Confesso que tomei três sustos: o primeiro por perceber que tinha morrido, o segundo por saber que existe, realmente, vida após a morte e por fim por estar na fila do paraíso (depois de tudo que aprontei). Ainda tive a ousadia de supor que eu bem podia ter parado no paraíso islâmico (a história das virgens, vocês sabem), mas preferi nem alimentar tal pensamento, afinal eu não sabia a dinâmica aqui do outro lado, imaginem se lêem a minha mente e eu sou considerado herege (afinal, vai que estou no paraíso cristão)? Me mandam para o inferno grego, o hades, o qual, conforme levantei, é barra pesadíssima. Fiquei na minha e deixei essa confusão de paraísos para lá.&lt;br /&gt;Resolvi puxar assunto, afinal fila onde todo mundo fica quieto não é fila. Comecei com o básico:_ Puxa, demora tanto pra fila andar né?&lt;br /&gt;Dirigi-me ao senhor que estava a minha frente. Estava um pouco maltrapilho, não cheirava muito bem, mas tinha um olhar simpático._ E que lá na frente eles puxam a sua ficha para certificarem-se que não ouve erro ao nos mandar aqui para cima. Sabe como é né? Computador não é confiável nem aqui no Céu!&lt;br /&gt;_ Puxa, mas o senhor é bem informado sobre os trâmites do pós-morte, heim?&lt;br /&gt;_ Já estive aqui mais de uma vez meu jovem, sou morador de rua, fui professor no passado – disse como que querendo dar uma certa dignidade a sua vida –, mas a bebida é uma desgraça na vida do homem. Enfim, a primeira vez foi por hipotermia, o SAMU me salvou, a segunda foi por coma alcoólico. Lá no hospital meteram glicose na minha veia, me deram choque, adrenalina, o de sempre, e voltei. Mas fiquei tempo suficiente para conhecer uma ou duas coisas aqui de cima.&lt;br /&gt;Fiquei, confesso, impressionado com a desenvoltura do velhinho.&lt;br /&gt;Virei para trás e vi uma moça belíssima, vestida num traje de gala, loira, pernas torneadas, olhos azuis. _ Olá, desculpe a intromissão, mas você me parece tão saudável, o que te trás aqui?&lt;br /&gt;_ Meu noivo, ele achou que devia dirigir após uns tragos e veja só, deu no que deu. Batemos de carro, ele sobreviveu e eu, bom, não preciso terminar a frase, não é mesmo? Disse em tom pouco amistoso.&lt;br /&gt;Bom, de mais a mais, estava começando a me ambientar ali, tomando ciência do espaço, meio que me acostumando com a idéia de estar morto, meio que atoleimado, caminhando vagarosamente no ritmo da fila, imaginando como estava sendo o meu enterro. Será que tinha muita gente? Será que estavam chorando muito? O que os amigos estariam falando a meu respeito? Putz, depois de um tempo notei a bizarrice dos meus questionamentos.&lt;br /&gt;Lá pelas tantas chegou a minha vez. Cansado, com os pés doendo (isso mesmo, não pensem que depois de morto os pés não doem, porque doem) e bastante entediado fui ter com um jovem de asinhas.&lt;br /&gt;_ Boa tarde. O senhor chama-se Gentil de Almeida Franco? Perguntou-me o anjinho barroco adolescente.&lt;br /&gt;_ Sim, sou eu mesmo. E sua graça...&lt;br /&gt;_ Minha graça é o estado de graça. Nós anjos além de não termos sexo não temos nomes meu filho&lt;br /&gt;_ Mas é o Miguel, o Gabriel...&lt;br /&gt;_ Membros da diretoria, tem regalias especiais.&lt;br /&gt;Veja só, regalias especiais, quem diria, talvez algo ligado a tempo de casa, serviços prestados, sei lá. Fiquei curioso.&lt;br /&gt;_ Então seu anjo, Miguel deve ter ganho uma tremenda promoção quando pisou no coisa ruim, né não?&lt;br /&gt;_ Nem me diga, na época ele era operador de averiguação de pecados, pesava almas o dia inteiro, depois que venceu o lá de baixo virou gerente de marketing aqui do Céu. Falou em Céu, todo mundo lembra do filho do Homem e dele, Miguel. Cá entre nós, dizem que até o espírito santo ficou com ciúme.&lt;br /&gt;Sabe, sendo bastante honesto, eu já estava gostando do papinho quando um acessor do anjinho chegou e cochichou uma coisa no ouvido dele. Seu ar tornou-se mais grave, circunspeto. Começou a digitar freneticamente no computador, imprimir páginas.&lt;br /&gt;_ Algum problema seu anjo?&lt;br /&gt;_ Parece haver um erro senhor Gentil, não era para o senhor estar aqui.&lt;br /&gt;Caramba! Fiquei imaginado que me mandariam para a fila ou do purgatório ou, na pior das hipóteses, do inferno. Se a fila do paraíso já demorou um bocado, a destes lugares ia ser uma eternidade. Nem computador haveria de ter, devia ser tudo em ficha de papel cartão, guardada naqueles armários de aço. Comecei a me desesperar.&lt;br /&gt;_ Pelo que parece senhor Gentil, sua hora não é agora, o senhor tem ainda que viver mais uns anos. Temos que despachá-lo de volta!&lt;br /&gt;Antes que eu pudesse falar qualquer coisa, senti novamente um torpor e, bum, acordei na minha cama com a Creuza, toda descabelada, com a cara cheia de creme de pepino, me cutucando.&lt;br /&gt;_ Levanta homem, que preguiça, Jesus! Vai logo que você tem que passar no banco pra pagar um monte de conta!&lt;br /&gt;Puxa vida, não tive chance, vim direto pro inferno!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-832999573140849022?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/832999573140849022/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/07/morte-do-senhor-gentil.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/832999573140849022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/832999573140849022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/07/morte-do-senhor-gentil.html' title='A morte do senhor Gentil'/><author><name>Luciana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15250402904920372551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-6953351488044417133</id><published>2009-07-18T19:45:00.002-03:00</published><updated>2009-07-18T19:53:33.583-03:00</updated><title type='text'>Tabaco</title><content type='html'>Piteira do cachimbo enclausurada entre os lábios&lt;br /&gt;Conduzindo a fumaça doce entre as frestas dos meus dentes&lt;br /&gt;Acalentando minha angustia não explicada&lt;br /&gt;Fornicando com minha língua obscena&lt;br /&gt;Malabaris de alcatrão esvoaçam pelo ar, dando-lhe forma de mistério&lt;br /&gt;Enquanto o peso do coração teima em me puxar mais para o fundo&lt;br /&gt;Somente o tabaco me consola agora&lt;br /&gt;Quando nada faz sentido no meu mundo&lt;br /&gt;Vejo o rebordo do fornilho acender a cada puxada&lt;br /&gt;Lembrando-me do fogo que devo manter crepitando&lt;br /&gt;Crepitando, crepitando, crepitando&lt;br /&gt;Somente o tabaco me consola...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Para não dizer que não falei de flores, continuo não falando, pefiro falar do tabaco)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-6953351488044417133?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/6953351488044417133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/07/tabaco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/6953351488044417133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/6953351488044417133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/07/tabaco.html' title='Tabaco'/><author><name>Luciana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15250402904920372551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-8294490494374006147</id><published>2009-07-13T16:59:00.002-03:00</published><updated>2009-07-13T17:04:38.521-03:00</updated><title type='text'>Diálogo impertinente</title><content type='html'>_Ops, queira desculpar.&lt;br /&gt;_ Não, não desculpo não!&lt;br /&gt;_ Como?&lt;br /&gt;_ Não como nada, só não desculpo.&lt;br /&gt;_ Mas foi só um esbarrão.&lt;br /&gt;_ A calçada é enorme, tinha que passar justamente do meu lado?&lt;br /&gt;_ Bom, você também poderia ter se afastado de mim.&lt;br /&gt;_ Primeiro: você uma ova, é senhor! Ouviu, senhor!&lt;br /&gt;_ Mas você, quer dizer, o senhor tem pelo menos vinte anos a menos do que eu, o que pelo meus cálculos significa que vo..., o senhor tem uns quinze anos.&lt;br /&gt;_ Agora quer dar uma de matemático! Dezesseis incompletos, e de mais a mais, respeito tem idade?&lt;br /&gt;- Não, mas...&lt;br /&gt;_ Então é senhor e estamos conversados.&lt;br /&gt;_ Muito bem, então por que o senhor não me desculpa pelo esbarrão?&lt;br /&gt;_ Porque não quero e pronto!&lt;br /&gt;_ Porque não, não é resposta.&lt;br /&gt;_ É sim, só tenho quinze anos, não preciso de mais motivos.&lt;br /&gt;_ Não eram dezesseis incompletos?&lt;br /&gt;_ Que perfazem quinze não é mesmo?&lt;br /&gt;_ Sim mas...&lt;br /&gt;_ Sem mais, você esta me atrasando! Eu tenho curso sabia?&lt;br /&gt;_ Não, não sabia. E, veja bem, para o senhor também não é você, é senhor, ouviu, quero ser tratado por senhor.&lt;br /&gt;_ Querer não é poder. E você é muito jovem para ser chamado de senhor.&lt;br /&gt;_ Jovem? O senhor acha? Que isso, me sinto um velho.&lt;br /&gt;_ Verdade, tem cara de velho.&lt;br /&gt;_Mas acabaste de me dizer que sou muito jovem para ser chamado de senhor!&lt;br /&gt;_ Novo para ser chamado de senhor, mas velho para ter cara de velho.&lt;br /&gt;_ Ora, vamos parar por aqui que esta conversa esta sem pé nem cabeça. Me desculpe logo e acabe logo com isso!&lt;br /&gt;_ Me dê uma razão para lhe desculpar?&lt;br /&gt;_ Além de ter pedido desculpas?&lt;br /&gt;_ É.&lt;br /&gt;_ Bom, vejamos...&lt;br /&gt;_ Sem argumentos?&lt;br /&gt;_ Me deixe pensar, ora bolas!&lt;br /&gt;_ Já sei, o esbarrão não foi forte, precisamos ser solidários, éééééé, peraí, ah, não sei. Não me ocorre mais nada na cabeça.&lt;br /&gt;_ Me paga um lanche aqui na padaria do Zé que eu desculpo.&lt;br /&gt;_ Quer guaraná ou coca-cola.&lt;br /&gt;_ Pepsi. E o sanduíche é natural.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-8294490494374006147?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/8294490494374006147/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/07/dialogo-impertinente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/8294490494374006147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/8294490494374006147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/07/dialogo-impertinente.html' title='Diálogo impertinente'/><author><name>Luciana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15250402904920372551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-3479876084727944882</id><published>2009-07-09T01:16:00.001-03:00</published><updated>2009-07-09T01:20:48.938-03:00</updated><title type='text'>A roubada do carro furtado</title><content type='html'>Conhecem a máxima “a males que vem para o bem”? Em 99, 9 % das situações em que ela vem a nossa cabeça por situação qualquer que passamos, ela não só não nos trás conforto como deixa-nos fulo da vida. Quando tive meu carro furtado, um Santana prata ao qual já havia me afeiçoado apesar do kit gás, que bem podia ser considerado um kit bomba, de tanto defeito e explosão que dava, tentaram me consolar com essa maldita frase e suas congêneres:&lt;br /&gt;_ “Pô cara, ele não tava dando defeito? Agora é a oportunidade para você comprar outro”.&lt;br /&gt;_ “ Oha só, quando o coisa ruim fecha uma porta, Deus abre uma janela”.&lt;br /&gt;            Este tipo de otimismo deveria ser regulamentado por lei no sentido de coibi-lo, pois fere nosso direito de achar, em algum momento, nossa vida uma merda.&lt;br /&gt;            Mas sabe que eu ainda tirei algum proveito desse dia, e veja que era para ter sido um desastre completo pelas razões que faço questão de enumerar, além do óbvio furto do carro:&lt;br /&gt;            1) Era o dia do aniversário da minha filha mais velha e tínhamos ido a um restaurante de comida mineira comemorar, dali o plano era irmos a um parque de diversão. Melou tudo e a pobrezinha só conseguia repetir “_ Papai, o ladrão levou a minha lancheira”;&lt;br /&gt;            2) O torresmo estava uma droga;&lt;br /&gt;            3) Meu cartão de crédito não passou e tive que pagar com o de débito, afundado-me mais ainda no mar de lama do especial;&lt;br /&gt;            4) Uma coroa bebeu o último gole de licor de cereja na minha frente (acho que fiquei mais “p” da vida com isso do que com o furto do carro).&lt;br /&gt;            5) Fui na delegacia errada dar queixa;&lt;br /&gt;            6) O sistema informatizado na delegacia certa havia “caído” e tive que voltar no dia seguinte.&lt;br /&gt;            Sentiram a barra né?&lt;br /&gt;No dia seguinte voltei à delegacia para dar parte, logo cedo, aproveitando uma carona da minha cunhada que trabalhava nos arredores. Chegando lá.... O sistema continuava “caído”. Sabem, deveria existir um viagra de computador, algo assim para ele dar 2 tetrabytes sem sair de cima, desta maneira jamais haveria um sistema “caído” novamente.&lt;br /&gt;Voltei à noite. Aí começa, meus caros leitores, o proveito que tirei deste episódio que maculou um dia feliz, o dia que comemorávamos mais uma primavera da minha princesinha.&lt;br /&gt;Cheguei e me dirigi à recepcionista (era uma delegacia legal, nas quais tem uma mocinha que faz a triagem). Anotou tudo e mandou que eu aguardasse. Sentei-me e notei ao meu lado um cavalheiro que reconheci da noite anterior, também vítima de furto, do outro lado do banco um sujeito com o pé enfaixado, a cara meio amarrotada, acompanhado de uma mulher e, andando de um lado para outro, um rapaz estilo zona sul, dos seus vinte e poucos anos, com aparência bastante agitada.&lt;br /&gt;O rapaz estropiado não agüentou esperar e foi embora. Parecia ser briga de família. O outro agitadinho não parava de falar com a mocinha da recepção, informando que seu irmão havia lhe agredido, inclusive fornecendo o artigo do código criminal. Mais uma briga de família. Seguindo a ordem, o colega de furto, digo, que também teve o carro furtado foi o primeiro a entrar, blablablabla, cinqüenta minutos depois era vez do agitadinho. Para minha surpresa eu fui chamado. Sem questionar (quem questiona em delegacia são os policiais; vítima relata e acusado se defende como pode) entrei.&lt;br /&gt;Fui recebido por um inspetor que educadamente mandou-me sentar e perguntou o que me trazia a delegacia. Tive ânsias de perguntar se eles vendiam coca-cola, mas minha mãe me deu juízo, e afinal eu precisava do BO.&lt;br /&gt;Quando eu iniciava meu relato a mocinha da recepção entrou e disse ao inspetor:&lt;br /&gt;_ O senhor vai atender o rapaz que esta esperando aí fora?&lt;br /&gt;_ Vou porra nenhuma! Vem pra DP resolver briga de família! Toda semana é a mesma coisa. Isso dito aos berros da mesa que ficava a uns 3 metros da onde estava o rapaz.&lt;br /&gt;_ Pois não seu Eduardo, continue.&lt;br /&gt;_ Blábláblá, estava no restaurante mineira, blablablabla, aniversário da mais velha, blablablabla, saímos por voltas das 16:00 h, blábláblá, o carro sumiu, blábláblá. Entra novamente a mocinha da recepção.&lt;br /&gt;_ Inspetor, eu notei que o rapaz é meio... Assim meio... Doidinho né, consegui o número da casa dele e falei com os pais, eles estão vindo pra cá. O senhor vai falar com ele?&lt;br /&gt;_ Vou merda nenhuma, depois desse rapaz aqui vou lá fora tomar um café ele que fique por aí! Só me aparece maluco. Disse isso num tom um pouco mais alto do que o anterior.&lt;br /&gt;            Foi a deixa.&lt;br /&gt;_ Aparece muita gente doida em delegacia né não inspetor?&lt;br /&gt;            Recostou-se na cadeira, jogou os braços sobre a cabeça e soltou.&lt;br /&gt;_ Demais seu Eduardo, aparece cada um que o senhor não iria acreditar.&lt;br /&gt;_ Como não ia inspetor, conta aí.&lt;br /&gt;            Descontraiu de vez.&lt;br /&gt;_ Certa feita num plantão em que estávamos eu e o Cenourinha (o legume que apelidava o policial era outro, mas achei melhor mudar, questão de direitos autorais) entrou porta adentro da delegacia um negão do tamanho de um bonde, encarou a mim e ao Cenourinha com um olhar de doido e mandou na lata:&lt;br /&gt;_ “Tem homem aqui para me dar porrada?”&lt;br /&gt;_ Aí seu Eduardo, segurei logo no ferro que tava na cintura, porque aquele não dava pra encarar na mão não. Mas ossos do ofício né, perguntei ao cidadão:_ Por que você quer um homem pra te dar porrada?&lt;br /&gt;_ “Eu explico, fica calmo, eu explico. Eu não vou reagir não, não vou bater em ninguém não, eu só quero tomar uma surra arrumada. E vou até pagar por isso”.&lt;br /&gt;_ Os olhos de Cenourinha chegaram a saltar quando ouvi falar em ganhar um extra.&lt;br /&gt;_ Vai pagar quanto? Perguntou o Cenourinha.&lt;br /&gt;_ “Vou dar cem reais”!&lt;br /&gt;_ Os olhos do Cenourinha murcharam seu Eduardo. Mas ele ainda fez uma contra-proposta:_ Olha só parceiro, por cem conto eu só te quebro um braço, agora se tu arrumar quinhentos conto eu quebro teus braços, tuas pernas, tua cabeça e ainda arranjo a ambulância pra te levar pro Azevedo Lima.&lt;br /&gt;_ O negão deu meia volta e nunca mais voltou seu Eduardo.&lt;br /&gt;            Dei uma risadinha (a vontade era de gargalhar) pois achei conveniente ser educado e larguei de novo.&lt;br /&gt;_ Deve ter mais casos, heim inspetor.&lt;br /&gt;_ Um monte seu Eduardo. Certa feita me entra na DP um cidadão com um gato na mão, o bicho só mexia a  pata de trás, o resto todo parado, o bicho todo esfolado, mas vivo. Mando o cara sentar e explicar o que havia acontecido com ele. O cara então começa:_ “Sabe o que  é inspetor, esse gato aqui pulou meu muro”.&lt;br /&gt;_ E eu lá seu Eduardo, com aquela cara de que que eu tenho haver com essa merda. E camarada continuou.&lt;br /&gt;_ “Sabe o que é inspetor, o meu cachorro mordeu o bichinho todo. Olha como ele ficou.”&lt;br /&gt;_ E eu pensando seu Eduardo, e daí, não sou veterinário. E continuou.&lt;br /&gt;_ “Sabe o que é inspetor, levei o bichinho no veterinário para ver se dava jeito. O doutor disse que não tinha como salvar e mandou sacrificar. Mas me cobrou cem reais inspetor, e eu não tenho esse dinheiro”.&lt;br /&gt;_ Aí eu não agüentei seu Eduardo, perguntei ao cidadão o que ele tinha ido fazer na delegacia. Sabe o que ele me respondeu seu Eduardo?&lt;br /&gt;            Balancei negativamente a cabeça.&lt;br /&gt;&amp;shy;_ Disse assim:&lt;br /&gt;_ “Sabe o que é inspetor, é que vocês da polícia são uns desalmados, todo mundo sabe. Eu pensei que o senhor podia dar um tiro no gatinho e acabar com o sofrimento dele”.&lt;br /&gt;            Gente, nesse momento eu descobri que tenho autocontrole, porque a vontade era de rachar o bico. Mas me contive.&lt;br /&gt;_ E aí inspetor, o que o senhor disse.&lt;br /&gt;_ Eu não disse nada seu Eduardo, saquei a barra de ferro que estava debaixo da mesa e dei umas porradas no FDP. Veja só, desalmados. Pode seu Eduardo?&lt;br /&gt;_ Pode não inspetor.&lt;br /&gt;            Numa próxima conto os outros causos que o inspetor me confidenciou, por hoje é só pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CEVDM&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-3479876084727944882?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/3479876084727944882/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/07/roubada-do-carro-furtado.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/3479876084727944882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/3479876084727944882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/07/roubada-do-carro-furtado.html' title='A roubada do carro furtado'/><author><name>Luciana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15250402904920372551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-316769982407472822</id><published>2009-07-05T23:12:00.000-03:00</published><updated>2009-07-05T23:15:45.994-03:00</updated><title type='text'>Um conto de dois pontos</title><content type='html'>No ônibus, sete da manhã, ainda catando nos dentes os restos do café que não saíram com a escovação apressada, pensando no dia infernal que se rascunhava a minha frente, doido para o tempo acelerar até as seis da tarde, põem-se em pé ao meu lado (estava eu sentado ao lado do corredor), tendo mais uns dez lugares vazios no coletivo, o senhor Procópio. Sei o nome da peça pois foi a primeira coisa que o senil, digo, gentil senhor fez ao me dirigir a palavra: apresentar-se.&lt;br /&gt;_ Olá rapazola, meu nome é senhor Procópio.&lt;br /&gt;            Juro que fiquei na dúvida se senhor era o primeiro nome do homem.&lt;br /&gt;_ Olá senhor. Disse eu secamente, na esperança de que nosso diálogo ficasse por aí, e eu pudesse continuar em silêncio remoendo minhas infelicidades futuras.&lt;br /&gt;_ Vejo que esta sozinho, não é verdade?&lt;br /&gt;            Aí era a deixa para eu me livrar dele.&lt;br /&gt;_ Sozinho? Perdão, não entendi bem a sua colocação.&lt;br /&gt;_ Quero dizer que não há ninguém sentado ao seu lado, não é verdade meu caro mancebo.&lt;br /&gt;            Quando ele pronunciou mancebo eu sabia que devia continuar com o plano maquiavélico que se afigurou na minha cabeça na fração de segundos anterior.&lt;br /&gt;_ Queira perdoar senhor, mas creio estar vendo minha noiva bem aqui ao meu lado, pois não? Ou se afirmar que não, quero crer que o senhor esta sendo jocoso!&lt;br /&gt;            O senhor Procópio arregalou uns olhos bem grandes, espanou a calça de tergal, e demonstrando firmeza me inqueriu.&lt;br /&gt;_ Vejam só, o menino não respeita os mais velhos, não é mesmo? Estou vendo muito bem, com este olhos que a terra há de comer, que não existe noiva nenhuma, deste ou de outro mundo, ao seu lado! Eis um galhofeiro de primeira meninote.&lt;br /&gt;            Juro, quem já estava achando que o senhor era uma aparição era eu, cheguei a piscar os olhos mais de uma vez para ter certeza. Como ele não sumiu, deduzi que vivo ele estava, só que vivia no século XVIII, quiçá com boa vontade no XIX.&lt;br /&gt;_ Veja só meu caro senhor Procópio, que educação meu pai e minha mãe me deram com esmero, porém não posso acreditar que alguém, no alto da sua maturidade, venha a esta hora da manhã provocar constrangimento a mim e a minha doce Alzira, visto que sendo ela de boa família, não esta acostumada a tais situações.&lt;br /&gt;            Confesso que por um segundo ou menos, tive pena do pobre senhor, vítima de um eremita de ônibus como eu, o tipo que não suporta puxar papo ou ser puxado ao papo. O senhor Procópio me olhava ora espantado ora irritado, em pé, sobre os olhares dos outros passageiros que acompanhavam interessados o episódio surrealista que se desenrolava.&lt;br /&gt;_ Meu jovem, por um acaso está me achando com cara de bobo? Repreendeu-me severamenta o velhinho.&lt;br /&gt;_ Ora veja o que o senhor fez! Virando-me para a esquerda, como se falando com alguém, dizia. _ Não chore doce Alzira, este pobre homem deve ser um alienado, não lhe queira mal nem se assuste, não deixarei que nada de mal aconteça contigo. Fique calma meu amor.&lt;br /&gt;            O senhor Procópio já havia mudado de cor algumas vezes a essa altura, encontrando-se naquele momento num tom lívido com os lábios arroxeados, trêmulo, bastante agitado eu diria.&lt;br /&gt;_ Olhe meu rapaz, não vou continuar a ser alvo de seus chistes maliciosos, até por que chegou meu ponto. Adeus. E desceu enfurecido, a passos largos, do coletivo.&lt;br /&gt;            Fiquei ali, num misto de êxtase e culpa (mais êxtase na verdade), remoendo novamente em paz minhas angústias do dia, após ter achincalhado uma pobre alma, que talvez pudesse ter me ensinado algo de valioso. Mas nunca fui politicamente correto na minha vida, e não iria começar naquele dia.&lt;br /&gt;            Dali a pouco, logo após a partida do senhor Procópio, a senhora que estava no banco da frente, que até então havia me passado em brancas nuvens, virou para trás e disse:&lt;br /&gt;_ Fica assim não Alzirinha minha filha. Sabe, eu sou idosa, mas tem velho que é abusado, vê gente nova e acha que tem que sentar no lugar deles. Esse aí certamente queria que seu noivo se levantasse. Arrisca até ser um desses velhos tarados e passar a mão em você.&lt;br /&gt;            Disse isso e virou-se para frente. Dali a dois pontos chegou a minha vez de descer.&lt;br /&gt;            Até hoje não sei se a vovozinha me sacaneou e vingou o senhor Procópio, ou se era doida mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-316769982407472822?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/316769982407472822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/07/um-conto-de-dois-pontos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/316769982407472822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/316769982407472822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/07/um-conto-de-dois-pontos.html' title='Um conto de dois pontos'/><author><name>Luciana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15250402904920372551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-862509662835651506</id><published>2009-06-03T13:12:00.002-03:00</published><updated>2009-06-03T13:23:27.915-03:00</updated><title type='text'>Mau humor, aviões e provincianismo</title><content type='html'>Manhã de terça-feira. Péssimo humor. Esperando a hora de pegar a barca, café na mão, vendo as manchetes de jornal na banca, junto com outros transeuntes. Niteroienses. Aquele povo que chama joelho de italiano, e bananada de mariola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos com aquela cara contrita, chocada com a queda do avião. E aí vejo um jornal local com uma manchete em letras grandes: 'Doze niteroienses podem estar entre as vítimas do vôo da Air France'. Puta que me pariu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí eu pensei:'Porra, que bom, doze a menos!'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela expressão de ódio e horror dos circundantes, de repente percebi que pensei alto demais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-862509662835651506?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/862509662835651506/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/06/mau-humor-avioes-e-provincianismo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/862509662835651506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/862509662835651506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/06/mau-humor-avioes-e-provincianismo.html' title='Mau humor, aviões e provincianismo'/><author><name>Luciano</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_S2V5va07Oq0/S-3GtCj1XeI/AAAAAAAAACA/7tAfYM-Rods/S220/S4021516.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-5723034065459735843</id><published>2009-05-20T19:08:00.000-03:00</published><updated>2009-05-20T19:10:48.537-03:00</updated><title type='text'>Campanha pelo uso doméstico da anestesia</title><content type='html'>Olha, garanto para vocês que o melhor de uma cirurgia (?) é a anestesia. Reputo que ela esta entre as grandes invenções do homem, não só pelo fato, óbvio, de eliminar o sofrimento durante um procedimento que necessariamente seria doloroso, mas também pelas experiências proporcionadas. Explico-me, alongando um pouco a história.&lt;br /&gt;            Cheguei ao hospital no horário combinado (para operar o joelho), levado pela minha senhora que me deixou para levar nossa prole à escola. Fiquei lá tentando aparentar calma, mas por dentro estava uma pilha alcalina, enquanto esperava surgir uma vaga na enfermaria masculina. Nada feito, me internaram num quarto. Ponto para mim. Cheguei e logo uma enfermeira veio me ver, mediu (ninguém tira) minha pressão, ligeiramente alta, e deixou em seguida aquele aventalzinha que é moda nos hospitais desde mil oitocentos e guaraná com rolha. Meio sem graça, e com um pouco de medo, perguntei se poderia manter minha roupa de baixo (usei exatamente essa expressão). Depois de consultar a chefe, disse-me que poderia ficar de “cuequinha” (exatamente a expressão que a dita usou), o que me soou ligeiramente sarcástico – mas deixei passar, já que eram essas mulheres que iriam tratar de mim a noite toda, e não era prudente mostrar-se hostil. _ Bom, pelo menos acho que não vão meter uma sonda no meu pinto – pensei aliviado.&lt;br /&gt;            Na seqüência chegou o maqueiro, um homem alto, esguio e com cara de ser o pior piloto de macas do hospital. Sabe, eu tinha razão, porrei em todos os cantos de parede e de elevador, enquanto as luzinhas brancas passavam por cima de mim e todos os olhares me acompanhavam, com um semblante que traduzia mais ou menos o seguinte: coitado, deve ser grave. Meus pés para fora da maca e o resto do corpo coberto por um lençol finíssimo, permitiam não pena, no máximo curiosidade, mas o ser humano tem a necessidade de sentir pena, faz parte da sua condição.&lt;br /&gt;            Cheguei no centro cirúrgico e fui colocado de lado, mais uma vez aguardando. Com vontade de urinar pedi a enfermeira que me indicasse um banheiro. Prontamente ela me calçou umas tocas verdes nos meus pés e apontou o quarto de trocar dos médicos. Fiquei imaginando o quanto não valeria uma foto assim (camisolão, cueca marrom aparente, tocas verdes nos pés e cara de boi indo para o abatedouro) entre meus alunos. Quase pedi que alguém batesse o daguerrótipo, afinal um dinheiro a mais não faz mal a ninguém. Quando entrei no quarto fui recepcionado por um médico que parecia uma porta, um senhor gigante de cabeça grisalha com a seguinte frase:_ Entre, fique a vontade, a casa é sua, pode ficar calmo que aqui ninguém vai te fazer nada. Imaginei, mais uma vez, que não deveria responder, já que pelo tamanho do sujeito e pela suspeita, infundada, de que os cirurgiões andam com seus bisturis para cima e para baixo, eu não teria chance de reagir caso ele se sentisse atraído por mim. Afinal, pensando bem, eu até que estava sexy, da ótica de um sociopata, com aquele modelito.&lt;br /&gt;            Voltei mais do rápido para a maca. A anestesista, minha heroína (não foi um trocadilho junke), que previamente havia se apresentado, me catou uma veia e injetou o que ela chamou de “primo do rivotril”. Confesso que gostei mais desse lado da família que a doutora tão gentilmente me apresentou, já que relaxei quase que instantaneamente, como se tivesse fumado uma cigarrinho do capeta, só que do tamanho de um charuto cohiba churchil. Fui então levado para o centro cirúrgico. A doutora então, após entabular uma conversa com outro médico, o qual eu não fui apresentado, disse que me faria uma isobárica. Já meio doidão imaginei que ela iria me servir um refrigerante. Amigo quando o veneno entrou na veia a sensação foi ótima, até porque o Papai Smurf começava a me acalmar, dizendo que o Gargamel estava preso no Castelo de Greyscol. Pude comprovar que esse papo de ver duende verde é mentira. Os meus eram azuis.&lt;br /&gt;            Uma das últimas coisas que me lembro foi a doutora me pedindo para ficar de ladinho para aplicar a raquidiana, algo que fiz prontamente após a She-Ha me garantir que o médico tarado não estava lá no centro.&lt;br /&gt;            Acordei umas duas vezes. Na segunda fiquei na minha após tomar um esporro do Zeca Urubu que estranhamente vestia trajes médicos. Coisas da anestesia. Na seqüência estava na enfermaria – fui despejado do quarto, para minha infelicidade. Lembro-me que o meu médico veio me ver, deixou-me um papel e disse adeus. A sim, o Zeca Urubu estava mais calmo nessa ocasião, apesar de fumar aquele maldito charuto no quarto. Sei que no dia seguinte pedi para Luciana ligar para ele, pois não lembrava de nada do que ele me disse. Estava, no momento da visita, deveras preocupado com a perna que não se mexia. Tentava a todo custo tirar a corda mágica da Mulher-Maravilha que me atava, mas ela ria de forma diabólica ao lado do Chico Bento. Foi a única bad trip, junto do Zeca Urubu, é claro.&lt;br /&gt;            Cheguei a duas conclusões: 1) anestesia é um troço foda; 2) devo ver menos desenho animado e ler menos quadrinhos.&lt;br /&gt;            Numa próxima conto da minha noite de não-sono na enfermaria ao lado de um colega com seis parafusos na coluna. Por hoje é só. God Save The Medical Drugs.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-5723034065459735843?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/5723034065459735843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/05/campanha-pelo-uso-domestico-da.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/5723034065459735843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/5723034065459735843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/05/campanha-pelo-uso-domestico-da.html' title='Campanha pelo uso doméstico da anestesia'/><author><name>Luciana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15250402904920372551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-9057849107319540454</id><published>2009-05-20T13:24:00.002-03:00</published><updated>2009-05-20T13:29:30.039-03:00</updated><title type='text'>Condomínio, ou O ser humano é a raça do Cão</title><content type='html'>Sabadão, dez da matina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu lá no sofá. Lendo um livrinho, fumando um cigarrinho, ouvindo um The Clashzinho, coçando o saco na paz e toca a campainha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grito, de má mente, um &lt;strong&gt;‘JÁ VAI’&lt;/strong&gt; daqueles que deixam bem claro que o papai aqui vai demorar o maior tempo possível pra atender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de acender mais um cigarro e pegar um cafezinho, confiro na luneta da porta: é a síndica e um dos porteiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imediatamente, grito outro &lt;strong&gt;‘JÁ VAI’&lt;/strong&gt;, na vã esperança que eles percebam que eu não tou numa de ir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não percebem.Eu vou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abro a porta, e, sem sequer um ‘bom dia, desculpe incomodar’ a múmia manda, já enfiando os cascos dentro da minha casa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vim aqui pra ver se tem vazamento no seu banheiro.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imediatamente finco a carcaça na frente da Dona Coisa, e, delicadamente (delicadamente mesmo, não é sacanagem não) digo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. A senhora vai descer, interfonar, me dar bom dia, se desculpar pelo incômodo e perguntar se pode vir aqui, por obséquio, ver se tem algum vazamento no banheiro, coisa que de antemão, asseguro que não tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E fecho a porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela sai zurrando cobras e lagartos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quinze minutos depois, sem se dar conta do bom dia, do por obséquio, do incômodo, e da minha categórica afirmação que vazamento tem a cara dela, toca o interfone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Posso ir aí agora?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu, peremptório:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não veio até hoje!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-9057849107319540454?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/9057849107319540454/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/05/condominio-ou-o-ser-humano-e-raca-do.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/9057849107319540454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/9057849107319540454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/05/condominio-ou-o-ser-humano-e-raca-do.html' title='Condomínio, ou O ser humano é a raça do Cão'/><author><name>Patrício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12901534372700660230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_MQ5rtZ0N4TI/SRcajatmoBI/AAAAAAAAARM/E3gnjLgy3X0/S220/Quilmes5.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-9128381711786423571</id><published>2009-05-04T11:57:00.000-03:00</published><updated>2009-05-04T12:00:09.461-03:00</updated><title type='text'>Imposto de Renda</title><content type='html'>Cara, eu odeio a O GOVERNO FEDERAL. Eu ODEIO a RECEITA FEDERAL. Sinceramente? Eu estou pouco me fudendo se tem gente morrendo de fome no interior do nordeste, se os favelados são vítimas de uma sociedade capitalista injusta. O sistema (seja lá o que for essa entidade sem cara) conseguiu me vencer!&lt;br /&gt;Hoje eu recebi a notícia que tenho que pagar, junto com minha esposa, cerca de R$ 10.000,00 em imposto. Vou escrever para não deixar dúvida: dez mil reais!!!! Vão se FUDER, da onde a porra do governo acha que eu vou desenterrar esse dinheiro? Do cu da piranha da escrota da mulher de merda (sem vírgula mesmo) da mãe do presidente Luis Inácio Lula da Silva? Do cu dos viados do congresso que viajaram as minhas expensas? Do cu da doméstica que é laranja de uma porrada de firma de um diretor do senado?&lt;br /&gt;Do cu de quem, caralho, eu vou tirar a porra desse dinheiro?&lt;br /&gt;Faz a conta você que esta aí do outro lado achando que eu sou um porco que não liga pro próximo (E EU NÂO LIGO MESMO): R$ 10.000,00 devem sustentar quantos miseráveis no nordeste? Quantas passagens eu financiei, quantas contas de luz e água nas favelas eu pago, já que a maioria é gato?&lt;br /&gt;Dizem que eu tenho que continuar lutando, para esclarecer os futuros comandantes desse país (meus alunos fudidos da escola pública) sobre a exploração. Cara, o povo tem mais é que se fuder mesmo, ser explorado, amargar na mão de todos estes cafajestes da política nacional, de todos os coronéis, Temer e Sarney são reis amigos. Eles me venceram, são mais astutos e poderosos do que eu.&lt;br /&gt;Hoje quando eu recebi a notícia pelo contador eu passei mal, achei que ia ter um AVC (e não estou falando em sentido figurado, caralho). Tive que tomar uma dose de tarja preta para agüentar, chorei de me acabar (C-H-O-R-E-I). Meu sonho é que meus filhos estudem pra caralho, tornem-se uns fodões picudos em alguma área do conhecimento e sumam deste país de merda. E não me venham dizer que por aí não esta diferente! Vão se fuder, esta sim. Nada é pior do que o BRASIL! Diriam alguns: “a tem países na África...” Foda-se Unganda, Foda-se Serra Leoa, não fui eu quem perdeu a perna numa mina terrestre.&lt;br /&gt;Tão putos comigo? FODAM-SE!!!! Hoje, eu matava um fácil.&lt;br /&gt;Não quero nem saber se me chamarem de burguesinho maldito. Burguês é todo filho-da-puta que me chamar assim.&lt;br /&gt;CEVDM com muita, muita raiva!!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-9128381711786423571?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/9128381711786423571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/05/imposto-de-renda.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/9128381711786423571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/9128381711786423571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/05/imposto-de-renda.html' title='Imposto de Renda'/><author><name>Luciana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15250402904920372551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-7801688807716441493</id><published>2009-04-25T17:36:00.007-03:00</published><updated>2009-04-25T18:17:44.427-03:00</updated><title type='text'>Te Chupo Todinha....</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Dia desses, voltando da cidade de Pedro, na verdade, no ônibus que nos conduziria (Eu e Carla) ao terminal rodoviário, ocorreu o seguinte:&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Vitória do Flamengo (sic) e, no banco atrás do meu, na janela, um típico exemplar do &lt;i&gt;mallandrus cariocalis &lt;/i&gt;educadamente falava coisas da mais bela poesia e perfumava o ambiente com uma mistura de odores que enlouqueceriam um mestre perfumista francês: (a saber: cachaça, suor, óleo.. e outras coisas inidentificáveis)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; - "Porra motorista.... anda logo, ainda vô descê pro rio hoje" (detalhe, o trânsito estava engarrafado)&lt;/div&gt;&lt;div&gt; - "Ai Marcelo, no rio tem muita gata mas em Petrópolis tá foda.. so mulher gostosa"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;   E, Pondo a cabeça para fora... "Aí gata, Mengão... tu é gostosa..."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Bom o fato é que esse acontecimento me lembrou o "causo" narrado por um aimgo meu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Dia normal, desses nem quentes, nem frios.. aquele solzinho tipo manhã.. e tal. Eis que entra no coletivo o sonho de qualquer Hétero Sexual: Uma coloegial... de uniforme de gala e tudo... flôr da idade... uns dezessete.. linda... um pitéu.  Sentado lá no fundão, um outro espécimem  do animal anteriomente citado, achou por bem, tentar conquistar a ninfeta. Como todo "malandro" começou a disparar gracejos para a donzela.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;- "Aí, você é maior gatinha... te chupo todinha!!!!!!"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;- "Ei, é com você mesmo... ô do uniforme... você é muito gatinha, te chupo hein!!!!."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Bom, a jovem estudande, ruborizada, não sabia onde se emfiava. Mas, ficou quieta, ali suportando alguns olhares, essas coisas... mas por assim dizer, firme.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Enquanto isso, Lá do fundo do ônibus, em virtude do silênico da Ninfa,  malandragem ganhava confiança e contuniva entusiasmado:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;   &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;-Nossa, vecê é gatinha... olha te chupo toda, da cabeça aos pés!!!!" E assim segue.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Mas como disse um &lt;b&gt;verdadeiro malandro&lt;/b&gt; "... &lt;i&gt;&lt;b&gt;malandro demais vira bicho&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;..." Em determinado momento, cometeu o erro fatal... alías erro que todos no ônibus secretamente em seus íntimos esperavam dele em algum momento. E por fim mandou:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;- "Nossa gatinha, me diz seu nome que te chupo todinha!!!!!!"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;O pitéu não pensou duas vezes. Encheu o peito e, sem nem olhar para trás.... respondeu, comm toda a delicadeza que uma situação como essa exige:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;-!!!!! PIROCA !!!!!"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Bom, o resto dá para imaginar.... Coro de risos... e  um baixinho que estava sentado mais na frete do ônibus...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;-"Hahahahahahaha.... Vai chupar piroca... vai chupar piroca...."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;Coincidência ou não, o ponto do malandro foi o próximo... e, sob risos genaralizados, inclusive o da estudante que desceu do coletivo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-7801688807716441493?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/7801688807716441493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/04/te-chupo-todinha.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/7801688807716441493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/7801688807716441493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/04/te-chupo-todinha.html' title='Te Chupo Todinha....'/><author><name>Fábio xLp</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00996331190571292664</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-795597659362361532</id><published>2009-04-24T14:50:00.003-03:00</published><updated>2009-04-24T15:01:09.663-03:00</updated><title type='text'>DIÁLOGO</title><content type='html'>Uma festa de casamento. Um porreiro de historiadores e eu. Não via aquele povo há um tempão.Todo mundo fingindo naturalidade de terno e gravata. Nosso colaborador Luck Luciano também tava lá, num risca de giz que eu tenho certeza que foi a Mari que escolheu. Pelo visto, pra roupa ela tem bom gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá pelas tantas, me chega um e depois do papinho cerca-lourenço, faz aquela cara de quem tava sem graça de tocar no assunto e mandou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Pô...me disseram, não se é verdade...tu não fica bolado comigo não, é que...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu:&lt;br /&gt;“Qual foi?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele:&lt;br /&gt;“É verdade que você abandonou o magistério?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu:&lt;br /&gt;“É.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele, como se não soubesse:&lt;br /&gt;“Mas, então, tá fazendo o quê?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, sem muito saco com aquela conversa:&lt;br /&gt;“Mecânica.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele, fingindo espanto:&lt;br /&gt;“Mecânica?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, com menos saco ainda:&lt;br /&gt;“É.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele, com os olhos arregalados:&lt;br /&gt;“Mecânica? De carro, essas coisas?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, com pena de dar-lhe um coice:&lt;br /&gt;“É. Mecânica. De carro. Essas coisas...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele, com cara Sá-Mariquinha-que-botou-pimenta-no-meu-mungunzá:&lt;br /&gt;“Pô, cara! Vai desistir da HISTÓRIA?! Maior ralação na faculdade, a melhor do Brasil, e você vai desistir? Pensa bem...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, catando pelo colarinho um garçom que tentou me diblar e passar direto com a bandeja de chope:&lt;br /&gt;“Tá....”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele, inconformado:&lt;br /&gt;“Cara, eu não acredito que você vai largar um trabalho intelectual por um braçal! Deixar de ser professor pra ser peão! Tou falando isso de igual para igual...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, largando o garçon, virando o segundo dos dois chopes que eu catei na bandeja e respirando fundo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tu já leu March Bloch, Fevre, Marx, Engels, Thompson, Duby, Paulo Freire, Maquiavel, LeGoff, Sério Buarque, Caio Prado, Todorov, Ciro, Vainfas, Ângela de castro Gomes, Mauad e o escambau?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele, espantado:&lt;br /&gt;“Já! É lógico! Mas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, cortando no ‘mas’:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu também. Sabe fazer levantamento de fontes?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele, sem ‘mas’:&lt;br /&gt;“Sei.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu:&lt;br /&gt;“Eu também. Projeto de pesquisa, sabe fazer?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele:&lt;br /&gt;“Sei.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu:&lt;br /&gt;“Eu idem. Planejamento pedagógico, plano de curso e dar aulas, enrolar diretor e fazer o que quer com a turma, manja?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele:&lt;br /&gt;“Sim.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu:&lt;br /&gt;“Eu também. Calcular taxa de compressão de um motor, rebaixar o cabeçote, operar torno mecânico, operar fresa, ler perspectiva isométrica, identificar sinal pneumático, hidráulico, elétrico, manutenção preditiva, ler tag, metrologia e resistência dos matriais, sabes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele, com a única cara que podia fazer:&lt;br /&gt;“Não.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, já dando uma banda em outro garçom que tentou passar batido com um Juanito Andante. Tarja preta, ainda por cima:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Pois é. Eu sei. Então, não estamos conversando de igual para igual...Dá licença,que o Luck tá me chamando ali, ó!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tava chamando porra nenhuma. Catei meu uísque e fui fumar um crivo lá fora...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-795597659362361532?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/795597659362361532/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/04/dialogo.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/795597659362361532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/795597659362361532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/04/dialogo.html' title='DIÁLOGO'/><author><name>Patrício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12901534372700660230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_MQ5rtZ0N4TI/SRcajatmoBI/AAAAAAAAARM/E3gnjLgy3X0/S220/Quilmes5.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-9139109844721714275</id><published>2009-04-10T11:08:00.003-03:00</published><updated>2009-04-10T11:15:56.298-03:00</updated><title type='text'>99 motivos para abandonar o magistério ou nem mesmo começar nele</title><content type='html'>Dando seguimento a série... Motivo número dois. Professor é sempre culpado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe aquela máxima legal: “inocente até que se prove o contrário”? Pois é, no magistério isso não vale de nada!&lt;br /&gt;Quer ver?&lt;br /&gt;O aluno não aprende? A culpa é do professor! O aluno aprendeu? A política pedagógica é revolucionária! O diário com as notas não foi entregue no prazo? A culpa e do professor! O diário não chegou no prazo nas mãos do professor? Não é desculpa para atrasar a burocracia da secretaria!&lt;br /&gt;Viu? É isso, quero dizer, se você quer um motivo para não começar no magistério, ou abandoná-lo, aí vai: deu merda, a culpa é do professor. Sempre.&lt;br /&gt;E se alguma coisa dá certo? Obra e graça de um diretor iluminado, de uma pedagoga brilhante (hahahaha) e comprometida, da merendeira que preparou o macarrão com salsicha e ovo com amor e dedicação, do faxineiro que limpou o chão com esmero... e o professor? Esse não fez mais do que a sua obrigação, aliás, fez de menos!&lt;br /&gt;Não me entendam mal, mas se entenderem, fodam-se! O diretor, o pedagogo, o merendeiro e o faxineiro tem o seu papel, mas por Deus, não é o principal! Junto com o aluno, o professor deveria ser o ator principal, um dos astros da produção. Aliás, somos astros sim, meteoros em rota de colisão, prestes a explodir!&lt;br /&gt;Cara, nem as religiões inculcaram tanta culpa nas pessoas. Nós não temos nem chance de defesa, e nem nos é prometido o paraíso, nem um tanto de virgens, após a morte pelo nosso sacrifício em vida. Qualquer coisa é motivo de descerem a lenha no professor.&lt;br /&gt;_ Você não preencheu o erdésimo papel que lhe entreguei? Pergunta amistosamente a supervisora.&lt;br /&gt;_ Não, ainda não, mas veja...&lt;br /&gt;_ Você sabe quão importante é esse papel?&lt;br /&gt;_ Sim, em termos, mas as provas que...&lt;br /&gt;_ Tem noção da importância?!?!?!?!&lt;br /&gt;_ Cara, e você, que tanto me cobra essa porra, você sabe para é que serve essa merda de papel?!?!&lt;br /&gt;_ (...)&lt;br /&gt;_ Preenche e me entregue amanhã. Quanta irresponsabilidade.&lt;br /&gt;Pois é, não quer sentir culpa pelos males endêmicos da educação? Não se torne professor, ou se já é, expurgue seus pecados, abandone a profissão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-9139109844721714275?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/9139109844721714275/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/04/99-motivos-para-abandonar-o-magisterio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/9139109844721714275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/9139109844721714275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/04/99-motivos-para-abandonar-o-magisterio.html' title='99 motivos para abandonar o magistério ou nem mesmo começar nele'/><author><name>Luciana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15250402904920372551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-962546497701147165</id><published>2009-03-18T17:33:00.003-03:00</published><updated>2009-03-18T17:47:32.016-03:00</updated><title type='text'>Textos que me levarão para o Inferno.</title><content type='html'>CLODOVIL NO CÉU&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clodovil chegou no céu e logo montou um Talk Show. A primeira entrevistada foi a Virgem Maria.&lt;br /&gt;_ Meu amor, você sabe que você é uma pessoa iluminada não sabe? Ahahahaha. Que linda!&lt;br /&gt;_ Obrigada Clô, sempre te assisti aqui de cima.&lt;br /&gt;_ Meu amor, vou perguntar por que o povo quer saber. Olha para a lente da verdade e me diz: Essa conversa de virgem, é verdade mesmo ou isso é papo para entrar no BBB?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I will go to hell (puta, que inglês de buteco!)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-962546497701147165?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/962546497701147165/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/03/textos-que-me-levarao-para-o-inferno.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/962546497701147165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/962546497701147165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/03/textos-que-me-levarao-para-o-inferno.html' title='Textos que me levarão para o Inferno.'/><author><name>Luciana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15250402904920372551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-1546000430039805161</id><published>2009-03-08T18:58:00.001-03:00</published><updated>2009-03-08T19:01:37.642-03:00</updated><title type='text'>Questão filosófica importante!!!!</title><content type='html'>Se &lt;em&gt;beijunda&lt;/em&gt; é beijo na bunda, o que então seria &lt;em&gt;beijoca&lt;/em&gt;?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-1546000430039805161?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/1546000430039805161/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/03/questao-filosofica-importante.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/1546000430039805161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/1546000430039805161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/03/questao-filosofica-importante.html' title='Questão filosófica importante!!!!'/><author><name>Fábio xLp</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00996331190571292664</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-7117914038323433990</id><published>2009-01-19T14:14:00.000-02:00</published><updated>2009-01-19T14:17:23.151-02:00</updated><title type='text'>Memórias constrangedoras imberbes, parte 1</title><content type='html'>Existem situações na vida de um garoto que são de memória, no mínimo, constrangedora.&lt;br /&gt;            Por exemplo: quando nasce o primeiro pelo no saco. Cara, você fica lá sentado no vaso, as pernas abertas, as bolas na mão, pensando que aquele fiapo te transformou num homem. Tipo:&lt;br /&gt;            _ Caramba, olha só, peludaço! Já posso até fazer... Como é mesmo nome daquilo? Ah! Já posso até fazer séquisso!&lt;br /&gt;            A primeira festinha de 15 anos também rende algumas lembranças toscas. Eu lembro que a minha primeira foi num casarão aqui na rua Miguel de Frias, em Niterói. Comprei até roupa de marca, Giló (com “g” mesmo). Pois é, a loja tinha nome de petisco de botequim. Fui de bermudão florido e camisa t-shirt. Veja, eu era o único de bermudão florido e camisa t-shirt. Todos estavam de esporte fino, eu era o único de desleixado fino.&lt;br /&gt;A primeira barba? Minha barba desde sempre foi cheia e dura. Pois é, aquela velha piada mesmo, cheia de falha e dura de crescer. Acho que eu já tinha uns 15 ou 16 anos. Meu pai já era falecido e eu não quis pedir conselhos a minha mãe sobre os procedimentos, já que supus (de forma acertada, diga-se de passagem) que raspar virilha e raspar a barba eram atividades não correlatas, apesar do prestobarba servir a ambas as situações. E como minha mãe não é japonesa, menos semelhança ainda com um rosto poderia se esperar, o que ratificou minha intenção de não solicitar-lhe instruções de vôo.&lt;br /&gt;            À época eu era micro-empresário, era criador de espinhas, e o negocia ia de vento-em-popa, expandindo-se do rosto para as costas em acelerada velocidade. Bom, passei o sabão da pia na cara até fazer espuma, abri um prestobarba e... Amigos, parecia uma cena de Hell Raiser, Renascido do Inferno. Pelo menos havia tanto sangue e cabeças de cravo na pia, que lembrava uma tarde de execução na França revolucionária.&lt;br /&gt;            Bem, não posso me esquecer da primeira masturbação.&lt;br /&gt;            Na escola eu ouvia a gurizada conversando:&lt;br /&gt;            _ Cara, hoje eu bati três!&lt;br /&gt;            _ Só isso? Meus pais saíram e eu bati sete!&lt;br /&gt;            _ Clap, clap, clap (todos aplaudiam).&lt;br /&gt;            E eu quieto, tentando aprender o que era punheta, como se fazia e qual era o resultado. Eu tinha uns treze anos (meu pai faleceu quando eu tinha 12, digo isso para vocês verem como uma figura masculina adulta faz falta na vida de um garoto), e apesar da minha progenitora tentar falar abertamente sobre sexo comigo, eu ainda sou da geração que falar abertamente sobre sexo com a mãe era o mesmo que se condenar ao inferno. Ainda sim ela me deixou valiosas pérolas em forma de um guia de conduta sexual para meninos. Quando eu tinha uns 4 ou 5 anos, e ela ainda lavava a minha bunda, a digníssima me dizia: _”Se tentarem botar a mão na sua bunda e não for mamãe, grita e bate no fulano”! Meu pai tomou um chute nos ovos por isso certa feita, tentando me limpar após um “Mãeeeeeeeim, já fiz”.&lt;br /&gt;            Bom, voltando a punheta.&lt;br /&gt;            Passei semanas, sim, semanas, sentado no bidê, levantando e abaixando o dito cujo 3 vezes, no máximo 7 vezes, conforme o movimento universalmente conhecido. Tipo, eu ouvia a molecada dizendo que “bati 3”, “bati 4”, e achava que deveria executar o movimento apenas na quantidade especificada (não entendeu? Assim, levantava e abaixava uma, levantava e abaixava duas, levantava e abaixava três...), ou seja, o bicho nem do estado de inércia saía. Imaginem minha decepção? Até o dia que pensei com meus dedos, os cindo da mão direita:&lt;br /&gt;            _ Que se dane! Vou ficar levantando e abaixando meu amiguinho por um tempão pra ver no que dá!&lt;br /&gt;            Qual não foi minha surpresa, quando lá pelas tantas, comecei a sentir um “negocinho” diferente, e não mais que de repente meu amiguinho, pela primeira vez, demonstrou ser capaz de executar o plano bíblico do crescei e multiplicai-vos?&lt;br /&gt;            Cara, fiquei sentado ali, olhando minha obra, todo orgulhoso. Aquele ano passei mais horas no banheiro do que em qualquer outro lugar, a tal ponto que minha mãe levou-me ao médico para ver se eu tinha verme, de tanta dor de barriga que eu tinha.&lt;br /&gt;            Bom, pois é, depois eu conto mais, quando as memórias constrangedoras vierem a tona. Abração.&lt;br /&gt;CEVDM&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-7117914038323433990?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/7117914038323433990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/01/memrias-constrangedoras-imberbes-parte.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/7117914038323433990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/7117914038323433990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/01/memrias-constrangedoras-imberbes-parte.html' title='Memórias constrangedoras imberbes, parte 1'/><author><name>Luciana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15250402904920372551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-348186667188697484</id><published>2009-01-08T10:20:00.002-02:00</published><updated>2009-01-08T10:28:46.732-02:00</updated><title type='text'>Holocausto no rabo dos outros é kosher!</title><content type='html'>Como é que pode, aquele filho da puta do Shimon Peres falar uma barbaridade daquela e não tomar um tiro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouviu não? Te conto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ser questionado sobre o número de crianças mortas nos ataques domiciliares (leia-se execução sumária) promovidos pelo seu mandato, o porco saiu-se com essa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Estão morrendo crianças palestinas, e não israelense, porque Israel cuida de suas crianças."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Honestamente, e que Allah, Clemente e Misericordioso, me perdoe, dá vontade de enfiar ESSE canalha num forno!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, não é por acaso que o Nazismo e o Sionismo são conterrâneos e coetâneos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-348186667188697484?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/348186667188697484/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/01/holocausto-no-rabo-dos-outros-kosher.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/348186667188697484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/348186667188697484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2009/01/holocausto-no-rabo-dos-outros-kosher.html' title='Holocausto no rabo dos outros é kosher!'/><author><name>Patrício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12901534372700660230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_MQ5rtZ0N4TI/SRcajatmoBI/AAAAAAAAARM/E3gnjLgy3X0/S220/Quilmes5.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-4406961926665195108</id><published>2008-12-27T14:14:00.001-02:00</published><updated>2008-12-27T15:28:35.670-02:00</updated><title type='text'>Reflexões teológicas: da Gênesis ao Apocalipse</title><content type='html'>Deus criou o mundo e lhe deu ordem.O homem inventou a matemática e entendeu essa ordem.O professor inventou a nota e deu ordem a educação.O diabo inventou o pedagogo.O pedagogo inventou o relatório e desordenou a educação.O mundo sem educação acabou.&lt;br /&gt;CEVDM&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-4406961926665195108?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/4406961926665195108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2008/12/reflexes-teolgicas-da-gnesis-ao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/4406961926665195108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/4406961926665195108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2008/12/reflexes-teolgicas-da-gnesis-ao.html' title='Reflexões teológicas: da Gênesis ao Apocalipse'/><author><name>Luciana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15250402904920372551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-5660996534602251935</id><published>2008-12-17T13:42:00.000-02:00</published><updated>2008-12-17T13:44:02.562-02:00</updated><title type='text'>Da Série: Pensamentos Mal-Humorados para Dias Chuvosos</title><content type='html'>"Paisagismo é viadagem em larga escala."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Inspirado na exposição de Burle Marx no Paço Imperial)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-5660996534602251935?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/5660996534602251935/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2008/12/da-srie-pensamentos-mal-humorados-para.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/5660996534602251935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/5660996534602251935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2008/12/da-srie-pensamentos-mal-humorados-para.html' title='Da Série: Pensamentos Mal-Humorados para Dias Chuvosos'/><author><name>Luciano</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_S2V5va07Oq0/S-3GtCj1XeI/AAAAAAAAACA/7tAfYM-Rods/S220/S4021516.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-6002791616934855362</id><published>2008-12-03T23:34:00.002-02:00</published><updated>2008-12-04T03:25:44.472-02:00</updated><title type='text'>O casamento na visão masculina</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Venho por meio desta esclarecer que mais uma vez desrespeito o combinado. Posto isso e sem mais a declarar,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O casamento na visão masculina&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Basicamente o casamento, para o homem, se resume a três ações básicas que determinam seu sucesso ou seu fracasso, a saber:&lt;br /&gt;1. Saber ouvir.&lt;br /&gt;2. Saber calar.&lt;br /&gt;3. Discernir o momento em que se deve ouvir do momento que se deve calar (acredite, existe diferença sim, e alguns já nascem com esse dom de notá-la, que reputo divino, outros, como eu, buscam-no ao longo da vida matrimonial).&lt;br /&gt;O diálogo numa relação homem-mulher (em que existe interesse sexual e afetivo) é uma ficção inventada pelas mulheres das cavernas logo após o primeiro grunido, e perpetuado sua pseudo-existência até os dias de hoje. Platão já tinha sacado isso, se não me engano em O Banquete, uma ode a viadagem da antiguidade.&lt;br /&gt;Mesmo numa conversa coloquial, em que não estamos discutindo a relação – o pior pesadelo masculino – não temos a menor sombra de diálogo. Quer um exemplo? Vamos lá:&lt;br /&gt;_ Viu isso mô, a situação tá feia lá no sul né? A chuva arrasou com tudo por lá.&lt;br /&gt;_ É mesmo né ursão? Sabe o que isso me lembra, que você não pregou as prateleiras que eu te pedi!&lt;br /&gt;_Heim?! Prateleira? Que que isso tem haver com a chuva no sul?&lt;br /&gt;_ Pois é né peludão, há uma semana você disse que ia colocar e só fica aí coçando na frente da tv!&lt;br /&gt;_ Tudo bem querida, eu admito, mas o que isso tem haver com a tragédia em Blumenau?&lt;br /&gt;_ Admitiu né? Claro! Fala, promete e não cumpre!&lt;br /&gt;_ Mas...&lt;br /&gt;_ Olha, vamos parar de papo-furado que eu tenho um tanque de roupa pra lavar. Você vai ficar aí coçando que eu sei né?! Prateleira nem pensar?!&lt;br /&gt;Isso é só um entre milhares de exemplos. Quer outro? Então vamos lá de novo.&lt;br /&gt;_ Querido, minha mãe vem ficar uma semana aqui conosco, vai operar as hemorróidas. Ela vai dormir comigo lá na nossa cama tá? Ela disse que não pode ficar no sofá por causa da coluna. A sim, pediu pra você comprar os absorventes dela, o mioma dela tá fazendo o fluxo aumentar, e aí já viu né? Diz ela que manchou o carpete todo, coisa de louco. A, olha só, os absorventes são uns importados tá? Extra-large. Cê sabe né querido? Quatro filhos não há perereca que resista. Tá tudo bem pra você né ursão? (Tudo isso dito em menos de 8 segundos).&lt;br /&gt;_ (...)&lt;br /&gt;_ Sabia que você ia concordar mozão! Mamãe ficou achando que você ia achar ruim né, já que você acabou de chegar da plataforma. Ela achou que depois de um mês só vendo homem lá né, rsrsrsrsrs, ela achou que você ia tá nos cascos, que a coisa ia pegar fogo aqui em casa. Mas eu disse que entre sexo e a saúde dela não havia o que pensar né ursão? (Tudo isso dito em menos de 5,25 segundos).&lt;br /&gt;_ (...)&lt;br /&gt;Veja que o marido em questão é um sábio, um poeta do silêncio, e é claro, o maior de todos os punheteiros. Mas, já dizia o grande pensador Onanias Mão Peluda: “Antes uma boa punheta que uma sogra enfurecida”. E tenho dito desde então.&lt;br /&gt;A natureza, ao contrário dos teóricos da perfeição, é tão imperfeita como os seres humanos que ela criou. Deu-nos as mulheres, mas dotou-lhes de atributos que geram incompatibilidade com o sexo oposto. Incompatibilidade esta que é resolvida, no mais das vezes, pela necessidade preemente de sexo por parte do homem, e de um ouvido aberto e uma boca fechada por parte da mulher. Um completa o outro. Claro que nem sempre isso ocorre. Num casamento isso se evidencia em função do contato cotidiano.&lt;br /&gt;_ Mozão, vem cá vem!&lt;br /&gt;_ Tô com dor de cabeça peludão! Além do mais, parece que é só pra isso que eu sirvo né? Sexo! Na hora de você me ouvir, conhecer minhas necessidades, minhas frustrações, você foge e vai pro futebol! E quando fica finge que esta me ouvindo! No máximo faz hum-hum! Não é isso? Estou mentido? Não é isso mesmo?&lt;br /&gt;_ Hum-hum.&lt;br /&gt;Minhas amigas leitoras devem estar achando que eu sou um puta machista! Não é verdade, eu sou apenas homem, e heterossexual (apesar de versões alternativas contadas pelos meu amigos), o que me leva a ter um ângulo diferente da abordagem das situações.&lt;br /&gt;Em janeiro próximo eu e minha amantíssima esposa fazemos 10 anos de casamento (ao todo são 14 ou 15 anos nos aturando). Nossas maiores brigas ocorreram quando um espírito maligno se apossou do meu corpo e da minha mente e resolveu discordar dela. Puta-que-pariu, bastava o silêncio e ao final um simples: “_ Sabe que você tem razão!”.&lt;br /&gt;Apesar de já ter sacado o mistério do sucesso de um casamento: cala-se, escute, lave a louça e deixe os filhos na sogra quando quiser sexo, eu ainda tenho muito que me aperfeiçoar dentro do matrimônio.&lt;br /&gt;Bom, sem mais no momento,&lt;br /&gt;CEVDM&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-6002791616934855362?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/6002791616934855362/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2008/12/o-casamento-na-viso-masculina.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/6002791616934855362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/6002791616934855362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2008/12/o-casamento-na-viso-masculina.html' title='O casamento na visão masculina'/><author><name>Luciana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15250402904920372551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-1346907827519027622</id><published>2008-11-29T21:00:00.005-02:00</published><updated>2008-11-29T21:33:02.511-02:00</updated><title type='text'>99 motivos para abandonar o magistério ou nem mesmo começar nele</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Bom cambada, a partir deste texto estarei inaugurando a série, &lt;em&gt;99 motivos para abandonar o magistério ou nem mesmo começar nele&lt;/em&gt;. Fruto de reflexões de cerca de 13 anos ministrando esporros e ocasionalmente aulas, tais motivos espelham por um lado meu anseio de livrar futuras gerações da aberração que se tornou a arte marcial de lecionar, e por outro meu desejo incontido de mandar todos da educação a puta-que-pariu. Perguntariam meus estimados e desconhecidos leitores: ora, já que você tem tantos motivos, por que não abandonou de uma vez? Explico-me, em ordem numérica e decrescente de importância:&lt;br /&gt;1. Tenho três filhos;&lt;br /&gt;2. Dívidas intermináveis;&lt;br /&gt;3. Mãe para sustentar;&lt;br /&gt;4. Vícios caros (charutos e cachimbo);&lt;br /&gt;5. A vã esperança de que um dia a educação vá melhorar.&lt;br /&gt;Espero ter esclarecido as possíveis dúvidas em relação a minha teimosa permanência como regente de classe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Motivo de número 1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, gostaria de esclarecer que o motivo em questão é o número um somente pelo fato dele ser o primeiro que eu exponho aqui para vocês, e não pelo fato dele ser o número um em termos de importância em relação aos demais. Na verdade vocês podem abandonar, ou nem mesmo começar, a prática desumana do magistério por qualquer um dos motivos que irei expor, por uma associação destes, ou mesmo por todos e mais alguns (aliás, é por isso mesmo que são 99, de repente vocês pensam no centésimo).Dito isso...&lt;br /&gt;Motivo de número 1: Você não pode espancar seus alunos! Nem mesmo um pouquinho.&lt;br /&gt;Contrariando nossos instintos, aqueles mesmos que nos fizeram a espécie soberana (bom, não sei se soberana ou soberba, enfim, ambos levam ao mesmo buraco) da porra deste planetinha em vias de extinção, não podemos, sob nenhuma circunstância, bater nos nossos alunos. E olha que eles merecem. Vamos analisar alguns casos:&lt;br /&gt;Caso de número um:&lt;br /&gt;Aluno x é por nós interpelado. _ Fulano, por que você se atrasou?&lt;br /&gt;_ Fessô (contração fonética característico da espécie Alumno Neanderthalensis decorrente de sua limitada capacidade intelectual – alguns autores preferem a teoria de que cada um tem um tempo próprio de aprendizagem, e que esta espécie teria mais chance de desenvolver suas capacidades cognitivas dentro do sistema de ciclos, hipótese que eu corroboro, já que acredito que no próximo ciclo geológico do planeta – qualquer-coisa-com-lítico no final, daqui a um milhão, milhão e meio de anos no máximo, essa espécie terá aprendido a falar sem babar), é nois! Deu preu chegar não,valeu. Acordei tardão.&lt;br /&gt;_ Eu acordei cedo, você não pode fazer o mesmo? Redargüimos.&lt;br /&gt;_ Pô, você (o pronome de tratamento senhor, ou senhora, foi abolido extra-oficialmente a mais de 20 anos por esta espécie) já é coroa, deve di durmi cedo!&lt;br /&gt;Veja, o sangue ferve, o rosto ruboriza, a mão lateja, o suor escorre de nosso rosto, mas não podemos, por força de lei, bater nem um bocadinho no aluno x.&lt;br /&gt;Caso de número dois:&lt;br /&gt;_ Fulano, caramba! Já mandei você sentar e calar a boca mais de mil vezes. Você é surdo?&lt;br /&gt;_ Não, mas bem que você podia ser mudo né fessó?&lt;br /&gt;Nesse momento nós já demos até um passo a frente, o aluno chegou a pingar na cueca ou na calcinha, mas não podemos, repito, não podemos bater nele nem um pouquinho.&lt;br /&gt;Observem que isso nos leva a uma situação de estresse, o qual não pode ser aliviado pelo mecanismo ancestral descrito por Darwin em suas analises como:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Pleased to meet you hope you guessed my name, oh yeah.&lt;br /&gt;But what's confusing you is just the nature of my game&lt;br /&gt;(woo woo, who who). Just as every cop is a criminal and all the sinners saints as heads is tails.&lt;br /&gt;Just call me Lucifer 'cause I'm in need of some restraint&lt;br /&gt;(who who, who who).&lt;br /&gt;So if you meet me.&lt;br /&gt;Have some courtesy have some sympathy, and some taste&lt;br /&gt;(woo woo).&lt;br /&gt;Use all your well-learned politesse or I'll lay your soul to waste, um yeah&lt;br /&gt;(woo woo, woo woo)”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Em linhas gerais, quer dizer mais ou menos o seguinte. Não podemos liberar o simpático capiroto que existe dentro de nós para estrangular aqueles que colocam em risco nossa sobrevivência mental. Devemos nos colocar na postura do educador compreensivo, que entende as condições de vida do aluno, que sabe que por ele não ter família – ou mesmo tendo, ou por ter uma família desestruturada, ele pode e deve nos desrespeitar, xingar, cuspir e mesmo bater, que esta tudo certo.&lt;br /&gt;Vejam, se isso não é motivo para largar o magistério, ou para nem mesmo iniciar nele...&lt;br /&gt;Simpathy for the devil, yeah!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CEVDM&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Tinha dito ao senhor reverendíssimo editor Patrício que iria esperar meus colegas de blog postarem algo, mas não resisti. Mas agora esperarei meus camaradas postarem para continuar a pendurar os meus textos aqui. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-1346907827519027622?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/1346907827519027622/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2008/11/99-motivos-para-abandonar-o-magistrio.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/1346907827519027622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/1346907827519027622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2008/11/99-motivos-para-abandonar-o-magistrio.html' title='99 motivos para abandonar o magistério ou nem mesmo começar nele'/><author><name>Luciana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15250402904920372551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-7232919887670071170</id><published>2008-11-22T12:03:00.000-02:00</published><updated>2008-11-22T12:09:44.816-02:00</updated><title type='text'>Impressões</title><content type='html'>Fui comprar a insulina da minha sogra ontem, quarta-feira (12.11). O lugar mais barato é uma farmácia aqui em São Francisco. Para referência geográfica mais precisa eu estou, parafraseando o Patrício, naquela cidade lááááááááá depois da ponte, no fim do arco-íris – sem pote de ouro, diga-se de passagem. Fui à noite, depois que peguei minhas filhas na escola, lá pela 19:00 h. Entrei e saí da farmácia mais veloz que uma bala, mais rápido que uma locomotiva, já com prévia intenção – surgida no momento que estacionei meu quatro rodas no calçadão – de dar uma caminhada pelas areias da praia, que a noite não parece tão poluída.&lt;br /&gt;            Alguns poucos momentos de solidão na vida de um pai coruja de três filhos, esposo amantíssimo de uma bela mulher (por incrível que possa parecer), filho dileto de uma mãe porra louca, genro dedicado de uma sogra (sem adjetivos, vai que minha esposa lê essa merda), irmão de saco-cheio de uma irmã sem rumo, cunhado e co-cunhado tolerante de uma monte de gente que até me esqueço os nomes, professor/serial-killer esforçado de um monte de .... alunos, enfim, é assim que a lei os chama. Enfim, alguns poucos momentos... de paz.&lt;br /&gt;            Para mim a praia tem um efeito terapêutico, que me acalma, me induz a reflexão, solta inclusive meu intestino.&lt;br /&gt;            Iniciei minha caminhada. O trecho que percorri é bastante curto. A praia tinha meia dúzia de quase ninguém, crianças jogando bola, pessoas como eu caminhando, alias eu não caminhava, eu flanava, alguns corredores, dois maconheiros – lembrei do cachimbo no carro, mas fumar com vento é foda – e uns pássaros que acho que eram gaivotas (acho, já que não sou ornitólogo não tenho a obrigação de saber, podiam muito bem ser urubus com vitiligo).&lt;br /&gt;            Comecei a entabular uma animada conversa com meus amiguinhos alados – não, eu não parei para conversar com os maconheiros, antes que se indaguem a este respeito –, fato que detonou um conjunto meio desconexo de pensamentos que hoje tento sistematizar para vocês. Claro, não tem o mesmo efeito depois que se racionaliza a respeito, mas meio que me senti na obrigação de tentar.&lt;br /&gt;            Vou abrir aspas, só para dar um toque literário, tipo flash back. E farei comentários, tipo narração, entre parênteses.&lt;br /&gt;            “_ Olá amiguinhos, como vão? Nossa! Se não queriam conversar bastava dizer, não precisavam virar as asas e partir assim (eram três urubus com vitiligo, sobrou apenas um, impávido, mirando a churrascaria Porcão do outro lado da rua, imaginando talvez por qual má sorte ele estava ali tendo que comer resto de peixe podre, enquanto algum grã-fino saboreava uma deliciosa picanha! Bom, era eu que pensava isso – apesar de não estar saboreando entranhas de tainha - mas acho que a pobre ave desnutrida também).&lt;br /&gt;_ Então meu gracioso amiguinho, você que demonstrou mais coragem que seus confrades, e continua aqui a meu lado, o que tem a me contar de novo? Ei!&lt;br /&gt;_ Poxa, se hoje o horóscopo estivesse dizendo que a grande oportunidade da minha vida dependeria da minha conversa, eu estava fudido! (E lá se foi o urubu em pele de gaivota)&lt;br /&gt;            O mundo hoje é um grande quadro impressionista (aqui começa a parte poética da porra deste texto, bom pelo menos eu acho, a maioria de vocês caros leitores, vai continuar achando que eu dei um tapa na maconha supracitada).&lt;br /&gt;            O mundo hoje é um grande quadro impressionista. Um objeto, uma situação, uma emoção, são apenas lampejos do que realmente representam, tudo não passa de um imenso borrão de luzes e sombras que inferem aquilo que representam.&lt;br /&gt;            Carros, ônibus, motos... Luzes fulgazes, riscos no asfalto... Quem esta dentro, o que sentem, o que pensam, quem os pariu? Jovens jogam bola, um deles corre até a água, o short caindo cintura abaixo, atira-se no mar, cabelos revoltos, parece ter uma mecha, seu corpo atarracado, braços longos, parece um ogro. Duas mulheres (mãe e filha, irmãs, amigas ou amantes, só impressões) já deram duas voltas nas areias de São Francisco.&lt;br /&gt;            Acho que um homem passou por mim arrastando uma bicicleta, somente minha visão periférica detecta um único corpo de carne e guidão. Impressões.&lt;br /&gt;            Dois maconheiros (não sei se professores, engenheiros ou vagabundos, só sei que são o que fazem) sentados, um enrola a erva na seda. Na volta não os vejo mais. Fumaram tão rápido? Passei mais tempo do que imaginei no meu animado bate-papo com meus amigos pássaros? Os maconheiros não existiam? Foram somente a impressão de maconheiros?&lt;br /&gt;            Resolvo sentar-me e apreciar a vista. Ao fundo um risco sombreado lembra uma montanha, acho que é uma montanha, no topo do matizado mais escuro com o menos escuro, a fronteira do céu com a impressão da terra, um dragão, um cágado, arrasta-se pesadamente, esfumaçado, esticando seu pescoço, descendo o monte, anunciando chuva. Impressões.&lt;br /&gt;            Sinto que é hora de partir, intuo, tenho a impressão... Toca o celular, minha mulher... _ Vem me pegar, acabou a reunião. Tenho a alma leve, no carro escuto MEC FM, concerto para flauta e arpa, lindo!”&lt;br /&gt;            Volto para casa, a cada metro vencido, a harmonia impressionista se desfaz, volto ao meu mundo, um mundo de um realismo irritante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CEVDM&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-7232919887670071170?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/7232919887670071170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2008/11/impresses.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/7232919887670071170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/7232919887670071170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2008/11/impresses.html' title='Impressões'/><author><name>Luciana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15250402904920372551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-7771607535777327873</id><published>2008-11-14T18:07:00.004-02:00</published><updated>2008-11-17T01:09:17.794-02:00</updated><title type='text'>O primeirão</title><content type='html'>Saravá, mi zé fio. Estamos na área. Para dispensar apresentações sou o prodígio que se casou antes dos demais (também já ganhei televisão e cesta de chocolate em rifa – questão de sorte) e tenho o nome inescrevivel (da série, neologismos que acabam com o vernáculo) de acordo com nosso editor, o excelentíssimo, reverendíssimo, senhor do todos os bloggs, Patrício. Fui agraciado com seu convite para escrever no renomado blogg Mangangavamarela, já traduzido - soube lendo a International Blogg of Bad Mother Fuck - em mais de 2 línguas, a saber, português de Portugal e português de Goa. Tal fato muito me honrou, até porque serei regiamente remunerado com um “Não fez mais do que a obrigação, porra!”, do nosso estimado Iêmen-descendente. Assinarei como CEVDM, porque convenhamos, a porra do meu nome é grande para c...de elefante nenhum botar defeito. Assim sendo, passo a minha primeira e humilde contribuição, escrita no original para um Chá Literário realizado em uma das escolas onde tento lecionar, intitulado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida de professor, ou, a gente se fode mais se diverte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou escrevendo esse texto as 1:30 da manhã (cerca de uma semana ou duas atrás). Não foi falta de inspiração nem de tempo. Na realidade tive que fazer uma visitinha ao centrocardio, mas esta tudo bem, tanto que enquanto escrevo bebo meu vinho do Porto e fumo meu cachimbo.&lt;br /&gt;Quando sentei em frente a telinha já sabia sobre o que versar. Imaginei as diferentes situações e pessoas em que nós professores somos atirados e nos relacionamos em nosso cotidiano e tentei enxergar o lado lúdico existente nelas.&lt;br /&gt;Por exemplo, quando estamos naqueles dias de azeite, em que nada pode conosco, o pobre aluno nos vem com aquele sorriso cínico nos lábios e de pronto já o interpelamos:&lt;br /&gt;_ Tá mostrando os dentes pra mim porque? Tá me achando com cara de veterinário?&lt;br /&gt;Pois é, tomou sem saber.&lt;br /&gt;E as amadas pedagogas, estas então, fazem parte do folclore escolar, junto da mula sem cabeça (esta imagem acho inclusive que resume a profissão, mula sem cabeça é genial) e do curupira (com os pés virados para trás, acha que vai para frente, mas só caminha na contramão). Preconizam 8 entre 7 episódios que marcam a vida do professor.&lt;br /&gt;_ Professor desculpe lhe interromper enquanto o senhor coça seu saco entre uma aula e outra, que lhe deixei de sacanagem de janela, mas é que os alunos estão reclamando que o senhor sempre chega atrasado no primeiro tempo de aula. O senhor pode explicar o que esta acontecendo.&lt;br /&gt;_ Claro pedagoga, claro que posso explicar, e vou explicar de uma forma que até a senhora possa entender. É o seguinte, minha esposa adorar fazer sexo de manhã, quando eu já me encontro vestido e tomado de desejo para ministrar minhas aulas, a digníssima já esta nua entrelaçada em mim, aí sabe como é né? Chego atrasado. Adorei essa desculpa.&lt;br /&gt;As diretoras, ou diretores, são um caso a parte. Tenho uma teoria que elas, ou eles, são mutantes. São Homo Director, o próximo passo na evolução do homem, criaturas dotadas de poderes fantásticos, a maioria bizarros, tipo: saco de adamantuin, para aturar tudo quanto é tipo de reclamação. Poder de teleporte, assim, quando alguém pergunta cadê o diretor ele puff, já apareceu do teu lado, com cheiro de enxofre e tudo. Rajadas óticas de constrangimento, quando tu chega atrasado ou foge da reunião e dá de cara com o cabra te olhando de um jeito que você se sente o pior dos vermes. Transmorfo, quando ele transforma merendeira em auxiliar de secretaria num piscar de olhos. Muito foda, Homo Director, nem Darwim pensou nessa porra.&lt;br /&gt;Tem uma situação que sempre nos encontramos e que a maioria de nós ou odeia ou detesta. As famosas dinâmicas, que alias não sei porque tem esse nome, dinâmica pressupõem movimento, e essas porras são sempre a mesma coisa, ou seja, não se movem. Tipo, vamos cantar juntos uma música que nós trás alguma mensagem de união...e no final vamos nos abraçar. Cara analisa. Tipo, 7 da manhã e tu cantando num coro de desafinados: O amor é lindo, tão lindo...e você lá lembrando da prestação do banco em atraso, sabendo que o único amor que tu vai ter é do serasa, que vai te fuder. Aí no final, em que todo mundo já se constrangeu e disse ter aprendido alguma coisa (tipo, aprendi que devo sempre me atrasar quando tiver dinâmica), você tem que virar pro lado e abraçar a figura que ta ali, e tipo, não é nenhuma professora gostosona de educação física atochada num maio de ginástica, mas o catinguento do professor de matemática mais idoso da porra da escola que ainda faz conta com ábaco.&lt;br /&gt;Bom, restam ainda as reciclagens ou capacitações. Tipo, não bastou o governo nos chamar de lixo, ele também nos chamou de incapazes. Cara em 90% dessas porras o esquema é o seguinte, vem um cara que sabe muito menos do que você falar sobre generalidades que não te acrescentam nada. Tipo, reciclagem sobre o aquecimento global. Público alvo: professores de ciências, a maioria pós-graduados. Ministrante: secretário de meio ambiente, formado em propaganda e marketing nas Faculdades Unidas do Cú do Judas. Começa a palestra assim, vocês sabiam que o aquecimento global é provocado pelo efeito estufa? Não, todos aqueles professores de ciências pós-graduados achavam sinceramente que a culpa era da flatulência soteropolitana provocada por abará e acarajé apimentados.&lt;br /&gt;Bom, é isso né, vida de professor é essa comédia mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-7771607535777327873?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/7771607535777327873/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2008/11/o-primeiro.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/7771607535777327873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/7771607535777327873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2008/11/o-primeiro.html' title='O primeirão'/><author><name>Luciana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15250402904920372551</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-1028873449494846130</id><published>2008-11-06T10:23:00.004-02:00</published><updated>2008-11-06T11:00:17.615-02:00</updated><title type='text'>Respeitável público: com vocês, o maior espetáculo da Terra!</title><content type='html'>Seguinte negrada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de dois anos, o sensacional Mangangavamarela, desatualizado quase que diariamente, abre seus braços e acolhe três contribuintes: os Ilmsº Srs. Luciano Mesquita, Fábio Medeiros e Carlos Eduardo Von não-sei-que-lá (quer dizer, saber até sei, só não sei escrever aquele nome alemão, que, aliás, eu defendo ser uma língua ágrafa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como todo mundo sabe, e se não sabe é um animal de tração, no quartel, antiguidade é posto. Isto posto, passo agora às traças, digo a traçar o perfil destes ilustres cavalheiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira informação relevante sobre nós quatro é que somos crias de uma certa universidade, láááááááááááááááááááááááá´de Nietzsche é herói, onde, pela fortuna de termos passado no vestibular para história, nos conhecemos. Aí vão os perfis:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luciano Mesquita, também chamado nas páginas policiais de Luck Luciano, o facínora da Amaral Peixoto, é guitarrista, chegado num hardcore e numa pinga com limão. Foi morador do Méier até meados da década de 90, quando desertou pra aquela terra de índio, onde a Ponte termina. É um sujeito pacato, tranqüilo, profundo conhecedor das obras do filósofo cearense Didi Mocó Sonrisep Calesterol Novalgino Mufumo. Foi, durante algum tempo, figurante dos filmes do Jackie Chan. Abandonou sua carreira cinematográfica após uma pausa nas filmagens do inédito e inacabado “Confusões na Pastelaria”, onde o célebre ator teria lhe perguntado se “jacalé no seco anda” e ele teria respondido, antes de dar um cachação no oriental “no seu atola, seu chinês féla da puta!” Nunca mais se falaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Eduardo Von aquela-palavra-que-eu-não-escrever é um gentleman. Apreciador da boa mesa, de boas bebidas, charutos e cachimbos. Gosta de esportes aristocráticos como o Golf de praia, Cricket de salão, Boxe individual e Porrinha. Espantosamente, foi o primeiro da turma a contrair núpcias. Mais espantosamente ainda, casou-se com uma mulher. Ainda mais espantoso: uma mulher bonita! É pai de três lindas crianças, duas lindas meninas e um robusto menino, que com a graça de Deus não se parecerão em nada com o pai. Atualmente, por motivos filosóficos, labuta como professor naquela terra lá do outro lado da Ponte. Justifica-se citando Stallone em Cobra: eles são a doença, eu sou a cura, diz Dudu, engatilhando sua escopeta de cano serrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carinhosamente chamado pelos amigos de Psiu, vem cá, Cadê o meu dinheiro, Ô babaca e Mané, Fábio Medeiros é um influente intelectual da escola Niilista-Materialista de Bratislava, seguindo à risca os preceitos dessa escola, à saber e pela a ordem: Foda-se o avião, que eu não sou o piloto; Negue até a morte; balançou capim, Pau na Preá e Urubu quando tá de má sorte, o de baixo caga no de cima. Sua cultura é impressionante. Capaz de discorrer durante horas obre assuntos que vão desde doces típicos de Cosme e Damião ao papel do Recruta Zero na mentalidade militarista norte americana. É analfabeto em mais de 40 línguas, vivas, mortas e que ele mesmo inventou, dentre as quais, suahíli, quimbundo, azerbaijano e basco. Sua obra prima, o ensaio “Ele tá de olho é na botique dela-uma síntese do feminismo brasileiro” é apontado pela crítica especializada como a mais importante obra sobre maiêutica existencialista do século vinte, mesmo não fazendo a mais puta idéia do que seja maiêutica. Aliás, eu também não faço. Ninguém sabe que porra é essa. Atualmente, é ASPONE na reitoria de uma universidade láááááááááááááááááááá´ na terra de Araribóia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que o nosso Mangangava tem novos autores, é pau no burro, salve-se quem puder, e Deus nos acuda, porque bacalhau não é bolinho não!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-1028873449494846130?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/1028873449494846130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2008/11/respeitvel-pblico-com-vocs-o-maior.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/1028873449494846130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/1028873449494846130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2008/11/respeitvel-pblico-com-vocs-o-maior.html' title='Respeitável público: com vocês, o maior espetáculo da Terra!'/><author><name>Patrício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12901534372700660230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_MQ5rtZ0N4TI/SRcajatmoBI/AAAAAAAAARM/E3gnjLgy3X0/S220/Quilmes5.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-991814694483373672</id><published>2008-08-26T10:39:00.004-03:00</published><updated>2008-08-26T18:50:09.086-03:00</updated><title type='text'>NON REDIBIS, ou, em bom português, não hás de voltar...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Dentro da ciência da fenomenologia ela seria classificada na categoria “aparição”.Sabe aquelas pessoas que há coisa de quinze anos atrás eram muito próximas, faziam parte do mesmo grupo de amigos, sem necessariamente ser “irmão camarada”, e que a vida, sem nenhum ônus, afasta de nossa convivência e a gente nunca mais vê? Pois é, a figura tá nessa aí.&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;Estava eu desfrutando da companhia da minha amantíssima esposa, tendo bebido cada um dois chopes excepcionalmente bem tirados e gelados como alma de madrasta de novela, quando apareceu a figura. Como toda aparição, apareceu do nada, desceu do poste, ou pulou do meio-fio, sei lá. Só sei que quando vi, tava ela ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“OOOOOOOOOIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII!!!!!!!!!!!!!!!!!!! NÃO ACREDITO! RICARDO! QUANTO TEMPO! TUDO BEM? COMO É QUE VOCÊ TÁ?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Â...oi.!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“NOSSA! QUE COINCIDÊNCIA ENCONTAR VOCÊ AQUI! EU TAVA INDO PRA CASA, PASSEI AQUI, MAS NÃO VI NINGUÉM, AÍ EU PENSEI: AQUELE É O RICARDO! QUANTO TEMPO QUE NÃO TE VEJO!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É...muito tempo (cuméquié mesmo o nome dessa mulher, cacete?) Tudo bom?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“TUDO ÓTIMO! SABE QUE EU NÃO TOU MORANDO MAIS NA ***NÃO, NÉ?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É! AGORA TOU MORANDO NA ***, LÁ PERTO DO ***. MAS PRA MIM É ÓTIMO, QUE EU TOU TRABALHANDO NA *** DO ***, AÍ É PERTINHO, VOU À PÉ. É BOM PRA FAZER EXERCÍCIO, NÉ?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cá comigo: e precisa mesmo. Ataque rápido: se não se lembra do nome de alguém, apresente sua companhia àquela criatura, dizendo só o nome da primeira. Não é sempre que dá certo, mas não custa tentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Essa aqui é Ana Paula, minha mulher.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“VOCÊ CASOU?!?!?!? NOSSA!!! NÃO ACREDITO! LOGO VOCÊ? SABIA QUE EU NUNCA PENSEI QUE VOCÊ FOSSE DO TIPO QUE CASA! MAS CASOU MESMO, NA IGREJA, TUDO CERTINHO? LEMBRA DE UM ANIVERSÁRIO MEU QUE A GENTE TAVA FALANDO DE CASAMENTO, FILHO E ESSAS COISAS? EU ME LEMBRO DE VOCÊ FALANDO QUE NÃO IA CASAR. JÁ TEM FILHO?.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deu certo. Ela não disse o nome. Lembrar de um aniversário seu? Porra! Não me lembro nem do seu nome!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mulher, que a esta altura do campeonato já me olhava com aquela cara de ‘quem é essa histérica?’ respondeu, e malandramente, descobriu o nome da aparição e deu o primeiro corte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não, não temos. Desculpa, mas qual é seu nome mesmo? Ricardo falou, mas eu não prestei atenção...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É ***, MAS TODO MUNDO ME CHAMA DE ***! SABE QUE EU CONHEÇO O RICARDO HÁ UM TEMPÃO? TEM MAIS DE DEZ ANOS! A GENTE TÁ FICANDO VELHO! EU ME LEMBRO QUE...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nisso, o Delfin Netto, o melhor garçom, do melhor bar do Méier, dá uma conferida e pergunta: "mais dois aí, chefia?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nisso, depois de nos entreolharmos, lendo nos olhos de cada um a pergunta ‘vamos pedir a conta?’ a aparição se pronuncia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“AI! EU QUERO! VOU TOMAR UM CHOPE COM VOCÊS!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É. Perdi. Mas vou tacar pedra!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Delfin, traz três, duas tulipas, uma caldereta e um conhaque pra mim, que eu já tou precisando...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Qual conhaque?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O mais ordinário que tiver aí. É pra maltratar mesmo, que eu mereço!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de consultar os olhos da Ana, resignadamente, fizemos o convite:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Senta aí!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“NÃO, OBRIGADA, MAS NÃO QUERO SENTAR NÃO, SÓ VOU TOMAR ESSE CHOPE E VOU EMBORA, QUE EU TAVA NO TRABALHO E AÍ PATATI-PATATÁ, TERERÉ, PÃO DURO, ROSCA FRITA, CHÁ GELADO, ÁGUA DE MORINGA, PATY DO ALFERES, DEZ DIAS SEM JUROS NO CHEQUE ESPECIAL E MIL E UMA UTILIDADDES, PELOS PODERES DE GREYSKULL, MUTTLEY FAÇA ALGUMA COISA, MEDALHA, MEDALHA, MEDALHA, MEDALHA, MEDALHA, E FOI ISSO. É DEMAIS, VOCÊ NÃO ACHAM?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“AGORA IMAGINA SE PARA O ALTO E AVANTE, AO VENCEDOR AS BATATAS, VAI DESCENDO NA BOQUINHA DA GARRAFA, AI MEU URSINHO BLAU-BLAU DE BRINQUEDO, VOU CONTAR PRA VOCÊ UM SEGREDO, QUEM MATOU ODETE ROITMAN? EM BRASÍLIA, DEZENOVE HORAS, A SOMA DOS QUADRADOS DOS CATETOS É IGUAL AO QUADRADO DA HIPOTENUSA, SALVE LINDO PENDÃO DA ESPERANÇA, SALVE SÍMBOLO AUGUSTO DA PAZ. TUA NOBRE PRESENÇA É A LEMBRANÇA DA GRANDEZA QUE A PÁTRIA NOS TRAZ. RECEBE O AFETO QUE SE ENCERRA EM NOSSO PEITO VARONIL. QUERIDO SÍMBOLO DA TERRA, DA AMADA TERRA DO BRASIL!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de responder o ‘Ã-râ’ padrão eu, para nosso desespero (meu e de Ana Paula) reparei que a manifestação ectoplasmática bebia devagar. Nós já tínhamos terminado nossos chopes, meu conhaque, já estávamos na metade do terceiro e a criatura mal tinha tocado no dela. Tava lá, em pé, como a tulipa cheinha na mão, mas cheinha mesmo, na régua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ã-râ...Delfin, mais dois e um conhaque!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“NOSSA! VOCÊ GOSTA DE CONHAQUE? EU NÃO AGUENTO BEBER ISSO. UMA VEZ EU MESTRE, ZANGADO, DUNGA ATCHIM, FELIZ, DENGOSO E SONECA, OS CINCO SÓLIDOS PLATÔNICOS REGULARES SÃO O TETRAEDO, O CUBO, O OCTAEDRO, O DODECAREDO E O ICOSAEDRO, NESTES PAÍSES O VOTO É COMPULSÓRIO: ARGENTINA, AUSTRÁLIA, ÁUSTRIA, BOLÍVIA, BRASIL, CHILE, CINGAPURA, CONGO, COSTA RICA, CHIPRE, EQUADOR, EGITO, EL SALVADOR, FIJI, FILIPINAS, GRÉCIA, HONDURAS, LÍBANO, LÍBIA, LIECHTENSTEIN, LUXEMBURGO, MADAGASCAR, MÉXICO, NAURU, PANAMÁ, PARAGUAI, REPÚBLICA DOMINICANA, TAILÂNDIA, TURQUIA, URUGUAI E VENEZUELA!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É...Quer mais um, Ana? Delfin! Mais um e um conhaque!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E AQUELA VEZ QUE A GRANDE PIRÂMIDE DE GIZÉ, OS JARDINS SUSPENSOS DA BABILÔNIA, A ESTÁTUA DE ZEUS EM OLÍMPIA, O TEMPLO DE ÁRTEMIS EM ÉFESO, O MAUSOLÉU DE HALICARNASSO, O COLOSSO DE RODES E O FAROL DE ALEXANDRIA, O TEMPO DE GESTAÇÃO DE UMA ANTA É DE 370 DIAS, DE UM GAMBÁ É SÓ 60, NÃO TERÁS OUTROS DEUSES ALÉM DE MIM, NÃO FARÁS PARA TI IMAGEM ESCULPIDA DE NADA, NÃO PRONUNCIARÁS EM VÃO O NOME DO SENHOR, GUARDARÁS O DIA DE SÁBADO PARA SANTIFICÁ-LO, HONRARÁS TEU PAI E TUA MÃE, NÃO MATARÁS, NÃO COMETERÁS ADULTÉRIO, NÃO ROUBARÁS, NÃO APRESENTARÁS FALSO TESTEMUNHO CONTRA TEU PRÓXIMO, NÃO COBIÇARÁS A CASA DO TEU PRÓXIMO NEM NADA QUE A ELE PERTENÇA!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ã-râ. Delfin! Mais dois!” E ela ainda no primeiro terço do primeiro chope...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“NOSSA, LÁ É LINDO! VOCÊS TÊM QUE IR, VÃO ADORAR! TEM UM BARZINHO LÁ QUE OS GRAUS DA MAÇONARIA SÃO, HIERARQUICAMENTE, APRENDIZ, COMPANHEIRO, MESTRE, MESTRE SECRETO, MESTRE PERFEITO, SECRETÁRIO ÍNTIMO, PREBOSTE E JUIZ, INTENDENTE DOS EDIFÍCIOS, MESTRE ELEITO DOS NOVE, MESTRE ELEITO DOS QUINZE, SUBLIME CAVALEIRO, CAVALEIRO ELEITO DOS DOZE, GRÃO-MESTRE ARQUITETO, CAVALEIRO REAL ARCO, PERFEITO E SUBLIME MAÇOM, CAVALEIRO DO ORIENTE, PRÍNCIPE DE JERUSALÉM, CAVALEIRO DO ORIENTE E DO OCIDENTE, CAVALEIRO ROSA-CRUZ, GRANDE PONTÍFICE, MESTRE AD VITAM, CAVALEIRO PRUSSIANO, NOAQUITA, CAVALEIRO DO REAL MACHADO, PRÍNCIPE DO LÍBANO, CHEFE DO TABERNÁCULO, PRÍNCIPE DO TABERNÁCULO, CAVALEIRO DA SERPENTE DE BRONZE, PRÍNCIPE DA MERCÊ, ESCOCÊS TRINITÁRIO, GRANDE COMENDADOR DO TEMPLO, CAVALEIRO DO SOL, PRÍNCIPE ADEPTO, GRANDE ESCOCÊS DE SANTO ANDRÉ, CAVALEIRO KADOSH, INSPETOR INQUISIDOR COMANDANTE, SUBLIME CAVALEIRO DO REAL SEGREDO E SOBERANO GRANDE INSPETOR GERAL, BLÁ, BLÁ, BLÁ, WISKAS SACHÊ!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nisso, já tinha umas duas horas que a figura falava ininterruptamente, em pé e com o mesmo chope na mão. Depois de uma breve consulta aos olhos de Ana Paula, eu chamo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Delfin, a saideira. Traz logo a conta Olha só *** a gente já vai. Tá na nossa hora. Foi um prazer te ver!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“AH! JÁ VÃO? ENTÃO EU TAMBÉM, VOU! PRA QUELADO VOCÊS VÃO?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respondemos, ao mesmo tempo, com pânico nos olhos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“PARA O OUTRO!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pagamos e fomos. Correndo. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-991814694483373672?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/991814694483373672/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2008/08/non-redibis-em-bom-portugus-no-hs-de.html#comment-form' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/991814694483373672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/991814694483373672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2008/08/non-redibis-em-bom-portugus-no-hs-de.html' title='NON REDIBIS, ou, em bom português, não hás de voltar...'/><author><name>Patrício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12901534372700660230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_MQ5rtZ0N4TI/SRcajatmoBI/AAAAAAAAARM/E3gnjLgy3X0/S220/Quilmes5.JPG'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-2692376958551556921</id><published>2008-08-26T08:32:00.002-03:00</published><updated>2008-08-26T09:08:59.625-03:00</updated><title type='text'>POEMA ESCRITO À GIZ</title><content type='html'>Só quero pro meu conforto,&lt;br /&gt;De luxo, não quero nada.&lt;br /&gt;Dois dias de folga semanais&lt;br /&gt;E férias remuneradas.&lt;br /&gt;Pagar imposto de renda.&lt;br /&gt;Ter carteira assinada.&lt;br /&gt;Comprar casa com o FGTS.&lt;br /&gt;Ir de casa ao trabalho,&lt;br /&gt;De preferência, motorizado.&lt;br /&gt;Pensar na aposentadoria,&lt;br /&gt;E na casa já quitada.&lt;br /&gt;Sentado na minha varanda,&lt;br /&gt;Reclamando da molecada.&lt;br /&gt;Oferecer, domingo, aos amigos,&lt;br /&gt;Almoços intermináveis.&lt;br /&gt;Ver a família brigando,&lt;br /&gt;Ainda que de forma velada!&lt;br /&gt;Ter um quarto cheio de ferramentas&lt;br /&gt;Só pra não fazer nada!&lt;br /&gt;Ter um ou dois filhos,&lt;br /&gt;Só pra ter dor de cabeça,&lt;br /&gt;Que eu sei que vocês sabem,&lt;br /&gt;Que criança é uma raça danada.&lt;br /&gt;Outro quarto cheio de livros,&lt;br /&gt;E se eu quiser,&lt;br /&gt;Não leio nenhum!&lt;br /&gt;E se alguém me perguntar por quê:&lt;br /&gt;É que eu perdi os óculos de leitura...&lt;br /&gt;Dormir e acordar,&lt;br /&gt;Toda vida,&lt;br /&gt;Do lado da Ana Paula&lt;br /&gt;Mas olha, tou com preguiça,&lt;br /&gt;De achar rima pra “mulher amada”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Não sou muito dessas viadagens de poesia não, mas outro dia, sem conseguir escrever nada , saiu essa aí. Tá uma merda, eu sei, mas pô! Respeita aí, que eu escrevi pra ela! &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-2692376958551556921?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/2692376958551556921/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2008/08/poema-escrito-giz.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/2692376958551556921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/2692376958551556921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2008/08/poema-escrito-giz.html' title='POEMA ESCRITO À GIZ'/><author><name>Patrício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12901534372700660230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_MQ5rtZ0N4TI/SRcajatmoBI/AAAAAAAAARM/E3gnjLgy3X0/S220/Quilmes5.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-5473143428566851769</id><published>2008-07-02T10:38:00.003-03:00</published><updated>2008-07-02T10:58:17.745-03:00</updated><title type='text'>Da série: FICÇÃO PLAUSÍVEL</title><content type='html'>&lt;strong&gt;XVII&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualé, cumpádi, beleza? Na paz...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó só, tou te ligando pelo seguinte, saca só: Tava todo mundo no boteco, a maior galera, esperando a partida começar. O portuga tinha metido um gato - net na parada pra aumentar a freguesia. Se tu quiser, depois te passo o contato, quem faz é um parceiro meu que trabalha com essa porra. Tu vê: o cara é engenheiro, fez faculdade e o caralho e termina vendendo gato pro buteco. Esse país tá na merda mesmo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, então, jogo do flamengo tu sabe come que é né? Uma porrada de flamenguista junto e uma porrada de neguinho dos outro time botando olho gordo. Aí nessa de esperar o jogo, começa um a contar piada, outro a falar mal do Dunga, que perder pra Argentina é foda, que Ronaldinho Gaúcho tá gordo pra caralho, que a Copa América ganhou foi na cagada, que não vai dar essa sorte nas Olimpíadas, tudo pra passar o tempo. Nessa um grupinho começa a jogar porrinha. Agora tu imagina só: um bando de neguinho encachaçado, tendo que fazer conta! Nego só inventa idéia mesmo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí nessa de jogar porrinha, tava lá naquele negócio: um pede doze, outro pede cinco, um pede dois e por aí vai...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nisso, nas quartas de final da terceira rodada de porrinha, um que tava com aquela camisa papagaio-de-vintém do flamengo começa a rodada e pede lona. Putamerda, cumpádi, fechou o tempo! Foi na mesma hora que um vascaíno filha-da-puta- gritou: &lt;strong&gt;NÃO VALE SAIR DE LONA, Ô BABACA!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Aí a merda virou boné! O cara na mesma hora respondeu: &lt;strong&gt;BABACA É O ROBERTO DINAMITE!&lt;/strong&gt; Meu irmão, o pau comeu! Na mesma hora o bacalhau segurou a tulipa pelo fundo e enfiou nos cornes do outro. Nisso, pra separar, um botafoguense lá pegou o ferro de arriar a porta e deu um pau no vascaíno, que se pega...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí nessa de todo mundo bate, todo mundo apanha, um tricolor babaca começa a falar não sei o quê da Libertadores. Aí fudeu! Juntou todo mundo de porrada em cima dele, e ele pra se defender pegou uma cadeira da Brahma e jogou pra cima. Caralho, meu irmão, a cadeira foi direto na televisão! Tu já viu uma TV explodindo? Caraca! Faz o maior esporro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí nessa o portuga ficou puto e mandou todo mundo tomar no cu e ir pra puta que pariu...não teve idéia! A gente ainda pediu pra ele ligar o rádio, mas aí o galego virou bicho! Passou a mão numas caixas de fogos que tavam lá, botou todo mundo pra fora e começou a soltar morteiro em cima da galera. A gente já tava na esquina e o cara ainda tava soltando rojão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então: tou te ligando pelo seguinte: tá afim de juntar com a galera e dar um pau naquele português safado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, tá! Tu tá vendo o jogo, tá beleza. Quanto é que tá?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-5473143428566851769?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/5473143428566851769/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2008/07/da-srie-fico-plausvel.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/5473143428566851769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/5473143428566851769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2008/07/da-srie-fico-plausvel.html' title='Da série: FICÇÃO PLAUSÍVEL'/><author><name>Patrício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12901534372700660230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_MQ5rtZ0N4TI/SRcajatmoBI/AAAAAAAAARM/E3gnjLgy3X0/S220/Quilmes5.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-9133263119989486782</id><published>2008-01-30T12:37:00.000-02:00</published><updated>2008-01-30T16:19:32.136-02:00</updated><title type='text'>Meu Tipo Inesquecível (lamentavelmente)</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-indent: 27pt;"&gt;Eu tava lendo aquela revistinha sem vergonha que é a tal de Seleções, e me deparei com essa coluna: Meu Tipo Inesquecível. Conhece essa revista não? É aquela revista americana pequenininha, cheia de nada, com umas matérias absurdamente sem sentido ou utilidade, tipo: Histórias da Vida Real, ou Como o Meu Porquinho da Índia Salvou Minha Avó de uma Enchente. Vale à pena ler.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-indent: 27pt;"&gt;Pois é, tava lendo aquela joça, e como ninguém lê essas coisas impunemente, um pensamento estúpido me pegou pela orelha: quem é meu tipo inesquecível?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-indent: 27pt;"&gt;Porra! Pensamento mais sem sentido, pensei eu. Mas aí já era, quando cismo com um pensamento, essa porra fica me perturbando até eu resolver o problema que ele me apresenta. Mais informações sobre essa minha mania no post “A Coisa”, neste mesmo blog, vai lá ver que eu espero aqui, toma aí o endereço: &lt;a href="http://mangangavamarela.blogspot.com/2006/03/coisa.html"&gt;http://mangangavamarela.blogspot.com/2006/03/coisa.html&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-indent: 27pt;"&gt;Viu? Eu não disse que esperava. Beleza, então vambora...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-indent: 27pt;"&gt;Pois é, nessa de lembrar quem é meu tipo inesquecível resolvi expurgar logo essa agonia e vim escrever. Pensei nos clássicos: minha esposa, pai, mãe, irmã, tios e tias, primos, demais parentes, agregados e aderentes, conhecidos e amigos, personalidades mais importantes dos últimos dois séculos e em um monte de gente, que no fim das contas, passou em brancas nuvens pela minha vida. Mas não era bem isso...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-indent: 27pt;"&gt;Pois é, escrevendo isso aí em cima que eu me dei conta do que eu estou procurando, olha só: na tal da revistinha, essa coluna sempre apresenta boas memórias e lembranças ou lições de vida que quem escreve (geralmente celebridades) têm ou guarda sobre o seu tipo inesquecível (não obrigatoriamente, mas não raro, celebridades). Meio piegas, né? Parece babação de ovo, né? É que é babação de ovo mesmo. O negócio é ficar bem na fita.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-indent: 27pt;"&gt;Acontece que eu tou pensando o contrário. Tou pensando naquelas pessoas que, de uma forma ou de outra me atazanaram, e com isso, marcaram minha vida. Vai dar trabalho! Gente que nem eu, que de nascença é mal-humorada e anti-social por convicção, quando pensa em gente chata, lembra logo às dúzias! Vem de tudo! Vizinho mala, chefe chato, parente filho da puta (quem pariu, não tem culpa) colega pentelho e cê-dê-efes em geral, síndicos (como esquecê-los!) mulheres infelizes e inconformadas, pessoas sensíveis, inteligentes e criativas, porteiro fofoqueiro, bebum inconveniente, aluno puxa-saco, professor escr... &lt;b&gt;PUTZ!!!&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-indent: 27pt;"&gt;É isso! Meu tipo inesquecível é um professor! Suas aulas eram inesquecíveis, ou são, sei lá se tá vivo, e seus métodos pedagógicos, no mínimo, eram baseados no &lt;i style=""&gt;Directorum Inquisitorum&lt;/i&gt;. Fui aluno dele da quinta à oitava série, com bis na sétima. Professor J**ls*n, lecionava Ciências num colégio de um bairro aí, entre dois Engenhos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-indent: 27pt;"&gt;Em tempo: peço que compreendam esses asteriscos aí. Não vou colocar as vogais no nome do cara, que eu não tou afim de pendengas judiciais, sabem como é? Juiz, advogado, fórum e esse papo de debaixo de vara, sei não, acho meio desagradável, vocês entendem, não?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-indent: 27pt;"&gt;Não sei se vocês sabem, mas existe um tipo de professor que confunde Paulo Freire com Maquiavel, sabe como é? Não?! Eu explico, péra aí, deixa eu pegar os dois livros, rapidinho, só pra ler a orelha. Péra aí. Pronto, voltei. Olha só: segundo o primeiro, deve-se respeitar o saber do aluno, e tornando-se mestre ao ensinar, construindo, junto com o aluno, o conhecimento. Meio tipo assim teologia da libertação, aquele papo de “o caminho se faz ao caminhar”. Não à toa o livro chama-se Pedagogia da Libertação, sacou? E em primeiro lugar, para o segundo, é o seguinte: é preferível ser temido a ser amado, posto que o medo sempre causará respeito e o amor confunde-se com fraqueza. Esse livro chama-se “O Príncipe” e é dedicado a um governante que o autor achava um merdinha (nem essa piada esses caras entendem!Caramba!).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-indent: 27pt;"&gt;Mas por que cargas d’água eu tou falando nisso? Bom, talvez o digníssimo leitor ou a graciosa leitora não saibam, mas eu sou professor. De quê? De história, minha filha, de história. E acho, inclusive, que meu tipo inesquecível é justamente esse cara por sermos, &lt;i style=""&gt;horribile dictu&lt;/i&gt;, colegas de profissão. E tenho esse cara como um modelo profissional. Sempre penso nele, ou ao preparar minhas aulas ou ao ministrá-las. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-indent: 27pt;"&gt;Vou explicar como esse modelo profissional funciona.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-indent: 27pt;"&gt;Quando estou em dúvida sobre qual o melhor método, ou melhor dinâmica de aula, ou quando me assola qualquer dúvida quanto o que fazer para tornar minha aula mais produtiva ou agradável, eu penso: o que o J**ls*n faria? Aí, eu faço o contrário. Sempre funciona. Eu disse sempre, sem exageros, exceções, imprevistos ou cagadas afins. É assim mesmo, batata!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-indent: 27pt;"&gt;É isso mesmo, querida, você matou a charada. Por isso que eu gosto dos meus leitores, são todos inteligentes. É um modelo às avessas. Um modelo do que não fazer. Diferente, né? Mas eu não sou muito certo das idéias mesmo...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-indent: 27pt;"&gt;Mas o que ele fazia que eu não quero fazer? Já explico. Mas olha só: não vou perder meu tempo explicando meus métodos pedagógicos. Vou perder o tempo de vocês explicando os métodos pedagógicos dele, e vocês, espertos como são, vão saber o que eu não faço. Ah! Vocês querem saber como eu faço? Tá bom, matriculem-se no meu curso, que eu não tou aqui pra trabalhar de graça! Onde já se viu? Quer mole, vai comer mingau!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-indent: 27pt;"&gt;Pra começo de conversa, o cara tinha um comprotamento sádico. Via-se, nitidamente o prazer que ele sentia em atormentar os alunos. Sabe aquelas pessoas fracas, que se sentem fortes ao atormentar alguém mais fraco ainda? Experimenta dar um pouquinho de poder, um pouquinho só, prum cara desses, e solta o sujeito no meio de um monte de moleque que, por mais filhos da puta que sejam, são só crianças. Agora imagina a miséria que um infeliz desse não faz.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-indent: 27pt;"&gt;Munido desse “enorme” poder, o cara chegava em sala de aula, sem um bom dia sequer, espanava com os diários um suposto pó-de-mico, que, supostamente, teriam aspergido sobre a mesa e a cadeira uns alunos em tempos idos, sentava-se, olhava para a turma e começava a chamada. E já na chamada, aproveitava para debochar dos nomes uns e para pôr apelidos &lt;st1:personname productid="em outros. Apelidos" st="on"&gt;em outros. Apelidos&lt;/st1:personname&gt; esses, geralmente baseados em alguma característica física ou no comportamento dos alunos, que, invariavelmente, causavam constrangimentos, e para dissabor do pobre do aluno, geralmente pegavam. Eu mesmo, carrego um apelido que este cidadão me deu aos 10 anos de idade. Já me acostumei, mas confesso que prefiro meu nome. Desnecessário comentar que eu me recuso a chamar qualquer aluno meu por apelidos, muito menos debochar de sobrenomes incomuns. Ou de nomes, já que a infinita criatividade do povo brasileiro muito contribui para a onosmática moderna.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-indent: 27pt;"&gt;Terminada a chamada, cumpria-se o ritual de apresentação das cópias. Esse cara tinha mania de cópia. Por qualquer dá cá aquela palha o cara apitava: “Filhinho(a), cópia!”. Por tudo, por conversa entre os alunos, por perguntar demais, por perguntar de menos, por rir de qualquer coisa, por pedir alguma coisa emprestada, por esquecer o material, por não ter feito um determinado trabalho, ou até por ter feito, mas não da maneira que ele queria, enfim, cópia por estar ali, vivo e respirando. O tamanho das cópias dependia de uma delicada equação entre o seu humor e a falta do aluno. Falta esta que era agravada ou diminuída conforme a primeira variável da equação. Esse ritual era assim: ele chamava os agraciados pelo nome, ou pelo apelido até sua mesa, recebia as cópias, fazia, geralmente algum comentário tipo, “vê se assim aprende” ou “depois te passo outra”, e os dispensava. Caso um ou outro aluno não tivéssemos feito as ditas cópias, ele dobrava a cópia, ou acrescia de us capítulos. Caso reincidíssemos, lá vinha a voz: “Zero pra somar com a prova, e dividir por dois”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-indent: 27pt;"&gt;Começava então, a aula propriamente dita, com a correção dos exercícios da aula anterior. Sem se levantar, ele escolhia um aluno de disparava: Fulano responde a questão 1, depois responde o colega do lado, depois o colega de trás e assim por diante. Certo, certo, certo, errado, certo, certo, errado, não fez essa? Deixa eu ver o caderno! Filhinho, cópia! Página tal a tal! Sicrano, continua! Certo, certo, certo, filhinha, cópia! Só pra relaxar! Continua de onde parou! Errado, responde a seguinte! Errado! Você fez o dever? Deixa eu ver, traz o caderno! Tá tudo errado! Cópia!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-indent: 27pt;"&gt;Após a correção, a segunda parte da aula: o conteúdo da matéria. Essas aulas expositivas(?!) dividiam-se em dois tipos. O primeiro tipo era assim: “Abre o livro na página tal! Beltrano, começa do título!” aí Beltrano começava a ler, porque, se estrilasse tomava cópia, e continuava até o J**ls*n mandar outro aluno assumir a leitura. Lógico, que se alguém esquecesse o livro, já sabem, né? Infração gravíssima! Cópia e vinte pontos na carteira. Lá pelas tantas, em determinadas passagens ele orientava: “sublinha isso aí!” e a leitura continuava. O ideal de dever cumprido para ele era que pairasse sobre a voz do aluno leitor o mais brutal e absoluto silêncio. Tenho certeza, que se ele pudesse dava cópia pro motorista que passou buzinando, pro outro professor da outra turma, que falava alto, ou pro funcionário do colégio que tocava o sinal do recreio. E se eles reclamassem, era zero, para somar com a prova e dividir por dois!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-indent: 27pt;"&gt;O outro tipo de aula era o que eu hoje chamo de Daniel Azulay From Hell. Lembram desse cara? Só os mais velhos, né? Esse Daniel Azulay era um desenhista que tinha um programa na televisão, cuja proposta e maior atração era ensinar as crianças a desenhar. Eu adorava, tinha até uns livros dele! Sério! Aprenda a desenhar com Daniel Azulay. Não aprendi até hoje, nem com ele, nem com ninguém, mas enfim...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-indent: 27pt;"&gt;O cara, após a liturgia da chamada e o ritual das cópias levantava-se, sacava uns setenta e dois gizes coloridos (o plural de giz é gizes? Procurei no Aurélio mas não achei. Se não for, me corrijam aí embaixo, nos comentários) e começava a desenhar no quadro-negro (que na época era verde, e hoje é azul. Às vezes até branco, caso em que não se usa giz, mas uma canetinha cheia de frescura) com muito cuidado, muito capricho e muitos detalhes, representações de células, tecidos, órgãos do corpo humano e esquemas anatômicos de diversos animais. O cara até não desenhava mal. Tinha até um outro professor, meio mentiroso e misógino que se recusava a apagar o quadro, com seu paninho úmido, preferindo ditar a matéria a apagar o que ele chamava de “verdadeiras obras de arte, como iguais só há no Louvre!”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-indent: 27pt;"&gt;O problema é que algumas pessoas são canhotas das duas mãos, e não conseguem desenhar um círculo com um canudo! Aí, já viu, se ele resolvesse dar visto nos caderno, era um festival de cópias! Aliás, se alguém copiasse os desenhos em uma cor só, ele passava cópia também. E esses desenhos eram questão de prova! Tínhamos que decorar cada um deles detalhadamente, com todas as suas volutas, curvas e reentrâncias! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-indent: 27pt;"&gt;Não, minha filha, não tínhamos que desenhar na prova, tínhamos era que saber o nome de cada parte dos desenhos, entendeu?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-indent: 27pt;"&gt;Aliás, as provas desse cara são um caso à parte. Tenho motivos para acreditar que ele só montou prova uma vez na vida, de uma vez só, uma pra cada ponto da matéria. Como assim? As provas eram sempre as mesmas! Sério! Não mudavam uma vírgula de um ano pro outro! Existia até um pequeno mercado de provas de ciências nesse colégio aí! Os alunos da oitava séria passavam as provas do ano anterior para os alunos da sétima, os da sétima, para os da sexta e os da sexta para os da quinta e os da quinta não passavam pra ninguém, entubavam o prejuízo, que alguém tem sempre que se lenhar! Sério! Só mudava, às vezes, a ordem das perguntas, mas como sabemos todos que estudamos nesse colégio: a ordem dos tratores não altera o viaduto. No ano que eu repeti a sétima (em matemática, não em ciências, que eu tenho boa memória e sei desenhar, ainda que sofrivelmente), só não tirei dez em todas as provas porque eu tomava muita cópia e não fazia a maioria delas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-indent: 27pt;"&gt;Quando eu comecei a dar aula e usar o J**ls*n como medida do que não fazer em sala, comecei a pensar: como é que alguém pode acreditar que é assim que se aprende? São tantas as resposta pra essa pergunta, que eu fico até tonto. E no fundo, mas muito no fundo mesmo, até sinto pena do cara. É um infeliz  frustrado na profissião, coisa comum entre professores.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-indent: 27pt;"&gt;As universidades não formam ninguém para atuar no magistério. Somos formados para o Mercado, essa entidade medonha. Somos formados para a indústria, e temos como ideal de realização profissional trabalhar em uma fábrica de produtos químicos, ou num laboratório fodão, ajudando a criar soluções e curas do mudo e da humanidade, vendidos a preços módicos em qualquer farmácia ou drogaria. Somos formados para atuar no mercado financeiro, especulando e investindo com o dinheiro alheio e criando úlceras. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Somos formados para calcular o peso de prédios construídos por pessoas que serão barradas em suas entradas sociais. Somos formados para nos encastelar na Academia, sermos Mestres e Doutores e Pós-Doutores em qualquer coisa altamente relevante para nossos egos, para viver de universidade pública, publicar artigos herméticos em revistas obscuras e orientar dissertações e teses que nem nós mesmos leremos, se não formos obrigados a isso. Resumindo, a universidade nos ensina que ser professor é ser um profissional de segunda categoria. Só é professor quem não conseguiu se inserir na fatia de ouro do mercado de sua profissão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-indent: 27pt;"&gt;Outra hipótese pra explicar o comportamento profissional desse cara também é muito triste: o anacronismo. Não ser capaz de reconhecer que o tempo passa é a coisa mais triste do mundo. Na época em que ele estudou, realmente se ensinava dessa forma, com autoritarismo, onde cabia ao aluno ser um livro em branco, recebendo seu conteúdo exclusivamente por obra e graça do professor. Olha aí o nome: professor, aquele que professa o conhecimento. O que é um profeta além de um cara (geralmente meio doidão, mas vá lá) que sabe de uma coisa que ninguém mais sabe?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin: 6pt 0cm; text-indent: 27pt;"&gt;Por essas e outra que este texto aqui nunca vai entrar na Seleções. Eu não sou uma celebridade, ele também não. Também de não tem babação de ovo aqui, e esse texto é profundamente triste e pessimista.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-9133263119989486782?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/9133263119989486782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2008/01/meu-tipo-inesquecvel-lamentavelmente.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/9133263119989486782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/9133263119989486782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2008/01/meu-tipo-inesquecvel-lamentavelmente.html' title='Meu Tipo Inesquecível (lamentavelmente)'/><author><name>Patrício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12901534372700660230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_MQ5rtZ0N4TI/SRcajatmoBI/AAAAAAAAARM/E3gnjLgy3X0/S220/Quilmes5.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-7621099071658073965</id><published>2008-01-29T10:36:00.000-02:00</published><updated>2008-01-29T10:38:20.598-02:00</updated><title type='text'>Sobrenatural</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Estava, definitivamente, na merda. Perdeu o emprego quando o chefe descobriu que ele favorecia amigos nas licitações, e ainda por cima caguetou pro MP. A mulher largou ele quando descobriu a outra, a outra largou ele quando descobriu que era a outra. Como sempre pode piorar, deu petê no carro, que lógico, estava sem seguro, bateu cota extra no condomínio, apareceu infiltração no teto da cozinha, tava com o nome no serasa, no spc, na boca do sapo e o escambau. Pra completar a semana, abriu uma crise de hemorróidas que, puta que o pariu...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Frente a essa situação, fez a única coisa cabível: foi tomar um porre pra se esquecer de se lembrar da bosta de vida que tinha pela frente. Baixou na VM pra afogar as mágoas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Chegando lá, escolheu um bar, até dos mais vazios, pediu uma cerveja e um conhaque, manjou o rabo de uma coroa que estava dando sopa e ficou na dele. Lá pras tantas, chega nele, pra sua surpresa, uma moça muito bem aprumada, destoando completamente das demais do recinto, vestida num taileur cinza claro, elegantemente discreto, muito levemente e com o cabelo preso um muito bem feito coque, se senta bem na sua frente, ajeita graciosamente sobre a mesa uma pasta de couro marrom e dispara:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;“Boa noite, meu nome é Clara.Estou lhe observando há um tempo e me parece que o senhor está com um problema. Creio que eu possa ajudá-lo.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;“Caralho! Nem na Aeroporto puta fala assim! Tu tem classe, em filha?! Mas, ó só, perde tempo comigo não, que hoje tou só bebendo, viu, gata? Vai fazer a tua vida, vai.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;“Não se preocupe senhor Vicente, não trabalho nesse ramo. Posso dizer que trabalho com...incorporação. Ou recursos humanos, o que seria mais exato,e tenho uma proposta para você.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;“Cumé que tu sabe meu nome? Tu é polícia? Ou é advogada daquela filha da puta? Não vou pagar porra de pensão merda nenhuma! Aquela vaca ganha bem mais do que eu, a gora quer resolver a vida em cima de mim?. Aliás, ela vive jogando o contracheque dela na minha cara. Se ela quer dinheiro, que vá pedir praquele português filha da puta do pai dela! Já sei! Isso é coisa daquele galego safado! Manda ele tomar no cu que eu não tenho medo dele e...”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;“Calma Vicente. Eu disse que estava te observando. Não sou polícia, nem advogada, embora muito admire esses profissionais. Também não estou interessada em resolver o problema de ninguém. Só o seu.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;“?”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;“Senhor Vicente: o que o senhor quer?”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;“Como assim, o que eu quero?”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;“Esse é o meu trabalho. Eu realizo desejos, resolvo problemas, trago alívio aos aflitos e curo os doentes.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;“Tá bom! Fala aí, ô Gênio da Lâmpada! Só falta o bigode!”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;“Fada Madrinha me agrada mais.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;“Tá bom, ô Fada Madrinha, bate tuas asas e vai sacanear outro. Essa porra é pegadinha ou o quê?”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;“Não estou brincando, Vicente. Eu posso ajudá-lo.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;“Assim, de graça? Sem mais nem menos você chega num cara só pelo prazer ajudar? Tá bom...”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;“Eu sou profissional e esse é meu trabalho, Vicente. É lógico que tudo tem um preço, e eu sempre recebo meus honorários. Disso tenha certeza. O que você quer, Vicente?”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;“Tu tá de onda. Deixa de sacanagem.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;“Vicente: eu sei pelo o que você está passando. Sei do esquema das licitações. Não faça essa cara, é meu trabalho saber. Já passei por momentos difíceis também. Já estive na beira do abismo, como você, e acredite: você vai cair se não tiver alguém para segurá-lo. E eu estou te estendendo a mão. Basta você aceitar minha ajuda, e tudo se resolve.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;“E o que você ganha com isso?”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;“Eu mesma, ganho uma comissão sobre o valor do nosso acordo. A empresa fica com a maior parte.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;“E que valor é esse?”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;“É um valor justo. Não vou pedir mais do que você possas pagar.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;“Porra! Mas eu tou fodido! Não tenho mais um tostão no banco, bati com o carro, o apê tava no nome daquela piranha, como é que eu vou pagar.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;“Liga pro seu banco. Tira um saldo por telefone. Eu espero.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;“Eu não tenho dinheiro pra te dar!”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;“Tem, mas não vai dar. Eu não quero. Encare como um presente.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Quando desligou o telefone com um misto de alívio e espanto. Toda a grana que ele arrumou nos últimos dois anos estava lá, acrescida em três vezes do mesmo valor.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;“Como é que...?”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;“Não se preocupe, isso não faz parte do acordo.É um presente. Política da empresa. Então, Vicente, posso ou não ajudá-lo?”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;“E a questão com o Mp?”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;“Pode ser resolvida.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;“E o divórcio?”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;“Ela pode desistir da briga judicial. Você também pode ficar com ela, ou com a outra, ou com as duas. Ou com qualquer outra. É uma decisão sua, não nos metemos nisso. Só resolvemos problemas. Todos os problemas, sempre.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;“E quanto eu gasto nisso?”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;“Eu quero a primeira coisa que você teve em seu nome.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Ele quase riu. Lembrou do primeiro bem que teve em seu nome: um Fusca 600, cinza, ano 82, que ele tomou de um cara que devia uma grana pra ele. Tinha vendido prum colecionador lá de Uberaba. Ia ser fácil comprar de volta, ainda mais com aquele saldo bancário.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;“Só isso? A primeira coisa em meu nome? Negócio fechado!”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;“Apenas isso. É o justo. Assine aqui, por favor.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Tirou da pasta um papel e uma caneta, e estendeu a ele. Ele leu com cuidado. O texto dizia que em troca da resolução de todos o problemas de havidos ou por haver na vida de ...&lt;span style="font-style: italic;"&gt;espaço para o nome do cliente&lt;/span&gt;, a incorporadora Luz da Manhã receberia apenas e não mais, o primeiro bem em nome do cliente, a saber...&lt;span style="font-style: italic;"&gt;espaço para a descrição do bem&lt;/span&gt;. Dizia ainda ser o contrato insolúvel por parte do cliente, resguardando-se a empresa de qualquer arrependimento por parte do mesmo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Assinou. Nunca antes na vida tinha assinado nada com tanto gosto. Pediu mais uma cerveja e devolveu o papel.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Clara recebeu o papel, preencheu com cuidado as lacunas, em uma caligrafia muito elegante, embora ilegível, e guardou de volta na pasta. Levantou-se, despediu-se e foi embora, levando a alma de Vicente.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-7621099071658073965?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/7621099071658073965/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2008/01/sobrenatural.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/7621099071658073965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/7621099071658073965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2008/01/sobrenatural.html' title='Sobrenatural'/><author><name>Patrício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12901534372700660230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_MQ5rtZ0N4TI/SRcajatmoBI/AAAAAAAAARM/E3gnjLgy3X0/S220/Quilmes5.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-6329577693225963850</id><published>2007-10-08T08:22:00.000-03:00</published><updated>2007-10-08T08:30:15.476-03:00</updated><title type='text'>Da série: FICÇÃO PLAUSÍVEL</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;XVI&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Toca o celular. Duas e quinze da tarde&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;“Alô?”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;“&lt;b style=""&gt;CORNO! TUA MULHER TÁ FODENDO À PAMPA AGORA E TU TÁ NO CELULAR!!!!”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Ele xingava de volta:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;b style=""&gt;“FÉLADAPUTA, TEM MAIS O QUE FAZER NÃO, SEU VIADO?!?!?!?”&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;A ligação caiu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Ligou pro número que apareceu no celular: era um orelhão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;No outro dia, a mesma coisa. E de orelhão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Já tava ficando puto com aquilo. Uma semana que nego tava ligando pra ele.. Sempre a mesma voz. Sempre na mesma hora. E o discurso não mudava:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;“&lt;b style=""&gt;FALA CHIFRUDO! TOU VENDO TUA MULHER TE DAR BALÃO, OTÁRIO!”&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;A mulher chegava em casa, ele perguntava se tava tudo bem, como é que foi o dia, e coisa e tal, e ela:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;“Tudo bom, deu um pobreminha lá no trabalho, coisa boba, só uma porta que não tava fechando direito, e depois fui fazer a prova de sociologia. Um saco, não sei pra que estudar esta merda! Não vou usar pra nada!”. Estudava à beça, a coitada. Fazia faculdade de comunicação à noite.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;No outro dia, a mesma inana:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;“&lt;b style=""&gt;FALA, MANSO! TOU NA PORTA DO MOTEL VENDO TUA MULHER ENTRAR COM DOIS PLAYBOYS!”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;A mesma voz, de orelhão de novo. Assim não dava! Falou com o Nequinho, o bicheiro da esquina, e comprou um ferro. Um Rossi 32. Cinco tiros, meio fodidinho, mas com as balas no lugar. Foi pra casa esperar o telefonema, que o cara era pontual. Duas e quinze:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;b style=""&gt;“OTÁRIO! TU AÍ ATENDENDO TELEFONE, E TUA PATROA ENTRANDO NO MOTEL!”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Dia seguinte...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;Deu meio-dia ele baixou no boteco em frente do orelhão, do lado dum motel poeirinha no Centro, pras bandas da Tiradentes. Uma da tarde pediu dois bolinhos de bacalhau e uma coca zero. Ficou lendo jornal pra passar o tempo. Duas horas, escondido atrás do caderno de esportes ele vê a mulher passar de uniforme e entrar no motel. Quinze minutos depois, chega um cara no orelhão e o celular toca. Dos cinco tiros, um pipocou. Munição velha, sabe como é...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;A polícia chegou em menos de quarenta e cinco minutos. Na delegacia ele alegou legítima defesa da honra:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;“Veja bem, Doutor, o senhor que é um homem de instrução vai entender: só por causa de que a mulher da gente trabalha de recepcionista no motel não quer dizer que nós é corno, né não, Doutor?”&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-6329577693225963850?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/6329577693225963850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2007/10/da-srie-fico-plausvel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/6329577693225963850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/6329577693225963850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2007/10/da-srie-fico-plausvel.html' title='Da série: FICÇÃO PLAUSÍVEL'/><author><name>Patrício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12901534372700660230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_MQ5rtZ0N4TI/SRcajatmoBI/AAAAAAAAARM/E3gnjLgy3X0/S220/Quilmes5.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-7345325838080853379</id><published>2007-08-17T09:04:00.000-03:00</published><updated>2007-08-17T09:11:03.353-03:00</updated><title type='text'>Da série: FICÇÃO PLAUSÍVEL</title><content type='html'>&lt;strong&gt;XV&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Alô ?! Alô?! Oi! Tá ouvindo? Oi...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oi, amor, sou eu! Tou, tou sim...não! Não tou mais chorando não, tá tudo bem! Tá! Tá tudo bem. Tou calma! Onde eu tou? Não, olha só, presta atenção, tá ouvindo? Olha só: eu tava lá no Engenho Novo, na casa da mamãe e...disse sim! Eu te disse ontem que eu ia lá amanhã, mas fui hoje por que sai mais cedo da hidroginástica! Não começa, viu? Deixa eu falar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí eu saí da mamãe e resolvi passar lá no Rio Comprido pra ver se aquelas almofadas já estavam prontas, depois eu ia pegar o Júnior no veterinário e ia pra casa, aí..pera aí! Deixa eu falar! Então! Aí eu não sei o que que é que aconteceu direito que quando eu vi, eu tava perdida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que errei o caminho, né? Pergunta idiota! Se eu tivesse acertado tava em casa e não tava gastando crédito pra te ligar! Sei lá onde eu errei! Fiquei com medo de parar o carro pra perguntar! Acho que era Vaz Lobo ou Vargem Grande. Ou Valqueire. Não sei, só sei que era um lugar com “vê”! E eu que tenho que saber?! Eu tava perdida, pombas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NÃO GRITA COMIGO QUE EU TOU NERVOSA!!!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;EU JÁ DISSE QUE EU TAVA PERDIDA!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;QUE MERDA EU AQUI DESESPERADA E VOCÊ NEM PRA ME OUVIR!!!!&lt;br /&gt;EU NÃO TOU GRITANDO!!!!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tá! Tá! Desculpa, amor, mas eu tou nervosa. Tou com medo! Desculpa. Oi? Você vem me buscar? Ai, graças a Deus!!! Obrigada, amor...onde? Não sei, pêra aí que eu vou perguntar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moço? Oi moço, você pode me dar uma informaçãozinha? &lt;em&gt;Una duda! Si!&lt;/em&gt; Que lugar é esse aqui? &lt;em&gt;Que lugar és esto? Como se llama este lugar?&lt;/em&gt; Como,Pedro o quê? Tá! Obrigada, viu, moço! &lt;em&gt;Gracias!!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Alô?! Oi, amor! É PEDRO JUÁN CABALLERO...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alô?!Amor?! Alô?! Alô...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-7345325838080853379?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/7345325838080853379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2007/08/da-srie-fico-plausvel.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/7345325838080853379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/7345325838080853379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2007/08/da-srie-fico-plausvel.html' title='Da série: FICÇÃO PLAUSÍVEL'/><author><name>Patrício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12901534372700660230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_MQ5rtZ0N4TI/SRcajatmoBI/AAAAAAAAARM/E3gnjLgy3X0/S220/Quilmes5.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-6697196678723898723</id><published>2007-06-27T12:33:00.000-03:00</published><updated>2007-06-27T12:37:05.809-03:00</updated><title type='text'>Da série: FICÇÃO PLAUSÍVEL</title><content type='html'>&lt;strong&gt;XIV&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O senhor também é professor? Putz...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu até que gostava de dar aula no começo, mas depois, o tempo vai passando, a gente vai vendo como é que as coisas são de verdade. Não ri não, que é só uma questão de tempo pro senhor me dar razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o que eu digo sempre: não adianta nada você se matar pra fazer aula, estudar, bolar trabalho bacana, essas porras todas que os pedagogos dizem que você tem que fazer. Esses moleques não querem saber é de porra nenhuma. É só bagunça, tou mentindo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu mesmo já acreditei que adiantava alguma coisa. Tentei filme, quadrinhos, música, textos de tudo que é escritor, teatro, passeios e o escambau. Adiantou o quê? Só arrumei trabalho, amigo, só dor de cabeça! Mais trabalho pra corrigir em casa! E isso sem contar a aporrinhação em sala. E eu nem vou falar dos passeios, que o colega sabe como é que é, né não? É um tal de moleque correndo, gritando, fazendo merda...E quando some um, o sanhaço que não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade, o senhor tem até um pouco de razão nisso aí. Sempre tem uma meia dúzia que salva. Mas é raro viu? A maioria só quer saber mesmo é de brincadeira. Tá, tudo bem, é verdade. Mas nem sempre, o senhor há de convir. A maioria só faz pergunta idiota mesmo. De mais a mais, a gente sabe que a maioria das coisas que a gente ensina eles, quando aprendem, vão esquecer, ou não vão usar pra nada mesmo! Vê se tem cabimento ensinar pra um filhinho de papai o que é luta de classes! Vai entrar por um ouvido e sair pelo outro! Eu é não acredito mais nessa de mudar o mundo não! Vou ficar lá falando pras paredes? Os caras só querem é sair dali e ganhar dinheiro! Que faculdade que o quê? Eles só fazem faculdade se o papai paga! E mesmo assim de má vontade, meu amigo! Não é que nem a gente que ralou às pampas pra se formar. Hoje em dia, em qualquer quitanda o cara entra e sai advogado! É assim sim, eu sei o que eu tou falando, amigo! Você fala isso porque é novo ainda. Quando tiver o mesmo tempo de magistério que você vai ver só se eu não tou certo! Foram oito anos, amigo! Oito anos aturando aquelas pestes! Os cinco últimos em escola pública! Pedi exoneração e não me arrependo! A melhor coisa que eu fiz na vida foi largar de ser professor e comprar esse táxi!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É aqui mesmo? Tem trocado não, amigo? Então deixa por dez merréis mesmo. Eu me lembro como é que é o salário. Boa sorte amigo, fica você com Ele!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-6697196678723898723?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/6697196678723898723/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2007/06/da-srie-fico-plausvel.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/6697196678723898723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/6697196678723898723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2007/06/da-srie-fico-plausvel.html' title='Da série: FICÇÃO PLAUSÍVEL'/><author><name>Patrício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12901534372700660230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_MQ5rtZ0N4TI/SRcajatmoBI/AAAAAAAAARM/E3gnjLgy3X0/S220/Quilmes5.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-7463945248277858687</id><published>2007-06-15T12:43:00.000-03:00</published><updated>2007-06-15T15:47:59.252-03:00</updated><title type='text'>LOVISTÓRI</title><content type='html'>Estava encostado a um poste, em frente ao prédio em que ela trabalhava. Fumava o sétimo cigarro da hora, já partindo pro oitavo. Ela trabalha no oitavo andar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele já nem lembrava o motivo da briga, mas a briga foi feia. Feia, doída, rancorosa e triste. Choro e ranger de dentes. Disseram coisas um ao outro que pensavaM não querer dizer. Ela pegou pesado. Ele não deixou por menos. Lágrimas e mágoa pra todo o lado. Ela saiu batendo a porta e os saltos pelo corredor, e ele não sabia o que mais doía: o soco que ele deu na parede ou a impressão que ela não ia voltar. Na dúvida, se nocauteou com uma garrafa e meia de conhaque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperava por ela, e enquanto esperava, escrevia mentalmente a homilia de reconciliação. Com a cabeça coberta de cinzas assumiria a autoria dos erros. &lt;em&gt;Mea máxima culpa&lt;/em&gt;. Estava disposto a aceitar qualquer penitência. Ela ia voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela saiu e deu de cara com ele. Ele viu que ela o viu. Ele sorriu, meio sem graça. Ela virou as costas e entrou num táxi. Ele foi pra casa, acabar com aquele restinho de conhaque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca mais se viram e foram felizes para sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-7463945248277858687?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/7463945248277858687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2007/06/lovistri.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/7463945248277858687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/7463945248277858687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2007/06/lovistri.html' title='LOVISTÓRI'/><author><name>Patrício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12901534372700660230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_MQ5rtZ0N4TI/SRcajatmoBI/AAAAAAAAARM/E3gnjLgy3X0/S220/Quilmes5.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-7238002727015488450</id><published>2007-02-22T08:30:00.000-02:00</published><updated>2007-02-22T08:39:52.359-02:00</updated><title type='text'>Carnaval ou Qué quê eu tô fazeno aqui?</title><content type='html'>Já muito puto com o carinha fantasiado de Bob Esponja, o segurança do baile chega junto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Aí, mermão! Chega aí pra dar uma idéia! É o seguinte malandro: tu tá aqui na curtição, mas eu e os colega tamo trabalhando, sacou? E o trabalho da gente é esse mermo: se é pra dar idéia, é prá dar idéia, se é pra segurar a situação, a gente seguramo. Mas se o papo, na moral, dentro dos princípios da boa educação não adianta, a gente temos ordem de levar o caboclo lá pra trás do palco e baixar a porrada, sacou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então! Tu pres’tenção qu’eu já falei com tu três veiz: pode continuá a mexer com as mina na boa, chera aí sua loló na paz, mas se acender outro cigarro a gente vamos ter que tomar as devidas providência! É proibido fumar aqui dentro, porra!”.&lt;br /&gt;-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois coroas, um meio careca e o outro com a dentadura frouxa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Esse carnaval, malandro, não sei não...”.&lt;br /&gt;“Podiscrêr. Ainda não choveu dia nenhum!”.&lt;br /&gt;-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diálogo entreouvido durante o desfile do Simpatia é Quase Amor. Um Bin Ladem de chinelos para uma Enfermeira já sem batom:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Pô, Mina! Tá a maior muvuca aqui! Gente pra caralho! Vambora prum lugar mais calminho?”.&lt;br /&gt;“Podiscrer! Vambora!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foram ver o desfile dos Blocos de Enredo na Intendente Magalhães...&lt;br /&gt;-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher na sala, vendo desfile, se entupindo de pipoca e guaraná. O marido no banheiro, meio de porre, tocando punheta pra Quitéria Chagas...&lt;br /&gt;-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atrás de um Trio Elétrico em Araruama, a Secretária Executiva encontra com a Gestora de Erre Agá:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Menina! Isso aqui tá bombando! Já beijei o Alberto o Breno, o Carlinhos, o Denis e o Edu, do setor de distribuição. O Flávio, o Guto, o Hélio, o Ivan, o Jaime, o Kleiton, o Luiz e o Marcelo, do setor de vendas. O Nilson, o Oscar, o Paulo, o Queirós e o Ronaldo, do setor de comunicação. O Sávio e o Tavares da diretoria executiva, o Ubirajara, o Washington, o Vitor, o Ximenes, o Yves e o Zé da contabilidade! E você?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ah, querida! Eu não tenho saco de botar em ordem alfabética!”.&lt;br /&gt;-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois coroas, um meio careca e o outro com a dentadura frouxa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quê quê cê achou do desfile?”.&lt;br /&gt;“Gostei não! A Grobo mostrou pouca bunda esse ano.”.&lt;br /&gt;-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa dessas bocas-de-fumo por aí, o de Kalashinikov reclama com o de M16:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kalashinikov:&lt;br /&gt;“Porra, caranaval é foda! O movimento ta fraquinho!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;M16:&lt;br /&gt;“Podiscrer! É por isso que eu sou mais de proibir esses camelô de vender cerveja! Neguinho fica enchendo a cara e dá o maior prejuízo pra nóis!”.&lt;br /&gt;*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu entrada no Salgado Filho com fratura no fêmur, supercílio aberto, incontáveis hematomas, escoriações diversas, sem os dentes da frente e uma lata de espuma enfiada no rabo. Comentário de um enfermeiro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Esses caras com espuminha são chatos pra caralho!”.&lt;br /&gt;*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o baile infantil do Sport Club Alvorecer do Amanhã foi um fiasco! Faltou cerveja!&lt;br /&gt;*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arranjaram apoio da RioTur, o livro de ouro tava com mais de duzentas assinaturas, pegaram patrocínio com posto de gasolina, fizeram ensaios, feijoada e o escambau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na véspera do desfile, o presidente do bloco fugiu com a mulher do tesoureiro. Foram passar carnaval em Porto Seguro e nunca mais voltaram.&lt;br /&gt;*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois coroas, um meio careca e o outro com a dentadura frouxa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tu viu a bateria da Viradouro?”.&lt;br /&gt;“E o quê que tinha pra ver? Tava com tanta paradinha que nem dava pra ouvir o samba!”.&lt;br /&gt;*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juntou dinheiro o ano todo sonhando com um baile do Scalla. O décimo terceiro foi todo no ingresso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltou pra casa sem comer ninguém e ainda perdeu o celular!&lt;br /&gt;*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de alugar a casa em Muriqui e arrumar uma kombi emprestada a galera comprou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;87 caixas de Iataipava;&lt;br /&gt;22 garrafas de vodca Balalaika;&lt;br /&gt;15 garrafas de Praianinha,&lt;br /&gt;42 quilos de lingüiça de frango;&lt;br /&gt;425 pacotes de Miojo, 200 de carne, 100 de galinha caipira, 100 de legumes e o resto de camarão;&lt;br /&gt;22 pacotes de Tang, metade de morango e o resto sortido;&lt;br /&gt;57 rolos de papel higiênico Primavera;&lt;br /&gt;Baré-Cola, Guaraná Convenção e Mineirinho, num total de 120 litros;&lt;br /&gt;Cigarro pra caralho e camisinha à beça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Rio-Santos, o único sobrevivente foi retirado dos destroços aos grito de “Eu disse pra comprar Brahma!!!!!!!”.&lt;br /&gt;*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois coroas, um meio careca e o outro com a dentadura frouxa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tu viu o desfile das escolas de samba de São Paulo?”.&lt;br /&gt;“Tá de sacanagem? Não acompanho nem o índice BOVESPA!”.&lt;br /&gt;*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quer ir não?! Então que se foda! Depois não vai ficar aí reclamando com aquela vaca da tua mãe que eu saio e te deixo em casa! Ouviu? Depois tu fica aí com essa cara de ferro de passar, chorando pelos cantos que eu nunca te levo pra lugar nenhum, que é carnaval, ele na rua e eu aqui em casa, e coisa e tal!&lt;br /&gt;Vai mesmo não? Então, foda-se! Tou indo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bateu a porta e foi pra igreja.&lt;br /&gt;*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou no baile da Associação Atlética Flor do Manacá fantasiado de Fidel Castro.&lt;br /&gt;Depois de tomar uma surra de criar bicho e de ser arremessado na vala negra que corria atrás do clube, gritou pro segurança:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tu também nem pra me avisar que aquela odalisca era mulher do presidente, porra! Se tu fala antes eu tinha mostrado o charuto praquela coelhinha meio vesga!”.&lt;br /&gt;*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois coroas, um meio careca e o outro com a dentadura frouxa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tu viu a Preta Gil Na Mangueira?”.&lt;br /&gt;“Podiscrêr! Cada vez que ela aparecia, tava tomando um esporro de um diretor de harmonia!”.&lt;br /&gt;*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-7238002727015488450?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/7238002727015488450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2007/02/carnaval-ou-qu-qu-eu-t-fazeno-aqui.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/7238002727015488450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/7238002727015488450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2007/02/carnaval-ou-qu-qu-eu-t-fazeno-aqui.html' title='Carnaval ou Qué quê eu tô fazeno aqui?'/><author><name>Patrício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12901534372700660230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_MQ5rtZ0N4TI/SRcajatmoBI/AAAAAAAAARM/E3gnjLgy3X0/S220/Quilmes5.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-116480093804266723</id><published>2006-11-29T09:48:00.000-02:00</published><updated>2006-11-29T09:49:22.276-02:00</updated><title type='text'>Da série: FICÇÃO PLAUSÍVEL</title><content type='html'>&lt;strong&gt;XIII&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No último fim de semana das férias o cara aloprou! Sexta feira no Arco do Teles, ele e mais dois, resultado: setenta e sete garrafas de Skol, nove caipirinhas e seis doses de Dudu (conhaque diluído em vinho quinado, solução a cinqüenta por cento). Sábado de sol, piscina, churrascão na casa do Batata, quarenta e cinco caixas de Antártica, carne pra caralho, uísque, redbull e aquelas amigas vagabundas da irmã do Batata, tudo de biquíni enfiado no rabo. Domingão, feijoada na sede do Grêmio Recreativo Bloco Carnavalesco Minha Pipa Tá no Ar. Cachaça a rodo, caipirinha liberada e Itaipava R$ 1,70, que nada é perfeito. Emendou a feijoada com a Feira dos Paraíbas, onde consumiu incontáveis cervejas, uma considerável quantidade de Marimbondo, uma cearense com vinte e nove dentes e uma frugal refeição de carne de sol com baião de dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em casa, já no romper da rododáctila aurora, fez um café, bebeu uma água e tomou um banho. Lavou a boca com um suquinho de caju, que não me pergunte porquê, mas a melhor coisa pra tirar bafo de cachaça é suco de caju. Pode usar que eu garanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvido o problema do bafo, fez a barba, vestiu o terno e foi pro trabalho, que ele tinha que chegar bem cedo na Primeira Igreja Batista de Austin, por que o outro pastor ia entrar de férias naquele dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-116480093804266723?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/116480093804266723/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2006/11/da-srie-fico-plausvel.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/116480093804266723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/116480093804266723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2006/11/da-srie-fico-plausvel.html' title='Da série: FICÇÃO PLAUSÍVEL'/><author><name>Patrício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12901534372700660230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_MQ5rtZ0N4TI/SRcajatmoBI/AAAAAAAAARM/E3gnjLgy3X0/S220/Quilmes5.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-116129768258508256</id><published>2006-10-19T19:39:00.000-03:00</published><updated>2006-10-19T19:41:22.596-03:00</updated><title type='text'>Da série: FICÇÃO PLAUSÍVEL</title><content type='html'>XII&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um desses sujeitos meio assim-assim. Meio zen, meio natureba, meio babaca, meio wicca e meio viado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Praticava ioga (iôga, ele corrigia), não fumava, bebia muito pouco, e mesmo assim só vinho branco e fazia tai-chi-chuan. Acreditava naqueles negócios de Energia, Saint German, Conhecimento oculto dos Templários e essa porra toda. Era vegetariano proselitista e comia com duvidoso prazer aquelas chanfanas a base de soja. Era fã de Legião Urbana, gostava de Oswaldo Montenegro e era simpatizante do Green Peace.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia ele se meteu num retiro espiritual de uma dessas charlatanices de Nova Era. As regras do retiro eram espartanas: horário rígido, disciplina exemplar, silêncio absoluto, meditação compulsória e uma refeição por dia. Soja. Com arroz integral. Tinham que ser, já que o retiro, segundo o panfleto, objetivava o alcance do autoconhecimento pessoal a nível de indivíduo inserido no contexto bioenergético no seio da Mãe Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No terceiro dia descobriu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Que soja é uma merda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que arroz integral é intragável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que ioga dá dor nas costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que estava faminto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que incenso fede pra caralho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que era viado mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que banho quente é que é bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que o mundo é uma bosta, mas a tecnologia é uma beleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que tinha medo de lagartixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que estava com piolhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que sempre tinha muito mais meleca na narina esquerda do que na direita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que sempre que pensava em Deus, a imagem que lhe vinha à mente era um queijo provolone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que gostava de música sertaneja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que estava de saco cheio daquela porra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que queria ir embora.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;E foi. Dois anos depois acabou se convertendo a Igreja Sara Nossa Terra. Hoje é pastor lá em Sulacap, mas ainda tem medo de lagartixa e não come queijo provolone nem a pau!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-116129768258508256?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/116129768258508256/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2006/10/da-srie-fico-plausvel_19.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/116129768258508256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/116129768258508256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2006/10/da-srie-fico-plausvel_19.html' title='Da série: FICÇÃO PLAUSÍVEL'/><author><name>Patrício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12901534372700660230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_MQ5rtZ0N4TI/SRcajatmoBI/AAAAAAAAARM/E3gnjLgy3X0/S220/Quilmes5.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-116101333208879502</id><published>2006-10-16T12:39:00.000-03:00</published><updated>2006-10-16T20:12:30.243-03:00</updated><title type='text'>Da série: FICÇÃO PLAUSÍVEL</title><content type='html'>XI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tava de plantão no domingo. Domingo pra segunda geralmente é tranqüilo. O máximo que acontece é marido porrando a mulher, mulher porrando o marido, que aliás é o que mais tem lá no interior. Ou então uns moleque que ficam doidão e saem merdando pela rua. De vez em quando a gente mete um pigunço em cana só pra curar o porre, de manhã nóis libera o cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí tava lá eu, um cabo e dois soldados. O tenente tinha saído pra comer uma vagabunda lá que ele pegava de vez em quando. Aí tou eu lá acordado, sem but, calça aberta, pezão em cima da mesa do tenente, vendo os gols da rodada e toca a porra do telefone. Fiquei logo puto que ninguém levantou pra atender. Taquei o but em cima do Paixão! Onde é que já se viu? E a hierarquia? Aí veio ele sonado, atendeu e disse pro cara lá do outro lado falar comigo! Dei-lhe logo um esporro! Se fosse pra eu falar com alguém eu mesmo tinha atendido, né não? Aí a mulher lá começou a cacarejar, chorar, gritar que eu não entendia porra nenhuma. Apliquei-lhe a disciplina, disse pra ela: a senhora está falando com o sargento Barros da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Faça o favor de se controlar e falar alto e claro. Caso o contrário vou ser forçado a enquadrar a senhora por desacato à autoridade! É o que eu falo sempre: militar tem que ter pulso firme, não pode ficar mamãezando os outros não. Foi só eu dar uma dura que a mulher se acalmou mais o menos e aí eu entendi qual era da situação: a filha dela tinha botado o marido pra fora de casa e o cara tava quebrando a porra toda lá querendo entrar em casa. Aí eu pensei: saco! Tem que ir lá. Mas até aí, pra mim tava beleza. Era só a gente chegar lá, pagar uma sugestão pro cara, trocar uma idéia com a mulher e acalmar a velha. Tranqüilo. Dá pra voltar antes do filme da Globo. Puta que pariu, malandro, se fosse aposta, eu perdia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa altura já tava todo mundo acordado por causa dos esporros que eu dei no Paixão e na mulher. Me arrumei, calcei o but e quando fui avisar que a gente ia sair o babaca do Paixão já tava com o M-16 na viatura! O Paixão pede esporro, né não! Mandei ele enfiar aquela merda no cu que essa porra não é Morro do Dendê, nem porra nenhuma! E depois o tenente ia me dar um esporro federal, que M-16 a gente só tem um e quem usa aquela porra é ele, que é superior!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nisso, o Salgado tava vindo com um café pra gente antes de sair. Tomei o café e fui dar uma mijada. Quando voltei tavam os dois babacas, o Paixão e o Soares no banco de trás da viatura portando dois FAL! Chamei o Salgado e dei-lhe um esporro! Falei pra ele assim: Ô seu filha da puta, não tá vendo os soldados fazendo merda não?! Cumé que tu me deixa os caras pegar os FAL? Não me viu mandando o Paixão guardar o fuzil! Porra, Salgado! Quer portar fuzil vai pro 14º Batalhão, porra! Vai dar patrulha em Senador Camará, lá na Favela do Sapo, pra ver o que é bom! Caralho! Porra, Salgado! Tu acha que porque agora é cabo não é mais soldado? Manda aqueles babacas guardar o FAL! E manda um dos dois pro volante! Porra! Tomar no cu! Soldado querendo tirar onda de passageiro! Era só o que me faltava!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí fomos lá pra situação. Meu irmão, só te falo uma coisa: quase que eu me arrependi de não ter levado o fuzil! Quando chegamos lá na parada tava um berreiro da porra! Tu só ouvia os gritos da mulher que “pelo amor de Deus! Não faz isso Leléu! Ai minha Nossa Senhora!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora imagina a situação: um sujeito do tamanho de um ônibus arrebentando a parede a machadadas! O cara tava abrindo um buraco na parede com um machado, meu irmão! E do lado da porta! Saquei de cara que o caboclo tava maluco, aí pensei: se eu chego de bicho, o cara vai partir pra cima da gente com o machado. Se o cara vier com o machado, eu vou ter sentar o dedo. Se eu sentar o dedo, vai dar merda. Essa porra de munição contada é foda. E não dava nem pra usar a outra, que a mulher ligou lá pro posto e nego vai manjar que foi nóis que passou o cara. Aí eu falei pra rapaziada: vai ter que ser na idéia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que eu falei que ia ter que ser na idéia o Paixão respondeu: Sargento, o cara é parrudo, tá maluco e tá com um puta dum machado na mão, acho melhor chamar logo uma ambulância, que idéia em maluco na adianta! Nóis vai ter que fechar o cara! Aí eu disse que não ia fechar porra nenhuma! Se é pra atirar atira nas pernas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nisso, parece até mentira mas eu juro que não é, o rádio da viatura começou a fazer um esporro do caralho e eu fui lá ver o que era, e era a ambulância do posto de saúde! Fiquei puto! Porra! A mulher ligou pra polícia depois ligou pra ambulância! Não adianta, velho, a população não confia mesmo no trabalho da gente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí o doutor lá da ambulância disse o seguinte: “Oficial, güenta as pontas aí que já tamos chegando! Em cinco minutos tamos aí! Mas pelo amos de Deus não mata o cara que a gente não tem onde botar o corpo!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí eu fiquei mais tranqüilo, que o doutor me tratou com o devido respeito. Respondi pra ele: Positivo e operante! Vamos conter a situação até a chegada do distinto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem que eu sou sargento, mas como eu tava no comando, e o doutor é civil, deixei essa passar na boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de saltar falei assim pro Paixão: tu fica na retaguarda. Mantém uma distância segura e esteje com a arma pronta. Se o filho da puta vier de graça, enche ele de tiro. Mas não é pra matar não, viu? Mete três caroços, mas não atira pra matar, ouviu? Se tu matar o cara eu vou te foder rapidinho! Tu nunca mais vai sair do batalhão da Maré!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saltamos da viatura e fomos chegando de mansinho. Quando abrimos a porteira o cara nos viu, deu uma olhada e continuou arrebentando a parede. Eu pensei: antes a parede do que eu, e fui chegando. Quando tava uns cinqüenta metros do cara eu falei pra ele: Aí, meu irmão, deixa eu te dar uma idéia! Aí o cara começou a gritar, mas não saiu da varanda:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DEIXA EU ENTTRRRRARRRRR NESSA POOOOOOOOOOOORRRRRRRRRRRRRRRAAA!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EU JÁ TOU BOM ME DEIXA ENTRAR!!!!!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JÁ BOTEI REMÉDIO JÁ TOU BOM DEIXA EU ENTRAR NESSA POOOOOOOOOORRRRRRRRRRRRRRRRA!!!!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ELA DISSE QUE FUI EU QUE PASSEI PRA ELA MAS JÁ BOTEI REMÉDIO JÁ TOU-BOM QUERO ENTRAR EM CAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAASA!!!!!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Aí eu pensei: esse cara não tá bom pra conversar! Se eu chegar mais perto o cara enfia o machado nos meus cornos! Nisso chegou o médico perguntando o que que aconteceu. Aí eu disse: o cara tá maluco. Aí o doutorzinho cheio de idéia falou que isso ele tava vendo, ele queria saber por que que o cara tava maluco. Aí eu disse que não dava pra dar idéia no cara e ficar sabendo não. Ele se quiser que vá falar com o maluco, que eu não tava ali pra tomar machadada de ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí o médico falou que eu era foda e que muito ajudava quem não atrapalhava. Fiquei com vontade de autuar o filho da puta por desacato, mas como o maluco tinha visto o médico e tava chegando junto com o machado na mão, achei melhor sair de banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí o maluco chegou de disse: &lt;strong&gt;DOUTOR, O SENHOR É MÉDICO?&lt;/strong&gt; Aí o outro respondeu que era e o maluco começou a falar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DOUTOR, É QUE ELA NÃO TÁ QUERENDO QUE EU ENTRA EM CASA POR CAUSO DE QUE ELA DISSE QUE EU PASSEI DOENÇA PRA ELA! NÃO SEI NÃO DOUTOR É UM NEGÓCIO AQUI NO PIRU, MAS EU JÁ BOTEI REMÉDIO, JÁ TOU BOM! TOU SIM DOUTOR. JÁ BOTEI REMÉDIO!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Aí o médico perguntou que remédio que ele tinha botado e o maluco respondeu: &lt;strong&gt;DETEFON COM FUMO DE ROLO! EU BOTEI DETEFON COM FUMO DE ROLO DOUTOR, EU JÁ TOU BOM! FIZ BEM DOUTOR? NÃO TOU CERTO? O SENHOR QUER VER?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Aí o médico: “Fez bem, fez bem, tá certíssimo! Não, não precisa mostrar não, o senhor fez o certo. Mas pro remédio fazer efeito, o senhor tem que tomar uma vitamina!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí o maluco começou a gritar de novo: &lt;strong&gt;TÁ VENDO MULHER?! TÁ VENDO? EU FIZ CERTO! EU FIZ CERTO! O DOUTOR FALOU QUE EU FIZ CERTO! SÓ TEM QUE TOMAR VITAMINA QU’EU JÁ TOU BOM! VITAMINA! DOUTOR: O SENHOR TEM VITAMINA? ME DÁ VITAMINA! EU QUERO A VITAMINA! TÁ VENDO?! EU FIZ CERTO! DETEFON COM FUMO DE ROLO! EU JÁ TOU BOM! ME DÁ UMA VITAMINA!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É nessas horas que você vê que cada profissão tem um estudo, e o que que é um bom profissional. Até nem tava mais puto com o médico, que eu vi que o cara era fera mesmo. O cara chegou na idéia e dominou o maluco. Se fosse por mim, eu já tinha passado o cara! Mas é aí que tá a diferença das profissão, né não? Aí o médico falou assim comigo: “se ele se assustar com a injeção, você seguram o cara” e foi saindo pra ambulância e chamando o maluco: “chega aí pra tomar a vitamina! Mas deixa o machado aí, que a vitamina é injeção no braço!” e não é que o maluco largou a porra do machado? Aí fomos atrás dele lá pra ambulância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando lá o médico tava preparando uma seringa, que puta que pariu, parecia uma garrafa de cerveja! E ele tava falando assim, meio difícil, acho que pra enganar o maluco mesmo: “nesses casos, a posologia medicamentosa precisa ser potencializada por uma substância catalisadora, entendeu? Pois é, as propriedades terapêuticas do detefon e do fumo de rolo ficam muito mais fortes quando combinadas com essa vitamina aqui, como? Que vitamina é essa? É vitamina T-T. Dá o braço aqui, esse não, me dá o outro, isso!” meteu aquela agulha do tamanho dum bonde no braço do maluco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu irmão, mas foi na hora! O olho do cara virou e antes do doutor tirar a seringa do braço dele o bicho tava no chão! Ajudamos o médico mais o motorista a botar o cara dentro da ambulância. Quando a gente tava pra sair, o médico pediu carona. Mandou o motorista levar o cara pro hospital de Itaperuna e entrou na viatura. Aí fomos em silêncio até a cidade. Chegando no posto médico, o doutor agradeceu o bonde. Aí eu perguntei pra ele: Doutor, vem cá, de repente não era bom agente ter uma vitamina dessas na viatura? Num outro caso como esse, pode ser que adiante nosso lado né não? Como é que era o nome da tal vitamina?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí é que se vê o jogo de cintura de um bom profissional! O doutor olhou pra mim e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vitamina T-T! Tomou, Tombou!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o que eu digo sempre: é de profissionais assim que o Brasil precisa!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-116101333208879502?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/116101333208879502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2006/10/da-srie-fico-plausvel.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/116101333208879502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/116101333208879502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2006/10/da-srie-fico-plausvel.html' title='Da série: FICÇÃO PLAUSÍVEL'/><author><name>Patrício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12901534372700660230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_MQ5rtZ0N4TI/SRcajatmoBI/AAAAAAAAARM/E3gnjLgy3X0/S220/Quilmes5.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-115842757669883828</id><published>2006-09-16T14:24:00.000-03:00</published><updated>2006-09-18T19:43:31.653-03:00</updated><title type='text'>Da série: FICÇÃO PLAUSÍVEL</title><content type='html'>X&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava acostumada com a vida metodicamente programada, horário inflexível e jamais questionou o legítimo e supremo argumento do “porque sim”. Era neta de milico, filha de milico, o irmão era milico. Até o cachorro, um pastor alemão, era da P.E. que ia ser sacrificado, mas o coronel ficou com pena e levou o bicho pra casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era toda certinha, sabe? Aquelas meninas que, no colégio, sempre sentavam na frente da professora, tinha o caderno em dia, letra boa e boas notas. Era representante de turma, fazia ballet na escola, tinha bolsa parcial na Cultura Inglesa, não chegava em casa depois das 22h, freqüentava matinês de clubes, mas só na companhia do irmão, não bebia, nem batida docinha e nem pensava em fumar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem que não conseguiu passar em medicina para nenhuma federal, mas, como pra tudo se dá um jeito, fez faculdade de farmácia numa universidade particular sustentada pelo governo federal. Quase a mesma coisa, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Formou-se entre os louros da vitória e as lágrimas da família. O coronel, pela segunda vez na vida, derramou uma singela lágrima em público (a primeira foi quando ele ainda era tenente, e o cavalo que ele pretendia montar estampou-lhe a ferradura no...na...lá mesmo). Seu irmão (quase major segundo os últimos boatos) presenteou-lhe com uma enorme coroa de flores. Tudo bem, o que vale é a intenção. Também ia ficar meio estranho um militar sério, oficial de carreira entender desses mimos de flores e outras delicadezas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não aceitou o emprego que lhe ofereceram, tinha outros planos. Dedicou-se a entrar para as forças armadas! Oh! Que felicidade! Quem sai aos seus não degenera!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudou muito, não fez outra coisa além de estudar. Quando saiu o resultado, não foi surpresa nenhuma: lá estava lá o nome dela, encabeçando a lista. Logo no começo do treinamento entabulou um namoro com um amigo do irmão, rapaz sério, temente a Deus, tenente da corporação, TFP, de boa família e melhores intenções. Casaram-se em seis meses. Passaram a lua de mel em Fernando de Noronha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na véspera de ganhar sua primeira promoção, trancou corpo do marido na despensa, foi para o quartel, desviou seis fuzis automáticos leves, dezessete pistolas, doze granadas, oito caixas de munição e todo o éter do laboratório. Agora ela refina toda a cocaína consumida no sudeste e nunca mais teve que chamar aquelas bestas de “senhor”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-115842757669883828?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/115842757669883828/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2006/09/da-srie-fico-plausvel_16.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/115842757669883828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/115842757669883828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2006/09/da-srie-fico-plausvel_16.html' title='Da série: FICÇÃO PLAUSÍVEL'/><author><name>Patrício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12901534372700660230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_MQ5rtZ0N4TI/SRcajatmoBI/AAAAAAAAARM/E3gnjLgy3X0/S220/Quilmes5.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-115780596681369623</id><published>2006-09-09T09:42:00.000-03:00</published><updated>2006-09-09T09:46:06.826-03:00</updated><title type='text'>Da série: FICÇÃO PLAUSÍVEL</title><content type='html'>IX&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiu do trabalho meio nervoso, se trancando inteiro, andando meio de lado e com passinhos curtos. Quem mandou trabalhar longe e morar mal? Nunca sentiu tanto ódio de Niterói como naquele dia. Também, com tanto lugar pra morar tinha que morar em Água Santa? Mas vai dar, dá pra segurar até chegar em casa. É só um ônibus, a barca e outro busão. O ponto do dois quatro nove tá sempre com dois, três carros. Se bem que dá pra ir andando até as barcas, é pertinho. Tranqüilamente, vendo a paisagem, passando pela concha acústica, ó só o pessoal jogando rúgbi, olha lá o Canto do Rio! Daqui dá até pra ver o Pão se Açúcar! Já tá chegando. Putz, não tem trocado! Essa filha da puta da bilheteria ainda tá enrolando, vai tocar a porra do sinal! Deu! Corre pra pegar a Ipanema!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais vinte minutos e a barca balançando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora é tranqüilo, é só seguir pela Sete de Setembro até o ponto final. É rapidinho. Atravessar a Primeiro de Março foi meio demorado, sempre tem trânsito naquela porra de rua. A Rio Branco foi tranqüilo. Puta que  pariu! Não tem busão no ponto! Tem é uma fila da porra! Mas calma, já deve estar chegando um aí, o dois quatro nove tem toda hora...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou! Beleza! Vai dar até pra ir sentado! E a fila diminuindo, diminuindo, diminuindo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lugar pra sentar só no banco alto em cima da roda! Não! Mas em pé não dá, é melhor sentar. E foi. Em cima da roda. Suava. Cada buraco um susto, cada calombo um calafrio. Mas agora e rápido, quase não tem trânsito nessa hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que é isso aí na frente? É blitz na Vinte e Quatro de Maio? Porra! Esses caras ao invés de prender bandido ficam perturbando quem...não! Não! Peido não! Não solta! Tranca! Segura! Respira fundo! Isso! Vai passar, vai passar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora é rápido, tá quase chegando. Putz! Tem a Estácio! Caralho! Mas é rápido, tá quase. Até o sinal da estação tá aberto! Tá vendo que sorte?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias da Cruz! Até que enfim! Agora é só um retão e....AI! AI! Segura! Prende! Não vai dar, não vai dar! O Habibi’s! Tem que saltar no Habibi’s! Tá sempre aberto! Não! Segura! Já tá chegando, já tá chegando, já passou da Camarista, agora é rapidinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá sinal. Levanta devagar. Cuidado com o degrau, assim, isso, já tá chegando. Agora é fácil, fica tranqüilo, respira. Pensa em outra coisa. Canta uma música. Olha o prédio, cuidado pra atravessar a rua que nego não respeita sinal aqui não, isso. Vai lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porra! A chave! Tá na mochila, tem que estar! Procura com calma, pensa em outra coisa, isso, assim, olha lá! Achou a chave. Elevador. Não dá pra ir de escada. Tem que esperar o elevador. Calma, são só quatro andares, chega rapidinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terceiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terceiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terceiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porra! Tem alguém prendendo o elevador! Bate na porta! Mas bate com calma! Não fica nervoso, respira fundo. Isso, assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terceiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Térreo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou! Corre! O quê? Ah, minha senhora, vá pra puta que te pariu! Fica prendendo a porra do elevador e quer reclamar?! Tou com pressa sim, por quê?!  Foda-se a senhora! E viado é aquele teu filho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já tá chegando, a chave tá na mão, é só abrir a porta, ali o duzentos e dois, aponta a chave, gira a maçaneta, corre! Corre! Corre!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levanta a tampa, porra! Rápido, senta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As calças! Puta que pariu! As calças!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;TINHA QUE TER TIRADO AS CALÇAS!!!&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-115780596681369623?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/115780596681369623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2006/09/da-srie-fico-plausvel_09.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/115780596681369623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/115780596681369623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2006/09/da-srie-fico-plausvel_09.html' title='Da série: FICÇÃO PLAUSÍVEL'/><author><name>Patrício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12901534372700660230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_MQ5rtZ0N4TI/SRcajatmoBI/AAAAAAAAARM/E3gnjLgy3X0/S220/Quilmes5.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-115758092209362818</id><published>2006-09-06T19:19:00.000-03:00</published><updated>2006-09-06T19:17:29.043-03:00</updated><title type='text'>Um Poema para um homem meio confuso</title><content type='html'>Na época que o Mangangava era publicado na universidade que fica ali na sesmaria de Araribóia, corria pelo instituto em que estudávamos uma onda de poesia que os distintos leitores deste blog já tiveram a chance de sentir o potencial, representado pelo famigerado ‘Borboleta Negra’. Entre uma e outra de infindáveis viadagens, chegaram ao cúmulo de propor que as festas do curso de história não tivessem mais as coisas que uma festa de gente tem – músicas diversas etc. e tudo ficasse reduzido a rodas de samba e poesia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emocionados com essa situação, obviamente Palestino e eu resolvemos participar do movimento. Sacaneando a porra toda. No Mangangavamarela, saiu o ‘Momento do poeteiro’ assinado por um autor cujo pseudônimo era Publius Cacofatus – que a gente publica depois por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a primeira poesia foi a que fiz para um amigo nosso, hoje curiosamente morando próximo a cidade de Campinas – SP. Sabe aqueles caras que a gente pode classificar como ‘heterossexual afeminado’? Cheio de frescurinhas, indecisões, reclamações? Pois é. Como a gente perdia o amigo, mas não a piada, criei esse singelo poema para nosso amigo (ainda nosso amigo, apesar de tudo):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Um Poema para um homem meio confuso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Intrépido e sagaz valete&lt;br /&gt;Feliz, de tudo se ria&lt;br /&gt;Sonhava em pagar um boquete&lt;br /&gt;Em jogar água fora da bacia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, então, dúvida atroz&lt;br /&gt;Assaltou o perobão:&lt;br /&gt;“Não sentirei dor feroz,&lt;br /&gt;Que me atire na ilusão&lt;br /&gt;Se num gesto sensual&lt;br /&gt;Eu voltar pra fase anal?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que um dia, notando o valete entristecido&lt;br /&gt;E, adivinhando o motivo de tamanha depressão&lt;br /&gt;Um certo boticário lascivo&lt;br /&gt;Forneceu-lhe a solução:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ó jovem boiola, não chores por tua indecisão!&lt;br /&gt;Pois se temes que o ato anal te causes dor,&lt;br /&gt;Que macule cruelmente o triunfo do amor&lt;br /&gt;Apenas isso, necessitas de lubrificação!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Por alguns cobres, em qualquer esquina&lt;br /&gt;Ou mesmo comigo conseguirás a salvadora vaselina&lt;br /&gt;Que te permitirás montar em imenso falo&lt;br /&gt;E nele em prazeres cavalgar até São Gonçalo!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iluminado de alegria, terminou a indecisão&lt;br /&gt;E, sem medo, o valete teve a realização&lt;br /&gt;E hoje em dia não tem pra quem ele não dê&lt;br /&gt;Nas bucólicas plagas do Colubandê&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Intrépido e sagaz valete&lt;br /&gt;De prazeres atingiu os céus&lt;br /&gt;E agora sua fama de gilete&lt;br /&gt;O persegue até Ilhéus!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Em tempo: a inspiração do poema além do nosso amigo, veio de um anúncio encontrado na velha revista “Casseta Popular” de um produto chamado “Hair-Tonic”. Naquele tempo eles eram engraçados...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luciano;&lt;br /&gt;Em 06/09/2006 A.D.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-115758092209362818?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/115758092209362818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2006/09/um-poema-para-um-homem-meio-confuso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/115758092209362818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/115758092209362818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2006/09/um-poema-para-um-homem-meio-confuso.html' title='Um Poema para um homem meio confuso'/><author><name>Patrício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12901534372700660230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_MQ5rtZ0N4TI/SRcajatmoBI/AAAAAAAAARM/E3gnjLgy3X0/S220/Quilmes5.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-115758148951915979</id><published>2006-09-06T19:18:00.000-03:00</published><updated>2006-09-06T19:24:49.520-03:00</updated><title type='text'>Sobre a dignidade humana</title><content type='html'>Bom Mesmo é Cu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há alguns anos atrás, trabalhava eu como revisor de textos numa renomada editora que tinha como grande especialidade a publicação de livros médicos. Entre nôminas anatômicas, descrições detalhadas de procedimentos cirúrgicos que fariam até Torquemada ranger os dentes, e infindáveis fotografias das mais bizarras maneiras que uma pele doente pode ter num Atlas de dermatologia, eis que me cai nas mãos, num dia chuvoso e particularmente desinteressante, um capítulo de um livro de proctologia, o ramo da medicina mais engraçado de todos (não do ponto de vista da vítima do exame de toque retal). Abrindo o capítulo, que era sobre procedimentos cirúrgicos na área de serviço (isso mesmo, operação no rabo), uma epígrafe que me fez quase perder o emprego, de tão alto que gargalhei. Ei-la para vosso deleite, e com a devida referência autoral e bibliográfica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Você pode lesar, deformar, destruir, remover, maltratar, amputar, aleijar ou mutilar todas as estruturas no interior do ânus e ao redor dele, exceto uma. Essa estrutura é o esfíncter do ânus. Não existe um músculo ou estrutura no corpo que possua um senso de alerta mais agudamente desenvolvido e capacidade de acomodar-se a situações variáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afirma-se que o homem tem sucesso onde os animais falham, devido ao uso inteligente das mãos; porém, quando comparado a elas, o esfíncter anal é bem superior. Se você colocar em suas mãos em forma de concha uma mistura de líquido, sólido e gás e depois, através de uma abertura no fundo, tentar deixar sair apenas o gás, não conseguirá. Porém, o esfíncter anal pode fazê-lo! O esfíncter aparentemente pode diferenciar entre sólido, líquido e gás. Aparentemente ele pode dizer se seu dono está sozinho ou com alguém; de pé ou sentado; se seu dono está de calças ou sem. Nenhum outro músculo do corpo protege tanto a dignidade humana, e está tão pronto para vir em seu socorro. Um músculo como este deve ser protegido.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bornemeier, W. C. “Sphincter Protecting Hemorrhoidectomy”. In: American Journal of Proctology, 1960, 11:48.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrito por Luciano;&lt;br /&gt;Publicado em 06/09/2006 A.D.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E postado por Patrício, se peidando de rir ao notaras iniciais do Doutor de cu !&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-115758148951915979?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/115758148951915979/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2006/09/sobre-dignidade-humana.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/115758148951915979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/115758148951915979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2006/09/sobre-dignidade-humana.html' title='Sobre a dignidade humana'/><author><name>Patrício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12901534372700660230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_MQ5rtZ0N4TI/SRcajatmoBI/AAAAAAAAARM/E3gnjLgy3X0/S220/Quilmes5.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-115757991226312056</id><published>2006-09-06T18:43:00.000-03:00</published><updated>2006-09-06T19:04:05.523-03:00</updated><title type='text'>"É fazendo força que a gente faz força" ou "A União faz açúcar"</title><content type='html'>Seguinte, cambada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além deste percussionista de teclado que por ora vos fala, o meu, o seu, o nosso Mangangavamarela agora tem mais um escritor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se do meu camarada Luck Luciano, o Facínora da Amaral Peixoto, já apresentado aqui como co-fundador da versão xerocada do Mangangavamarela. Fico devendo um perfil do consumidor, mas por hora, basta saber que ele é funcionário de César, o Maia, figurante dos filmes do Jack Chan e guitarrista da banda La Puta Madre! nas horas vagas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele fica devendo as cópias do Mangangavamarela, que ele tem um monte e eu não tenho nenhuma!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, sedo assim, aí vão dois textos que ele me mandou publicar. O cara é franzino mas é figurante do Jack Chan, convém não contrariar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-115757991226312056?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/115757991226312056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2006/09/fazendo-fora-que-gente-faz-fora-ou.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/115757991226312056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/115757991226312056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2006/09/fazendo-fora-que-gente-faz-fora-ou.html' title='&quot;É fazendo força que a gente faz força&quot; ou &quot;A União faz açúcar&quot;'/><author><name>Patrício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12901534372700660230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_MQ5rtZ0N4TI/SRcajatmoBI/AAAAAAAAARM/E3gnjLgy3X0/S220/Quilmes5.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-115741343706781777</id><published>2006-09-04T20:43:00.000-03:00</published><updated>2006-09-06T12:46:35.506-03:00</updated><title type='text'>Da série: FICÇÃO PLAUSÍVEL</title><content type='html'>VIII&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um desses sujeitos pacatos e sem grandes atrativos, que vivem em paz sua vidinha morna. Contabilista, Kardecista, sub-síndico do condomínio Solar dos Ipês, levemente racista e homofóbico e membro da venerável Ordem da Rosa Cruz. Queria mesmo é ser da Maçonaria, mas nunca pintou um convite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, voltando do Centro Espírita Luz e Caridade, foi colhido em meio a uma malta rubro negra, que voltava nas asas de uma vitória sobre o seu amado tricolor das Laranjeiras. Encolheu-se bem no banco do ônibus e tentou não dar confiança. Nem olhava para ninguém enquanto a turba entoava o seguinte estribilho: “Todo viado que eu conheço é tricolor”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caldo derramou quando um negrão três por quatro lhe perguntou: “por causo de quê que o distinto tá olhando?” e ele, escolhendo as palavras como quem escolhe a aliança:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Infelizmente, cidadão, não comungamos das mesmas preferências desportivas.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois foi o que bastou para o negão se levantar e anunciar:&lt;br /&gt;“O distinto aqui, além de comunista é vascaíno!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imediatamente um Paraíba propôs:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A gente vamos matar ele!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomou tanta porrada que não escapou nem a alma. Quer dizer, a alma até que escapou, mas chegou no “Nosso Lar” bastante amarrotada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-115741343706781777?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/115741343706781777/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2006/09/da-srie-fico-plausvel_04.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/115741343706781777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/115741343706781777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2006/09/da-srie-fico-plausvel_04.html' title='Da série: FICÇÃO PLAUSÍVEL'/><author><name>Patrício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12901534372700660230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_MQ5rtZ0N4TI/SRcajatmoBI/AAAAAAAAARM/E3gnjLgy3X0/S220/Quilmes5.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-115741033588292819</id><published>2006-09-04T19:50:00.000-03:00</published><updated>2006-09-06T12:02:13.006-03:00</updated><title type='text'>Da série: FICÇÃO PLAUSÍVEL</title><content type='html'>VII&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pirou e saiu correndo pelado pela rua e cantando o Hino do Vasco da Gama.&lt;br /&gt;Foi chamado de:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Babaca, pelo taxista;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bundudo, por um sacana;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Piroquinha, pela estudante;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bacalhau otário, por um flamenguista;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escroto, pelo dono da padaria;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ímpio, por um pastor evangélico;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arrombado, pela própria irmã;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coitadinho, pela bicha do 502;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filho da puta, por outro cara nu, no sentido contrário, cantando o hino do Botafogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi preso e recolhido aos costumes. Apanhar na delegacia até que nem foi tão foi ruim. Foda mesmo foi dividir a cela com o botafoguense.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-115741033588292819?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/115741033588292819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2006/09/da-srie-fico-plausvel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/115741033588292819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/115741033588292819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2006/09/da-srie-fico-plausvel.html' title='Da série: FICÇÃO PLAUSÍVEL'/><author><name>Patrício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12901534372700660230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_MQ5rtZ0N4TI/SRcajatmoBI/AAAAAAAAARM/E3gnjLgy3X0/S220/Quilmes5.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-115689531001582581</id><published>2006-08-29T20:15:00.000-03:00</published><updated>2006-08-30T10:58:54.443-03:00</updated><title type='text'>De como uma bobagem escrita por mim pode vir a ser atribuída a um membro da Academia Brasileira de Letras</title><content type='html'>Hoje, dia 29 de agosto do ano da graça de 2006, às vinte horas e sete minutos, abri minha caixa de e-mail.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não seria nada demais, se eu não tivesse recebido dois posts do meu blog! Sem nenhum crédito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que quem me enviou, e enviou certamente a um porrão de gente, fez isso por ter gostado do que este que vos fala escreveu. Fiquei feliz mesmo com isso. Qualquer um que se dispõe a dividir sua obra, mesmo que sejam essas bobagens que eu escrevo, se envaidece com o reconhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que como os e-mails não diziam de onde eram os textos, e nem quem era o autor, esse reconhecimento à obra que eu obrei e que ainda venho obrando ficou seriamente comprometido. Eu reconheço como minha obra, quem já conhece reconhece também, mas e quem nunca viu? Quem nunca viu, ao ver, não saberá se eu recebi o mesmo e-mail que ele, ou se li em algum lugar, ou se, simplesmente aquilo nasceu sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem contar o perigo de isso ficar circulando eternamente pela Internet, com a autoria atribuída ao Jabor ou ao Veríssimo. Talvez até ao Ubaldo. E mesmo eu não gostando muito do estilo dos dois primeiros, não acho justo que as pessoas atribuam meus pobres textos a eles. Reconheço que eles, pelo menos, sabem escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso eu peço a todos vocês, meus amigos ou não, que se, num momento qualquer tiverem a idéia de enviar meus textos a outrem, dêem o crédito que, se não o autor, os textos merecem. Pode até parecer que escrever essas bobagens é a coisa mais fácil do mundo, mas acreditem, não é. Mais difícil ainda foi a decisão de publicá-los. Minha esposa que me convenceu a abrir um blog, e ela tinha razão, o blog me faz bem. Ou pelo menos fez até hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem me enviou meus textos por e-mail eu sei que só o fez por ter gostado e o fez na melhor das intenções, mas certamente enviou a mais gente. Então eu escrevi esta mensagem, honesta e sincera, que encerra o post de hoje, omitindo o nome da pessoa, que aliás, me é muito querida:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Fiquei muito feliz em saber que você gostou tanto do meu blog a ponto de encaminhar uns textos dele. Mas só te peço um favor, ***, põe a fonte. Dá o crédito. Aí é favor mesmo: envia outra mensagem às pessoas, contando que o texto é de minha autoria e dá o endereço do meu blog, tá?Faz isso, por favor?Um beijo do amigo;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ricardo Palestino.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-115689531001582581?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/115689531001582581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2006/08/de-como-uma-bobagem-escrita-por-mim.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/115689531001582581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/115689531001582581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2006/08/de-como-uma-bobagem-escrita-por-mim.html' title='De como uma bobagem escrita por mim pode vir a ser atribuída a um membro da Academia Brasileira de Letras'/><author><name>Patrício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12901534372700660230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_MQ5rtZ0N4TI/SRcajatmoBI/AAAAAAAAARM/E3gnjLgy3X0/S220/Quilmes5.JPG'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-115669395875613887</id><published>2006-08-27T12:35:00.000-03:00</published><updated>2006-08-29T11:01:19.110-03:00</updated><title type='text'>Da série: FICÇÃO PLAUSÍVEL</title><content type='html'>VI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja bem, seu Delegado, eu desfilo na bateria desde que eu era molequinho, Doutor! Meu avô foi o primeiro presidente da escola! Minha avó era presidenta da ala das baianas, mas agora ta na Velha Guarda. Agora vagabundo vem com essa onda? Eles tavam é me tirando de otário! Eu não admito onda com a minha cara! Eu sou sujeito Homem, Doutor, cumpridor dos meus direitos humanos! O Doutor vai concordar comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o seguinte, Doutor: eu tava lá na minha, no pagode da tia Ceição, o coro comendo, feijoada, caipirinha, cerveja, caninha de barril e o diabo. Pois é, eu tou lá com meu cavaquinho, de olho nas meninas, e aí no minuto do comercial eu fui lá atrás no matinho. Quando eu tava voltando é que veio aquele pessoal falar com a minha pessoa. Era três minas e um cara meio esquisitão. Aí eles vieram com um papo de cultura nacional, nossas raízes, resistência, resgate, e não sei que mais. Só sei que eu não entendi porra nenhuma, só entendi que eles queriam que eu fosse tocar numa festa lá deles, e que ia ter cerveja arregada e era zero-oitocentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até aí, por mim, beleza. Voltei lá pra mesa, os caras ficaram me alugando um pouquinho, mas como as minas eram mais ou menos e o cara aparentemente não tava pegando nenhuma das três, aliás, ele nem parecia muito chegado, sabe como é que é, né? Então. Fiquei lá fazendo uma social. Cantei uns sambas caprichando no gogó, bem de olho nas minas mesmo. Vai que uma delas se engraça? Essas minas riquinhas são meio chegadas num negão. Mas acabou que não peguei ninguém mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí eu fui lá, né? Chamei a rapaziada que toca comigo, tudo gente boa: Zezinho Sem Mãe no pandeiro, Tuninho Cagado no tantã,  Paulo Gambá no repique de mão, Baiano Bom no reco-reco, agogô e essas porras, que ele não sabe tocar direito, mas é camarada, e Ruésleiston na aba, pra pegar cerveja pra gente. Não, Doutor, não tem apelido não. O cara já se chama Ruésleistson, botar apelido é sacanagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí, chegamos lá no bagulho. Tinha um porrão de gente, tudo meio esculhambado com cara de quem não toma banho. Mulher que é bom só tinha umas sete. Sinistro é que só tinha carrão no estacionamento. Fiquei até com vergonha do meu chevete. Aí tamos crentes que vamos chegar e começar a tocar, né? Mas tinha que esperar um pessoal lá falar primeiro, aí depois outro falar também, e só depois que todo mundo já tivesse metido a boca no microfone é que podia começar o pagode. Então tá. Mandamos o Ruésleiston ir lá fora e comprar uma garrafa de Pau Pereira pra beber com Fanta Laranja enquanto o pessoal falava lá. Aí nessa hora, depois que eu já tinha enxugado bem uns três copos, um cara lá, aquele esquisitão que foi no pagode me chamar, me chamou pra me apresentar como “um grande sambista, preservador das nossas tradições afros-descendentes” e coisa e tal.  Aí tive que ir, né? Nego perguntava uns negócios aí  e eu só conseguia responder “É isso aí, daqui a pouco a gente vamos tocar uns sambas pra vocês”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí depois disso começamos a tocar. Quando veio a cerveja, a cerveja tava quente. Achei falta de consideração, mas tudo bem. Tocamos lá uns sambas conhecidos, o povo fingiu que conhecia e coisa e tal, e foi se animando, e bebendo mais cerveja. Nisso um cara lá botou a mão na minha perna e perguntou se eu queria mais cerveja e eu disse que queria e ele voltou com a cerveja e sentou do meu lado. Nessa hora eu tinha resolvido cantar um samba de minha autoria que era assim: “Eu saí na sexta feira, cheio de animação/ falei pra minha patroa que só  ia buscar um pão/ mas parei pela birosca para molhar a palavra/ encontrei uma morena que meu cunhado pegava” e por aí vai. Nisso, o cara que tava do meu lado saiu pra pegar mais cerveja, e doutor, eu juro que eu vi, ele passou por outro cara e comprimentou o cara com dois beijinhos, doutor! Eu fiquei bolado, mas fiquei na minha, que eu era convidado e não ia falar nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou a hora de intervalo, né? Puxamos o corinho de “Um minuto pro comercial/ Vou tomar uma gelada pra ficar legal” e paramos. Ne que paramos, eles resolveram começar de novo com a falação. E toca o povo a falar um monte de coisa sobre samba, que eu fiquei até meio sem graça, sem saber se eu tava fazendo alguma coisa de errado ou se eles é que não entendiam porra nenhuma de samba mesmo. Nisso, aquele cara que tava do meu lado e parece que era mesmo, e pelo que eu entendi era ele quem mandava ali naquela festa, começou a falar assim: “Eu gostaria de agradecer a presença dos nossos ilustres convidados, que se dispuseram a compartilhar conosco umas poucas gotas do seu vastíssimo oceano cultural popular. Esses são os nossos verdadeiros poetas nacionais, nefelibatas oprimidos pela conjuntura social pequeno-burguesa” e aí ele parou de falar por causa de que o Toninho Cagado, muito puto dentro das calças saiu gritando: “NEFELIBATA É A PUTA QUE TE PARIU!!!!!!” e já levantou metendo a mão na palhaça do menino. Aí, eu pra separar enfiei meu cavaquinho nos córnos de um loirinho que estava indo pra perto do Zezinho Sem Mãe gritando “faz ele parar, faz ele parar” que eu achei que ele ia se engraçar com o Zezinho e o Zezinho não gosta de dar confiança. O Baiano Bom, que tava enfiando o agogô na orelha de um sujeito lá também foi pra cima do loirinho e deu-lhe um rabo de arraia tão bem dado, que até Mestre Pastinha ia ter que admitir que na capoeira ele era o cara. Nessa mesma hora o Paulo Gambá tava dando umas bolachas num cabeludinho lá que tinha dito que éramos todos irmãos, e o Paulo não gostou, que na família dele nunca que teve uma bichona. O Ruésleiston, que não é bobo nem nada já tinha abastecido o chevete com umas caixas de cerveja, além de colocar quatro minas lá dentro e ligado o motor. Depois ele me explicou que só deu pra levar quatro minas que as outras três duas eram sapatão e  a outra tava doidona de maconha e não tava entendendo mais porra nenhuma. Aí partimos com as minas pra comunidade e terminamos o pagode lá mesmo, no quiosque do Jorginho Jumento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso foi na sexta feira, seu Delegado, e eu tou aqui hoje pra prestar queixa de assédio sexual contra aquele cara que botou a mão na minha perna, e também por causa de que como  o loirinho usava óculos, ele quebrou meu cavaquinho e agora eu tou só com o banjo pra tocar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-115669395875613887?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/115669395875613887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2006/08/da-srie-fico-plausvel_27.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/115669395875613887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/115669395875613887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2006/08/da-srie-fico-plausvel_27.html' title='Da série: FICÇÃO PLAUSÍVEL'/><author><name>Patrício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12901534372700660230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_MQ5rtZ0N4TI/SRcajatmoBI/AAAAAAAAARM/E3gnjLgy3X0/S220/Quilmes5.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-115625885758543524</id><published>2006-08-22T11:43:00.000-03:00</published><updated>2006-08-25T23:28:16.283-03:00</updated><title type='text'>Da série: FICÇÃO PLAUSÍVEL</title><content type='html'>V&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Carlos Marcelo trabalhava numa xerox. Um dia, bateu esse memorando aí pra ele copiar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ao Sr Exm Diretor Presidente do Centro Recreativo Presidente Costa e Silva:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venho por meio desta comunicar-lhe do lamentável incidente ocorrido no último sábado passado, no quando de um desenrolar da peleja futebolística entre dois times universitários, um e História, o outro de Veterinária, parte da nossa quadra foi acidentalmente envolvida em uma rusga entre os contendores. A parte da quadra que foi envolvida no conflito foram as traves, as redes, a mesa de ping-pong, os tacos de sinuca, o placar e a arquibancada. O piso da quadra, apesar de meio sujo e manchado, não sofreu maiores danos. A arquibancada caiu, já que mexeram naquela lata de goiabada que a gente usava lá pra escorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que a polícia se retirou, ao efetuar a faxina do lugar encontramos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;#Setenta e nove dentes sortidos, entre incisivos e molares, além de um root e quatro pivôs;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;#Vinte e oito canetas, vermelhas e azuis, mas só quatro funcionavam;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;#Trinta e sete garrafas vazias de conhaque Dubar e mais a mesma quantidade de garrafas de vinho quinado da mesma marca, sendo que numa ainda deve ter bem uns dois copos;&lt;br /&gt;#Uma garrafa de cachaça, marca “Vai que é Tua”, ainda com a chapinha;&lt;br /&gt;#Quinze porretes de madeira, oito vergalhões e três canos de PVC;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;#Um legítimo canivete Corneta;&lt;br /&gt;#Vários pedaços de correntes, somando ao total de um metro e vinte e dois;&lt;br /&gt;#uma edição de bolso do Armorial Português;&lt;br /&gt;#Um pára-lama azul de fusca, bastante danificado;&lt;br /&gt;#Um pneu de caminhão;&lt;br /&gt;#Três galinhas d’angola;&lt;br /&gt;#Uma lata de goiabada vazia (aquela que escorava a arquibancada);&lt;br /&gt;#Quatro calcinhas e dois sutiãs;&lt;br /&gt;#Trinta e dois discos de forró e um do Led Zeppelin;&lt;br /&gt;#Uma camisa da Refrigeração Cascadura;&lt;br /&gt;#Papel pra caralho;&lt;br /&gt;#Um gambá, perto da “Vai que é tua”;&lt;br /&gt;#Um urubu pintado de verde;&lt;br /&gt;#Um prestobarba novinho;&lt;br /&gt;#Um prato de farofa de dendê com duas velas vermelhas;&lt;br /&gt;#Um saquinho de orégano; &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;#Oitenta e dois quilos de latas de cerveja vazias.&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sugiro vendermos as latas, as garrafas e o pára-lama de fusca para cobrir o prejuízo, e o resto doar para o criança esperança, com exceção do gambá, que fugiu com a garrafa de “Vai que é Tua" e das galinhas d’angola, que já estão devidamente temperadas com orégano, sabendo que posso contar com a sua presença no jantar de hoje...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mais, creia-me seu patrício e admirador;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ronildison Silva.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Depois de lido e copiado,Carlos Marcelo só pensava nas calcinhas...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-115625885758543524?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/115625885758543524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2006/08/da-srie-fico-plausvel_22.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/115625885758543524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/115625885758543524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2006/08/da-srie-fico-plausvel_22.html' title='Da série: FICÇÃO PLAUSÍVEL'/><author><name>Patrício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12901534372700660230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_MQ5rtZ0N4TI/SRcajatmoBI/AAAAAAAAARM/E3gnjLgy3X0/S220/Quilmes5.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-115625686591786045</id><published>2006-08-22T11:11:00.000-03:00</published><updated>2006-08-23T15:36:12.013-03:00</updated><title type='text'>Difícil é o Nome</title><content type='html'>Tem uma rapaziada aí me perguntando que raio de nome de blog é esse. Vou explicar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos idos da década de noventa, eu era mais um estudante de História em uma famosa universidade, numa terra de índio, onde Nietzsche é herói, joelho é italiano e pastel é sorriso. Até hoje não me acostumei com essas idiossincrasias da província.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem. Como sói acontecer em faculdades onde todo mundo é meio intelectual e meio de esquerda, existiam diversas facções de desocupados, todas se achando muito intelectuais e muito de esquerda, e achando os outros muito alienados e de direita. Isso, como você pode imaginar, e se não pode eu conto, gerava enormes e intermináveis discussões sobre como mudar o mundo, sobre o sexo dos anjos, sobre quem nasceu primeiro o ovo ou a galinha, e outros assuntos da mesma relevância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio dessa falta do que fazer generalizada, uma facção se destacava: os PISCs, sigla de Pessoas Sensíveis Inteligentes e Criativas, um pessoal nostálgico, sabe qual é? Daqueles que no fundo no fundo, queriam viver numa ditadura só pra tomar porrada da polícia , tirar onda de exilado político e de artista genial incompreendido. E esse povo tinha cada idéia, que puta que pariu, dava pra adubar o deserto do Saara, e ainda fertilizava Gobi, Atacama, Mojave e o semi-árido nordestino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra você ver, vou contar só uma: certa feita, notando que o prédio da faculdade tinha sete conjuntos de colunas (pilotis), esse povo houve por bem arrecadar dinheiro, com banquinha e tudo, pra pintar cada uma das colunas com uma cor do arco-íris. A justificativa deles era humanizar o concreto. Pra mim, e pra grande maioria das pessoas que não precisa de gardenal diariamente, era pura babaquice, ou viadagem, ou muito tetra-hidro-canabinol nas idéias, ou tudo isso com dois ovos em cima. Não pintaram, mas também não devolveram dinheiro de nenhum contribuinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais ou menos por essa época, esses PSICs lançaram um jornaleco xerocado, cheio de literatice, onde, imediatamente, duas coisas me chamaram atenção. A primeira foi um texto panfletário, cheio de indignação esquerdista libertária comunista pra caralho contra o homem branco português colonizador feio bobo e cara-de-mamão. Até aí, era de se esperar. Mas o chute nos ovos veio com a seguinte passagem, abre aspas: No dia VINTE E UM DE ABRIL, o português pisou nesta nossa terra, fecha aspas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PUTA QUE PARIU! Alunos de História! Tudo bem que esse negócio de ficar lembrando datas é chato, que historiador não é calendário e tal, mas, porra, o filho das unhas que escreveu isso não teve nem o trabalho de descobrir que o Brasil foi descoberto oficialmente em VINTE E DOIS de abril! Vinte e um é Tiradentes, porra, não lembra que é feriado?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que veio depois foi é que foi de arrancar os cabelos do saco. Um sujeito expeliu um poemelho, daqueles que você nota que o cara fez um puta esforço pra parecer que não fez esforço nenhum, que iniciava com a seguinte pérola, abre aspas: O que eu mais gosto em uma mulher são OS SEUS CLITÓRIS, fecha aspas. OPA! Os seus? Foi nesse ponte que eu pensei que fosse um erro de digitação, já que, por princípio, acredito na boa vontade. Mas não era. O desinformado menestrel passou o poema todo se referindo aos clitóris das mulheres. Eu juro que na hora eu fiquei com pena.Esse cara nunca deve ter visto um mulher pelada. Nem em revista sueca, que é o melhor Atlas de anatomia do mundo! Ou então, eu que não descobri os outros....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conste nos autos que a tal publicação PSIC atendia pelo singelo e poético nome de “BORBOLETA NEGRA”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passada a pena, eu e um amigo, meu caro camarada Luck Luciano, o facínora da Amaral Peixoto, resolvemos sacanear, já que nosso lance era muito mais implicância do que política. Resolvemos, nós mesmos publicar outro jornal xerocado, onde a proposta editorial era sacanear a tudo e a todos , sem pena ou remorso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já sabe uma famosa escola de samba aqui do Rio, difícil é o nome. Tentamos vários, e nenhum servia a nossos propósitos. Ou eram sérios demais, ou sérios de menos. Um dia, não sei quando nem onde, ouvimos uma música do ainda Jorge Ben, que tem um verso que diz, abre aspas de novo: ô mangangava da barriga amarela..., e outro que diz: toma cuidado com mangangá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achamos o nome! Sem sair da insetologia geral e comparada, achamos no dicionário: mangangava: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;s.m. Bras. Nome das abelhas sociais do gênero Bombus, de ferroada muito dolorida,responsável pela polinização de várias plantas, entre elas o maracujá. Durante esse processo, apresenta uma faixa abdominal, que tende a ficar amarelada pelo pólem. Também chamadas de mangangá ou mangangaba./ Brás. (NE) espécie de besouro grande que rói a madeira&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Perfeito! Caiu como uma luva!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nosso Mangangavamarela, juntinho assim mesmo, que a diagramação era muito ruim e precisava de espaço (eu era o diagramador) teve uma aceitação tão grande, que rapidamente surgiram outros, como o povo lá chamava, “documentos” do mesmo tipo, e número de cartas abertas pipocou naquele lugar! Todo mundo queria ser engraçadinho (nós também, mas, pô, olha o respeito, fomos pioneiros). Me lembro especificamente de dois: “Os Tibetanos contra China e o povo Mongol" (tinha um PSIC cujo apelido era China) e o "D.A. pra mim".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Mangangavamarela durou alguns números, com uma tiragem oficial de R$ 5,00, ou seja: se a xerox aumentava, diminuía a tiragem. Não raro um ou outro vagabundo coçava o bolso e nos dava uma grana pra tirar mais xerox. Só pra não passar em branco, o Borboleta negra só teve mesmo aquela edição”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi muito bacana, o pessoal gostava à beça. Mas o chato é que eu até hoje ao tenho nenhum exemplar do Mangangavamarela comigo. O Luck diz que também não tem, mas eu acho que ele está escondendo um monte, com medo que eu roube dele....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-115625686591786045?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/115625686591786045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2006/08/difcil-o-nome.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/115625686591786045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/115625686591786045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2006/08/difcil-o-nome.html' title='Difícil é o Nome'/><author><name>Patrício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12901534372700660230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_MQ5rtZ0N4TI/SRcajatmoBI/AAAAAAAAARM/E3gnjLgy3X0/S220/Quilmes5.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-115600803420710318</id><published>2006-08-19T14:12:00.000-03:00</published><updated>2006-08-23T09:12:37.596-03:00</updated><title type='text'>Da série: FICÇÃO PALUSÍVEL</title><content type='html'>IV&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas porrada mesmo, de verdade, teve naquele jogo de futebol, entre o time da Faculdade de Veterinária e aquele povinho sem caráter do curso de história, aquela cambada de comunistas safados e sem vergonha. Saiu um cacete firme! Apanhou até quem nunca tinha apanhado na vida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles comunistas começaram a criar caso depois que uma jogada ofensiva do timinho lá deles, que foi brilhantemente neutralizada pela genial zaga da Veterinária. Aí que começou a confusão! Só por causa de que o Almeidinha, aquele que é da igreja, crente, né?, e três vezes vice-campeão estadual de luta livre, cortou o ataque com um armilóque voador (o terceiro do jogo! Vejam só: não é todo dia que um zagueiro se destaca assim!), um gordinho lá do outro time se sentiu no direito de tomar satisfação e pedir que o juiz marcasse um pênalti a favor da História! Sendo que o juiz já tinha até acertado um negócio aí, de papo de uns duzentos merréis com o C.A. de Veterinária. Veja só, esse povo de esquerda fala muito , mas queria subverter a sua palavra dada dele, dele o juiz, entendeu? A essa altura, a torcida lá deles já estava perdendo o controle, possivelmente devido a enorme quantidade de conhaque com vinho quinado que estavam consumindo. Aliás, os jogadores também tamparam firme nisso aí antes do jogo. Deve ser dópingue. E no meio daquela discussão de que se foi pênalti ou não foi pênalti, o Rodriguinho, capitão do time de Veterinária, que aliás, já tinha até se formado e trabalhava numa fazenda de inseminação artificial de vacas em Goiás, mas que veio especialmente dar uma força por colegas, você vê o que é um cara de bom coração, se despenca lá do cu do mundo só pra ajudar os amigos. Enche meu copo aí! Então? O que eu tava falando? Ah sim, o Rodriguinho! O Rodriguinho veio e falou o seguinte: Vá tomar no cu vocês tudo! Que vocês da História é uma cambada de maconheiro safado, comunista, caloteiro, cachaceiro sem caráter, fedorentos e ainda por cima é tudo boiola!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nisso, um parrudo lá da torcida deles veio gritando lá da arquibancada “BOIOLA NÃO!!! VIADO É A PUTA QUE TE DEU LEITINHO!!!” E desceu o maior tapa na orelha do mundo no pobre do Rodriguinho, que, gente, eu juro, ele ficou quinze dias murmurando que o número chamado está fora da área de cobertura ou desligado por favor tente mais tarde. E foi aí que a merda virou boné! Eu não posso falar muito não, que já no começo da briga alguém me acertou com um pára-lama de fusca, que eu só me lembro que o pára-lama era azul calcinha. Mas o Gustavo, que só perdeu três dentes da frente e foi desmaiar só quinze minutos antes da polícia chegar, me falou que foi um negócio horrível, feio mesmo de se ver. Por isso que eu digo: esse negócio de estudar história deixa as pessoas meio revolucionárias. Uquê? Quem ganhou? Na porrada foram eles, mas o jogo foi zero a zero...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-115600803420710318?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/115600803420710318/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2006/08/da-srie-fico-palusvel.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/115600803420710318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/115600803420710318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2006/08/da-srie-fico-palusvel.html' title='Da série: FICÇÃO PALUSÍVEL'/><author><name>Patrício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12901534372700660230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_MQ5rtZ0N4TI/SRcajatmoBI/AAAAAAAAARM/E3gnjLgy3X0/S220/Quilmes5.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-115477973245361503</id><published>2006-08-05T09:06:00.000-03:00</published><updated>2006-08-05T09:08:52.466-03:00</updated><title type='text'>Da série: FICÇÃO PLAUSÍVEL</title><content type='html'>III&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordou de olho roxo, no colo da maior ressaca do mundo, na rodoviária de Itaguaí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem condições de lembrar nem o nome da mãe, ligou pra Bruninha, do recursos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Menino! Eu pensei que tinham te matado depois do Parabéns pra você!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes não tivesse ligado! Ficou sabendo de todas as feiúras que fez no aniversário da Dona Cleide. Misturou cerveja quente em copo de plástico com vinho de garrafão, matou a batida de amendoim, empinou uma garrafa de Continni no gargalo, comeu um pote de creme hidratante, bebeu um vidro de xampu com o devido condicionador, vomitou na pia da cozinha e detonou meia garrafa de Natu Nobilis (Natão é foda!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dançou forró com um cabide, fez “chão, chão, chão” em cima da mesa da varanda, cantou “Chora bananeira/ Bananeira chora”, puxou um pagode-putaria com a gravata na testa e batucando com uma caneta numa garrafa de cerveja, peidou na frente da Michele, aquela gracinha da recepção, passou a mão na bunda do Carlinhos da contabilidade e por falar em bunda, fez um discurso em louvor da dita cuja da Dona Celinha, onde, com graça e donaire, encerrou com chave de ouro: “um rabo aquele tamanho não tem dois gomos, tem hemisférios”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Começou a apanhar depois do “parabéns”, quando, já quebrando o abajur, puxou o corinho da “chuva cai; a rua inunda”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensou em comer um pote de racumim. Mas tomou um café e foi pra casa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-115477973245361503?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/115477973245361503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2006/08/da-srie-fico-plausvel_05.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/115477973245361503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/115477973245361503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2006/08/da-srie-fico-plausvel_05.html' title='Da série: FICÇÃO PLAUSÍVEL'/><author><name>Patrício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12901534372700660230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_MQ5rtZ0N4TI/SRcajatmoBI/AAAAAAAAARM/E3gnjLgy3X0/S220/Quilmes5.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-115460837063251407</id><published>2006-08-03T09:15:00.000-03:00</published><updated>2006-08-21T18:47:18.276-03:00</updated><title type='text'>Da série: FICÇÃO PLAUSÍVEL</title><content type='html'>II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fez o curso pelo correio. Em seis meses era pastor. Gastou oitenta pratas num terno azul claro, engraxou o sapato, ensebou o cabelo meteu o desodorante e a bíblia no suvaco e partiu para salvar as almas das garras do Diabo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No trem, apesar dos seus erros de concordância e dos epítetos carinhosos que os passageiros lhe dirigiam, conseguiu cantar dois Hinos, recitar três salmos e meio, além de expelir um lindo discurso de 50 minutos, onde com redundância e prolixismo, disse nada com coisa nenhuma, acreditando em cada vírgula que saia de sua voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou o dia na Central do Brasil, repetindo o discurso do trem, com pequenas variações sobre o mesmo tema, só parando para comer um joelho com suco de caju ali do lado. Foi embora satisfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na volta, para não cair na ociosidade, aproveitou o público do trem e veio esculhambando o Diabo, chamando ele de tudo que é nome que não fosse palavrão. Mal tinha entrado em seu barraco, ali em Vila Aliança, não viu o Caveirão gritando com aquela voz de manilha: “EU VIM BUSCAR A SUA ALMA!!!!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltou correndo pra Moita Bonita, Sergipe, onde planta milho, feijão e macaxeira e nunca mais buliu com essas coisas de religião.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-115460837063251407?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/115460837063251407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2006/08/da-srie-fico-plausvel_03.html#comment-form' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/115460837063251407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/115460837063251407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2006/08/da-srie-fico-plausvel_03.html' title='Da série: FICÇÃO PLAUSÍVEL'/><author><name>Patrício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12901534372700660230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_MQ5rtZ0N4TI/SRcajatmoBI/AAAAAAAAARM/E3gnjLgy3X0/S220/Quilmes5.JPG'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-115460711206833167</id><published>2006-08-03T08:49:00.000-03:00</published><updated>2006-09-04T21:18:33.796-03:00</updated><title type='text'>Da série: FICÇÃO PLAUSÍVEL</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;I&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Acordou de ressaca, do lado de uma senhora do tamanho do 696 (Méier Dendê) num motel em São Cristóvão. Desceu da cama, se vestiu, vasculhou todos os bolsos que viu pela frente ou pelo chão, contabilizando trinta e sete reais e umas moedas, meio maço de Derby suave, um cartão do Rio-Card, um vale-refeição de seis e noventa, dois chicletes, um isqueiro vagabundo como o logo da Skol, um pacote aberto de Hall’s preto e um panfleto com o Salmo 23.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acendeu um derby, largou o maço, botou um Hall's na boca, catou os fósforos, o pente, as miniaturas e uma latinha de Antártica no frigobar. Saiu de fininho, pra não acordar a jubarte, falou qualquer merda pra mocinha da recepção e saiu. Na rua, abriu a latinha, deu um gole, cuspiu o Hall's, deu outro gole e foi andando para o Largo da Cancela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na São Luiz Gonzaga, entrou numa padaria, pediu um maço de Hollywood, um café com leite, uma bananada e um pão com polenguinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomou uma Itaipava, meio quente, pagou a despesa e caiu debaixo do 312 (Olaria, Praça Mauá, circular) .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao dar entrada no Salgado Filho, ainda tinha forças para falar de si para consigo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Pelo menos, aqui eu sei como eu vim parar!”&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-115460711206833167?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/115460711206833167/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2006/08/da-srie-fico-plausvel.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/115460711206833167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/115460711206833167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2006/08/da-srie-fico-plausvel.html' title='Da série: FICÇÃO PLAUSÍVEL'/><author><name>Patrício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12901534372700660230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_MQ5rtZ0N4TI/SRcajatmoBI/AAAAAAAAARM/E3gnjLgy3X0/S220/Quilmes5.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-115228512574293953</id><published>2006-07-07T11:39:00.000-03:00</published><updated>2006-07-07T12:20:32.913-03:00</updated><title type='text'>Você é chata, caxias e CDF, mas eu sei que não é por mal.</title><content type='html'>Valeu, querida. Beleza que você gostou do blogg, que tem lido o que eu digito, achou bacana, limpinho, e gramatical e ortográficamente honesto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Legal, agradeço mesmo seus elogios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas daí a me cobrar que eu escreva todo dia, faça-me o favor!Eu não vivo disso, moça! Ninguém me paga pra escrever um blogg! Tenho mais o que fazer! Quando não muito, pelo menos uma louça pra lavar! Não leva a mal, mas, porra! Três e-mails por semana cobrando atualização é dose pra leão! Você até que é gente boa, mas é chata pacas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E só por ser minha amiga que eu te dou um conselho, e vai de graça. Se não entender, só lamento. Quem é burro, peça a Zeus que o mate, e a Caronte que o carregue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá vai o conselho e leia com atenção:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Liberdade"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Ai que prazer&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;não cumprir um dever.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ter um livro para ler&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e não o fazer!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ler é maçada,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;estudar é nada.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O sol doira sem literatura.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O rio corre bem ou mal,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;sem edição original.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E a brisa, essa, de tão naturalmente matinal&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;como tem tempo, não tem pressa... &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Livros são papéis pintados com tinta.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Estudar é uma coisa em que está indistinta&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A distinção entre nada e coisa nenhuma. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Quanto melhor é quando há bruma.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Esperar por D. Sebastião,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Quer venha ou não!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Grande é a poesia, a bondade e as danças...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mas o melhor do mundo são as crianças,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Flores, música, o luar, e o sol que peca&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Só quando, em vez de criar, seca. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E mais do que isto&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;É Jesus Cristo,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Que não sabia nada de finanças,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nem consta que tivesse biblioteca... "&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Fernando Pessoa&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sacou, senhorita? Vai ser caxias lá na caixa-prego!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-115228512574293953?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/115228512574293953/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2006/07/voc-chata-caxias-e-cdf-mas-eu-sei-que.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/115228512574293953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/115228512574293953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2006/07/voc-chata-caxias-e-cdf-mas-eu-sei-que.html' title='Você é chata, caxias e CDF, mas eu sei que não é por mal.'/><author><name>Patrício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12901534372700660230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_MQ5rtZ0N4TI/SRcajatmoBI/AAAAAAAAARM/E3gnjLgy3X0/S220/Quilmes5.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-114847831263505796</id><published>2006-05-24T10:38:00.000-03:00</published><updated>2006-05-26T20:47:51.203-03:00</updated><title type='text'>Gafanhotos, furacões, terremotos e telemarketing</title><content type='html'>Eu sei que é feio, anti-solidário, condenável, que a situação tá preta, tá ruim pra todo mundo, que o patriota do outro lado da linha não só não tem culpa, como também não tem nada a ver com meus problemas, mas como eu também não tenho nada com os problemas de ninguém, declarei guerra sem quartel, ampla e irrestrita ao telemarketing.&lt;br /&gt;Apesar de ter alguns amigos que trabalham nisso, e que já apresentaram defesas acaloradas da profissão –e aí, Vítor? Beleza? Nada pessoal, ok? –ainda não me convenci que seja verdadeiramente digno, justo, racional e salutar receber um telefonema de alguém que eu não conheço, me oferecendo coisas que eu não quero, numa hora em que não posso atender, fazendo perguntas que eu me recuso a responder!&lt;br /&gt;Sem falar no cruel assassínio da última flor do Lácio, inculta e bela! Essa gente não fala português porquê? “Estaremos depositando esta tarde, senhor”. Francamente! Future with going to fica muito melhor em inglês. Em português não funciona! E senhor é pronome de tratamento, faça-me o favor!&lt;br /&gt;Assim sendo, por isso e mais um pouco, resolvi partir para o ataque! Pode me telemarquear à vontade, mas vou dar o troco:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Senhor Ricardo, aqui quem fala é Cláudia, do jornal ‘O Globo’, o senhor tem um minuto?"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não, minha filha, eu tenho trinta anos.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Senhor Ricardo, aqui quem fala é Estevão, da Claro, e ainda não acusamos o recebimento da sua conta...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Acho bom que não acusem! Ora! Vocês não testemunharam nada! Ouviu bem? Nada!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Mas senhor, não é isso..."&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;É sim! Acusar sem ter provas é calúnia! Entendeu? E isso eu não admito!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Senhor Ricardo, bom dia, meu nome é Michelle, eu trabalho no departamento de promoções da Tim, posso falar com o senhor?"&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você devia perguntar isso antes de me telefonar!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"...então, senhor, para sua segurança..."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como assim, para minha segurança? Você sabe de alguma coisa? Eles me descobriram!? Maldita C.I.A.! Quer dizer: não fui eu! Sou inocente! Eu estava no Brasil em onze de Setembro!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"O senhor poderia estar confirmando seus dados pessoais?"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Claro que não. São meus, e são pessoais!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Mas, senhor, nós precisamos ter certeza que falamos com o senhor mesmo."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mas eu sei que eu sou eu. Eu só poderia não ser eu se eu fosse outra pessoa, e se eu fosse outra pessoa não estaria falando com você agora. Estaria fazendo o que outra pessoa está fazendo agora. Mas estou aqui, falando com você. Isso prova que eu sou eu. Aliás, se eu fosse outra pessoa eu queria ser o Sílvio Santos. Todo mundo gosta do Sílvio Santos. Você não gosta?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;"Mas senhor, não se trata disso..."&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Não se trata de gostar do Sílvio Santos?&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;"É que precisamos da confimação dos seus dados, pra confirmar sua identidade."&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ah!, minha identidade! Ih, minha filha, isso é complicado! Desde que o mundo é mundo o homem busca sua identidade! Sócrates, por exemplo, dizia: conhece-te a ti mesmo. Ser, ou não ser? Eis a questão! O que é mais nobre para o espírito? Faz o seguinte, minha filha, me liga depois, que agora eu vou ler Macbeth e refletir um pouco sobre esse assunto.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E por aí vai! Vamos ver quem é mais chato!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-114847831263505796?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/114847831263505796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2006/05/gafanhotos-furaces-terremotos-e.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/114847831263505796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/114847831263505796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2006/05/gafanhotos-furaces-terremotos-e.html' title='Gafanhotos, furacões, terremotos e telemarketing'/><author><name>Patrício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12901534372700660230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_MQ5rtZ0N4TI/SRcajatmoBI/AAAAAAAAARM/E3gnjLgy3X0/S220/Quilmes5.JPG'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-114305340637005849</id><published>2006-03-22T15:41:00.000-03:00</published><updated>2006-03-23T17:12:51.783-03:00</updated><title type='text'>A "Coisa"</title><content type='html'>É público e notório que de médico e de louco, todo mundo tem um pouco.&lt;br /&gt;Pois é, mas tendo eu um pai médico, e como todo filho de médico, sendo eu metido a entender de fisiologia e que tais, supus estar livre dessa profecia.&lt;br /&gt;Ledo engano! Tenho cá minhas idiossincrasias e doidices de estimação. São muitas, e confessas. Só risco fósforo de um lado da caixa, dou boa noite à Fátima Bernardes, mas não ao Bonner, falo sozinho, coleciono canivetes, ando sempre do mesmo lado da calçada, tenho medo de mariposa (mas só daquelas grandonas, raceadas com DC-10), faço barba com navalha e, é loucura, mas fazer o quê?, moro no Hell de Janeiro e gosto.&lt;br /&gt;Mas a loucura que mais me atormenta é a loucura da “coisa” esquecida e não lembrada. É horrível! Acaba com meu dia, e não raro, com a minha semana!&lt;br /&gt;A tal “coisa” esquecida me persegue, desvia minha atenção, sopra no meu ouvido, flerta comigo, me observa de longe, assim, me olhando de ladinho, me chama, e quando eu chego perto, se esconde. Enfim, a “coisa” me tortura. Faz de mim gato e sapato.&lt;br /&gt;A “coisa” esquecida e não lembrada pode ser tudo: uma palavra, um nome, uma data, um conceito histórico, político, filosófico, teológico, econômico, social ou tudo isso com dois ovos em cima, ou, mais freqüentemente, um personagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual o nome do cavalo do Fantasma?&lt;br /&gt;Qual o nome da espada do Cid Campeador?&lt;br /&gt;Aliás, Dom Rodrigo de quê?&lt;br /&gt;Mestre, Dunga, Atchim, Zangado, Soneca, Dengoso e qual o nome do sétimo anão?&lt;br /&gt;Ira, gula, preguiça, inveja, luxúria, soberba e?&lt;br /&gt;Como chama mesmo a mulher do Abracurcix?&lt;br /&gt;Qual é o feminino de rajá?&lt;br /&gt;Moby Dick, primeiro parágrafo: chamai-me...chamai-me...qual é mesmo o nome?&lt;br /&gt;Por falar nisso, é Acab, ou Aab?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentiu o drama? Não, não sentiu foi nada! Geralmente a “coisa” esquecida e não lembrada me assola nas horas mais inconvenientes. No meio de um conselho de classe, ou quando estou na reunião de condomínio, ou às quatro da madrugada em pleno Heavy Duty, ou naquele churrascão zero-oitocentos, ou num almoço em família na casa do meu sogro. Já percebi que a “coisa” esquecida e não lembrada prefere me assombrar em público. E podes crer: quando ela aparece, eu largo tudo, passo a me dedicar exclusivamente a lembrar a “coisa” esquecida e não lembrada. E quanto mais eu penso nela, menos dela ou lembro!&lt;br /&gt;Existe uma solução, mas é um “nome de Deus”, que não deve ser chamado em vão: Eliana! Ela até pode não saber a “coisa”, mas, certamente, será solidária com a minha angústia e será atormentada pela “coisa” tanto quanto eu.&lt;br /&gt;O chato, é que às vezes, ela me usa como “nome de Deus”, e aí, meu camarada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Só mais uma coisa: já lembrei de todas essas coisas aí em cima, mas não digo! Você, se quiser que se lasque pra descobrir!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-114305340637005849?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/114305340637005849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2006/03/coisa.html#comment-form' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/114305340637005849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/114305340637005849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2006/03/coisa.html' title='A &quot;Coisa&quot;'/><author><name>Patrício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12901534372700660230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_MQ5rtZ0N4TI/SRcajatmoBI/AAAAAAAAARM/E3gnjLgy3X0/S220/Quilmes5.JPG'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-114251525921855561</id><published>2006-03-16T10:18:00.000-03:00</published><updated>2006-03-23T12:28:35.966-03:00</updated><title type='text'>A casa</title><content type='html'>Mataram a casa do Méier. A casa que era muitas casas e muitas pessoas e muitas coisas.&lt;br /&gt;Já tem muitos anos que evito passar na frente dela. Já não era a mesma, como um parente muito querido na infância, que com o tempo se afasta.&lt;br /&gt;Ela estava envelhecida, o jardim, mais selvagem, descabelado.O quintal, há muito não o via. A pele estava descascando e caindo. Estava decrépita, mas estava viva.&lt;br /&gt;Parece egoísmo, e é. Eu preferia vê-la caindo aos pedaços, morrendo naturalmente de velhice.&lt;br /&gt;Não gostei de ver o terreno baldio, a visão mal tapada por telhas de amianto.&lt;br /&gt;Mataram as festas juninas, apagaram as fogueiras.&lt;br /&gt;Mataram Cosme e Damião, acabaram os doces.&lt;br /&gt;Mataram o Natal , não tem mais rabanadas.&lt;br /&gt;Mataram as minhas brincadeiras, o porão e o quintal.&lt;br /&gt;Mataram o quintal do Moleque, do Sheik, do Kipe e da Marabá.&lt;br /&gt;Acabou o arroz e o suflê de espinafre.&lt;br /&gt;Apagaram a luz do gongá e tiraram a rede do quarto da frente.&lt;br /&gt;Sumiu a etrela da entrada.&lt;br /&gt;Arrancaram a Guiné, o Jasmim e o Manacá.&lt;br /&gt;Secaram o lago.&lt;br /&gt;Onde está a poltrona verde?&lt;br /&gt;Acabaram os licores de leite, de jabuticaba e de vinho.&lt;br /&gt;Não sinto mais o cheiro do defumador.&lt;br /&gt;Morreram outras lembranças, outras pessoas, que se faziam presentes em minha vida através daquela casa. Onde elas estão? Onde vão morar?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-114251525921855561?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/114251525921855561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2006/03/casa.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/114251525921855561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/114251525921855561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2006/03/casa.html' title='A casa'/><author><name>Patrício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12901534372700660230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_MQ5rtZ0N4TI/SRcajatmoBI/AAAAAAAAARM/E3gnjLgy3X0/S220/Quilmes5.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-24127788.post-114242813442943805</id><published>2006-03-15T09:48:00.000-03:00</published><updated>2006-03-23T12:27:46.393-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ana Paula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abro este blog (nome mais sem jeito!) com seu nome, que é a melhor coisa que me ocorre e esse "ocorre" é &lt;em&gt;lato sensu&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Deveria abri-lo com o meu, em uma formal apresentação de quem sou, onde estou , o que faço e o que gosto, porém, tenho absoluta certeza que isso não interessa a ninguém.&lt;br /&gt;Além do mais, te devo essa. Foi você que me deu força pra voltas a escrever. Espero poder retribuir essa força e todo seu amor, gasto com esse barbudo aqui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/24127788-114242813442943805?l=mangangavamarela.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/feeds/114242813442943805/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2006/03/ana-paula.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/114242813442943805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/24127788/posts/default/114242813442943805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mangangavamarela.blogspot.com/2006/03/ana-paula.html' title=''/><author><name>Patrício</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12901534372700660230</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_MQ5rtZ0N4TI/SRcajatmoBI/AAAAAAAAARM/E3gnjLgy3X0/S220/Quilmes5.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
